Desastre, risco e vulnerabilidade socioambiental no território da Mata Sul de Pernambuco/Brasil.
| Ano de defesa: | 2013 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/12310 |
Resumo: | A presente pesquisa discorre sobre o tema “Desastre, risco e vulnerabilidade socioambiental no território da Mata Sul de Pernambuco/Brasil” e tem como objetivo analisar a intensificação dos efeitos dos desastres naturais, no caso as enchentes e inundações, como consequência da inexistência de uma política de uso e ocupação do território e das precárias condições socioeconômicas da população ribeirinha. A problemática está relacionada às inundações ocorridas no período de 2000 a 2011 no município de Escada/PE, que se encontra inserido na bacia hidrográfica do rio Ipojuca. Nos anos considerados o transbordamento deste rio ocasionou inundações de considerável extensão e deixou à cidade em situação de calamidade pública e de emergência com prejuízos incalculáveis para a população. Então, para entender os riscos e a vulnerabilidade socioambiental das pessoas as inundações, realizou-se uma análise integrada, contextualizada e interdisciplinar de vários aspectos correlacionados, que inclui as condições sociais, políticas, econômicas e culturais da população para a compreensão de seus determinantes, causas e efeitos na sociedade. Assim, procedeu-se a uma abordagem de cunho qualitativo que possibilitou a compreensão e interpretação da ocorrência desses acontecimentos e as estratégias da ação social adotada pelos indivíduos. Do ponto de vista das estratégias de pesquisa o estudo utilizou a triangulação de métodos, que permitiu a combinação de várias técnicas na análise e discussão dos dados. Como instrumento metodológico para a coleta de dados adotou-se a aplicação de questionários com os moradores ribeirinhos, entrevistas semiestruturadas com representantes de associações de bairros e da defesa civil municipal, além da análise documental da Lei Orgânica Municipal, do Plano Diretor e do Plano de Contingência de Enchentes. Conclui-se, que o risco as inundações no município é socialmente construído, decorre da urbanização sem planejamento em cuja base estão os padrões socioeconômicos, culturais, políticos e ambientais em que a população está inserida. A ocupação de áreas impróprias às margens do rio Ipojuca, a falta de saneamento básico, a destruição da mata ciliar, o uso inadequado do solo e a dificuldade para execução de políticas públicas de prevenção de desastres contribuem para intensificar os efeitos das enchentes e inundações na cidade. Quanto às medidas adotadas para mitigar os efeitos desses eventos foi percebido por parte dos moradores a adoção de ajustamentos individuais, como construção de primeiro andar em suas casas para aumentar a segurança e diminuir as perdas materiais e os impactos na saúde provocados pelas enchentes. E pelo Poder Público a criação da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (COMDEC) com a finalidade de planejar ações para fazer a gestão da redução e mitigação dos riscos a desastre, e o mapeamento das áreas de risco pelo Sistema Geológico do Brasil. Por fim, verifica-se que pelo fato dos desastres naturais serem ainda pouco estudados no Brasil, propõe-se indicações para futuras investigações que permita subsidiar as ações das políticas públicas no enfrentamento das enchentes e inundações na Mata Sul de Pernambuco. |
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