Paisagens costeiras de Ipojuca, Pernambuco : dinâmicas ambientais e a promoção da cultura oceânica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: SILVA, Jeissy Conceição Bezerra da
Orientador(a): SILVA, Helena Paula de Barros
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/64986/001300002hkrt
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Geografia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64884
Resumo: Apesar do nosso planeta ser chamado de planeta Terra, sabe-se que sua superfície é composta de 71% de água. Dessa forma, fica claro que a relação da humanidade com o mar e a zona costeira acaba sendo inevitável. A Zona Costeira é uma das regiões mais habitadas e exploradas do mundo, abrigando cerca de 50% da população mundial. O Brasil é um país oceânico que possui 17 estados, 13 capitais e 443 municípios situados em regiões litorâneas, além disso, tem quase 10.000 km de linha de costa, e conta com 4,7 milhões de km2 de Zona Econômica Exclusiva (ZEE). No entanto, a Zona Costeira também é uma das regiões mais vulneráveis do mundo, sendo constantemente ameaçada por processos naturais, como erosão costeira, tempestades, elevação do nível do mar, entre outros. Ademais, as diferentes atividades humanas, como a urbanização, a exploração de recursos naturais e a poluição, têm causado impactos significativos na biodiversidade e na qualidade de vida das comunidades costeiras. Assim sendo, a presente pesquisa se propôs a analisar três praias do município de Ipojuca através da perspectiva da Geografia Marinha, já que essa ciência tem muito a contribuir com importantes temas que envolvem os oceanos e, para isso, abarcou os três pilares do Ensino Superior: a pesquisa, o ensino e a extensão, como versa o capítulo IV da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9.394/1996. No que concerne à pesquisa, foi realizado o levantamento histórico sobre a relação da humanidade com o ambiente costeiro e como essa relação envolve vários aspectos da sociedade, como disseminação de cultura, doenças, conhecimento e disputas geopolíticas. Ainda relacionado à pesquisa, houve determinação da área não edificante, que consiste numa importante ferramenta que avalia se a zona costeira em questão está vulnerável ou não à subida do nível relativo do mar ocasionado pelas mudanças climáticas, e, para isso, usou-se como parâmetro os últimos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas que prevê um cenário otimista e um cenário pessimista até o ano de 2100. Para a obtenção dos dados referente à área não edificante, utilizou-se as metodologias de Bruun (1962) e DalCin e Simeoni (1994), onde foi possível concluir que em alguns trechos, independentemente dos cenários, a área de estudo pode ser bastante afetada. Outro componente da pesquisa foi a análise dos currículos escolares no que diz respeito à promoção da Cultura Oceânica, um importante compromisso assumido pelo Brasil com instituições internacionais como a ONU e a ONESCO. Para isso, além de averiguar se três redes de ensino se adaptaram à essa temática, verificou-se a Base Nacional Comum Curricular, com o intuito de identificar se tais pautas são exigidas e, posteriormente, foram apontadas várias possibilidades de inclusão dos conhecimentos sobre os oceanos nas vivências escolares, pois através dessa investigação, ficou concluído que, apesar de algumas iniciativas produtivas, ainda se tem muito a se fazer. Por fim, foi elaborado um protocolo de avaliação rápida direcionado ao ambiente costeiro que possa ser entendido e aplicado pela população em geral, ou seja, pessoas de variadas idades e níveis de instrução. Esse protocolo recebeu o nome de Protocolo de Avaliação Rápida de Impactos Costeiros - PARIC e foi adaptado do Protocolo de Avaliação Rápida de Rios - PAR, onde parâmetros são selecionados para indicar possíveis impactos sofridos pelo ambiente avaliado. Essa é uma metodologia que surgiu nos Estados Unidos da América na década de 1980 e foi aderida por outros países, como a Austrália, tem caráter subjetivo, mas pode ser usado de maneira complementar e é uma ferramenta muito útil para fazer a comunidade participar desse processo de monitoramento ambiental. Adotou-se as metodologias propostas pela Agência de Proteção Ambiental de Ohio (U.S. EPA, 1987), Callisto et al., (2002) e Radtke (2015). Após a aplicação do PARIC, foi possível confirmar que ele é uma ferramenta interessante para promover a extensão da comunidade científica para a sociedade, em que, a partir de algumas orientações, é possível tornar um grupo de pessoas capazes de identificar atividades que impactem negativamente em determinado ambiente.
