O eu e o outro: interlocuções e escritas de si nas obras de Stella do Patrocínio e Maura Lopes Cançado
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Letras
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67662 |
Resumo: | A presente pesquisa tem como objetivo central investigar o interlocutor enquanto elemento significativo para as produções das autoras Stella do Patrocínio (1941-1992) e Maura Lopes Cançado (1929-1993), cujas obras foram compostas ao longo de seus processos enquanto internas em instituições psiquiátricas do Rio de Janeiro. Stella do Patrocínio é autora do falatório, denominação que a própria autora atribuiu as suas falas gravadas por Carla Guagliardi e Mônica Ribeiro de Souza ao longo do projeto de Livre Criação Artística, que ocorreu na Colônia Juliano Moreira de 1986 a 1988. Stella é também autora do livro Reino dos bichos e dos animais é o meu nome (2001), publicação póstuma organizada por Viviane Mosé, que, por sua vez, transcreveu as falas do falatório de modo versificado e instituiu Stella enquanto poeta da literatura brasileira. Já Maura Lopes Cançado possui duas publicações: Hospício é Deus (1965), diário realizado ao longo de seu internamento no Hospital Gustavo Riedel, e O Sofredor do ver (1968), coletânea de contos que apresenta temáticas como o feminino, a loucura, o delírio e o próprio exercício da escrita. Para além de uma análise comparativa entre essas duas autoras, e dos pontos de incômodo que surgem e atravessam suas poéticas no que diz respeito a questões de raça e gênero, pretende se explorar, nesta pesquisa, o elemento do interlocutor compreendendo-o tanto enquanto figura apreensível – a exemplo das interlocutoras de Stella responsáveis pelos primeiros registros de seu falatório -, quanto como elemento estético e de relevância para o processo de subjetivação. Para tanto, me encaminho para o aporte teórico das teorias da escrita de si e suas relações com o campo da psicanálise, bem como da fotografia enquanto linguagem de relevância para o processo de recepção e institucionalização das referidas autoras |
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DIAS, Luiza Moreirahttp://lattes.cnpq.br/5594178837032446http://lattes.cnpq.br/3975152604166388FERREIRA, Ermelinda Maria Araújo2026-01-15T14:34:16Z2026-01-15T14:34:16Z2025-11-11DIAS, Luiza Moreira. O eu e o outro: interlocuções e escritas de si nas obras de Stella do Patrocínio e Maura Lopes Cançado. 2025. Tese (Doutorado em Letras) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67662A presente pesquisa tem como objetivo central investigar o interlocutor enquanto elemento significativo para as produções das autoras Stella do Patrocínio (1941-1992) e Maura Lopes Cançado (1929-1993), cujas obras foram compostas ao longo de seus processos enquanto internas em instituições psiquiátricas do Rio de Janeiro. Stella do Patrocínio é autora do falatório, denominação que a própria autora atribuiu as suas falas gravadas por Carla Guagliardi e Mônica Ribeiro de Souza ao longo do projeto de Livre Criação Artística, que ocorreu na Colônia Juliano Moreira de 1986 a 1988. Stella é também autora do livro Reino dos bichos e dos animais é o meu nome (2001), publicação póstuma organizada por Viviane Mosé, que, por sua vez, transcreveu as falas do falatório de modo versificado e instituiu Stella enquanto poeta da literatura brasileira. Já Maura Lopes Cançado possui duas publicações: Hospício é Deus (1965), diário realizado ao longo de seu internamento no Hospital Gustavo Riedel, e O Sofredor do ver (1968), coletânea de contos que apresenta temáticas como o feminino, a loucura, o delírio e o próprio exercício da escrita. Para além de uma análise comparativa entre essas duas autoras, e dos pontos de incômodo que surgem e atravessam suas poéticas no que diz respeito a questões de raça e gênero, pretende se explorar, nesta pesquisa, o elemento do interlocutor compreendendo-o tanto enquanto figura apreensível – a exemplo das interlocutoras de Stella responsáveis pelos primeiros registros de seu falatório -, quanto como elemento estético e de relevância para o processo de subjetivação. Para tanto, me encaminho para o aporte teórico das teorias da escrita de si e suas relações com o campo da psicanálise, bem como da fotografia enquanto linguagem de relevância para o processo de recepção e institucionalização das referidas autorasThis research aims to investigate the interlocutor as a significant element in the works of authors Stella do Patrocínio (1941-1992) and Maura Lopes Cançado (1929-1993), whose works were composed during their time in psychiatric institutions in Rio de Janeiro. Stella do Patrocínio is the author of falatório (talking), a term the author herself attributed to her speeches recorded by Carla Guagliardi and Mônica Ribeiro de Souza during the Free Artistic Creation project, which took place at the Juliano Moreira Colony from 1986 to 1988. Stella is also the author of the book Reino dos bichos e dos animais é o meu nome (Kingdom of Animals and Animals Is My Name) (2001), a posthumous publication edited by Viviane Mosé, who, in turn, transcribed the falatório's speeches in versified form and established Stella as a poet in Brazilian literature. Maura Lopes Cançado has two publications: Hospício é Deus (Hospice is God) (1965), a diary kept during her hospitalization at Gustavo Riedel Hospital, and O Sofredor do ver (The Sufferer of Seeing) (1968), a collection of short stories that explores themes such as femininity, madness, delirium, and the practice of writing itself. Beyond a comparative analysis between these two authors and the points of discomfort that emerge and permeate their poetics regarding issues of race and gender, this research aims to explore the element of the interlocutor, understanding them both as a comprehensible figure—like Stella's interlocutors, who were responsible for the first recordings of her speech—and as an aesthetic element relevant to the process of subjectivation. To this end, I draw on the theoretical framework of theories of self-writing and their relationship with the field of psychoanalysis, as well as photography as a language relevant to the process of reception and institutionalization of these authors.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em LetrasUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessStella do PatrocínioMaura Lopes CançadoEscritas de siO eu e o outro: interlocuções e escritas de si nas obras de Stella do Patrocínio e Maura Lopes Cançadoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALTESE Luiza Moreira Dias.pdfTESE Luiza Moreira Dias.pdfapplication/pdf1616872https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/67662/1/TESE%20Luiza%20Moreira%20Dias.pdf5974c8c0680b96177eb725335409062fMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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