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O Brasil é um país oceânico que possui 17 estados, 13 capitais e 443 municípios situados em regiões litorâneas, além disso, tem quase 10.000 km de linha de costa, e conta com 4,7 milhões de km2 de Zona Econômica Exclusiva (ZEE). No entanto, a Zona Costeira também é uma das regiões mais vulneráveis do mundo, sendo constantemente ameaçada por processos naturais, como erosão costeira, tempestades, elevação do nível do mar, entre outros. Ademais, as diferentes atividades humanas, como a urbanização, a exploração de recursos naturais e a poluição, têm causado impactos significativos na biodiversidade e na qualidade de vida das comunidades costeiras. Assim sendo, a presente pesquisa se propôs a analisar três praias do município de Ipojuca através da perspectiva da Geografia Marinha, já que essa ciência tem muito a contribuir com importantes temas que envolvem os oceanos e, para isso, abarcou os três pilares do Ensino Superior: a pesquisa, o ensino e a extensão, como versa o capítulo IV da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9.394/1996. No que concerne à pesquisa, foi realizado o levantamento histórico sobre a relação da humanidade com o ambiente costeiro e como essa relação envolve vários aspectos da sociedade, como disseminação de cultura, doenças, conhecimento e disputas geopolíticas. Ainda relacionado à pesquisa, houve determinação da área não edificante, que consiste numa importante ferramenta que avalia se a zona costeira em questão está vulnerável ou não à subida do nível relativo do mar ocasionado pelas mudanças climáticas, e, para isso, usou-se como parâmetro os últimos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas que prevê um cenário otimista e um cenário pessimista até o ano de 2100. Para a obtenção dos dados referente à área não edificante, utilizou-se as metodologias de Bruun (1962) e DalCin e Simeoni (1994), onde foi possível concluir que em alguns trechos, independentemente dos cenários, a área de estudo pode ser bastante afetada. Outro componente da pesquisa foi a análise dos currículos escolares no que diz respeito à promoção da Cultura Oceânica, um importante compromisso assumido pelo Brasil com instituições internacionais como a ONU e a ONESCO. Para isso, além de averiguar se três redes de ensino se adaptaram à essa temática, verificou-se a Base Nacional Comum Curricular, com o intuito de identificar se tais pautas são exigidas e, posteriormente, foram apontadas várias possibilidades de inclusão dos conhecimentos sobre os oceanos nas vivências escolares, pois através dessa investigação, ficou concluído que, apesar de algumas iniciativas produtivas, ainda se tem muito a se fazer. Por fim, foi elaborado um protocolo de avaliação rápida direcionado ao ambiente costeiro que possa ser entendido e aplicado pela população em geral, ou seja, pessoas de variadas idades e níveis de instrução. Esse protocolo recebeu o nome de Protocolo de Avaliação Rápida de Impactos Costeiros - PARIC e foi adaptado do Protocolo de Avaliação Rápida de Rios - PAR, onde parâmetros são selecionados para indicar possíveis impactos sofridos pelo ambiente avaliado. Essa é uma metodologia que surgiu nos Estados Unidos da América na década de 1980 e foi aderida por outros países, como a Austrália, tem caráter subjetivo, mas pode ser usado de maneira complementar e é uma ferramenta muito útil para fazer a comunidade participar desse processo de monitoramento ambiental. Adotou-se as metodologias propostas pela Agência de Proteção Ambiental de Ohio (U.S. EPA, 1987), Callisto et al., (2002) e Radtke (2015). Após a aplicação do PARIC, foi possível confirmar que ele é uma ferramenta interessante para promover a extensão da comunidade científica para a sociedade, em que, a partir de algumas orientações, é possível tornar um grupo de pessoas capazes de identificar atividades que impactem negativamente em determinado ambiente.Although our planet is referred to as Earth, it is well known that its surface is composed of 71% water. Consequently, it is evident that humanity's relationship with the sea and coastal zones is unavoidable. The Coastal Zone is one of the most inhabited and exploited regions in the world, housing approximately 50% of the global population. Brazil, an oceanic country, has 17 states, 13 capitals, and 443 municipalities located in coastal areas. Furthermore, it boasts nearly 10,000 km of coastline and 4.7 million km2 of Exclusive Economic Zone (EEZ). However, the Coastal Zone is also one of the most vulnerable regions globally, being constantly threatened by natural processes such as coastal erosion, storms, rising sea levels, among others. Additionally, various human activities, such as urbanization, exploitation of natural resources, and pollution, have had significant impacts on biodiversity and the quality of life of coastal communities. Thus, this research aimed to analyze three beaches in the municipality of Ipojuca through the lens of Marine Geography, a field of study that offers valuable insights into critical topics concerning the oceans. The research encompassed the three pillars of higher education: research, teaching, and extension, as outlined in Chapter IV of the National Education Guidelines and Framework Law (LDB), Law 9.394/1996. Regarding research, a historical survey was conducted on humanity's relationship with the coastal environment, exploring how this relationship involves various societal aspects, such as the dissemination of culture, diseases, knowledge, and geopolitical disputes. Also related to research, the determination of the non-building zone was carried out. This important tool assesses whether the coastal zone in question is vulnerable to sea level rise caused by climate change. For this, the latest reports from the Intergovernmental Panel on Climate Change were used to predict an optimistic and a pessimistic scenario until the year 2100. To gather data on the non-building zone, the methodologies of Bruun (1962) and DalCin and Simeoni (1994) were applied. It was concluded that in some stretches, regardless of the scenarios, the study area could be significantly affected. Another component of the research was the analysis of school curricula concerning the promotion of Ocean Literacy, a key commitment made by Brazil with international institutions such as the UN and UNESCO. To this end, besides examining whether three educational networks had adapted to this theme, the National Common Curricular Base was reviewed to identify whether such topics are required. Subsequently, several possibilities for including knowledge about the oceans into school experiences were suggested. The investigation concluded that despite some productive initiatives, much remains to be done. Finally, a rapid assessment protocol aimed at the coastal environment was developed, one that could be understood and applied by the general population, including individuals of various ages and educational levels. This protocol, named the Coastal Impact Rapid Assessment Protocol (PARIC), was adapted from the River Rapid Assessment Protocol (PAR), where parameters are selected to indicate potential impacts on the evaluated environment. This methodology originated in the United States in the 1980s and has since been adopted by other countries, such as Australia. It is subjective in nature but can be used complementarily and serves as an effective tool for engaging the community in environmental monitoring. The methodologies proposed by the Ohio Environmental Protection Agency (U.S. EPA, 1987), Callisto et al. (2002), and Radtke (2015) were adopted. After applying the PARIC, it was confirmed that this tool is an interesting means of promoting the extension of scientific knowledge to society, whereby, with a few guidelines, a group of people can be trained to identify activities that negatively impact a given environment.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em GeografiaUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessZona costeiraÁrea não edificanteCultura oceânicaProtocolo de Avaliação Rápida de Impactos Costeiros (PARIC)Paisagens costeiras de Ipojuca, Pernambuco : dinâmicas ambientais e a promoção da cultura oceânicainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALTESE Jeissy Conceicao Bezerra Da Silva.pdfTESE Jeissy Conceicao Bezerra Da Silva.pdfapplication/pdf6555643https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/64884/2/TESE%20Jeissy%20Conceicao%20Bezerra%20Da%20Silva.pdf682185661e981498ff76d396b083f1e6MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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