Avaliação da resposta inflamatória aguda e eficácia farmacológica da nimesulida na prole de ratas alimentadas com dieta ocidentalizada

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: MELO, Nathalia Caroline de Oliveira
Orientador(a): NASCIMENTO, Elizabeth do
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/64986/001300000mpk3
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Nutricao
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/33246
Resumo: Uma inadequação alimentar e nutricional materna desde o período pré-gestacional e perpetuada durante a gestação e lactação, exerce importante influência sobre o estado de saúde do concepto, levando a uma predisposição a ocorrência de processos inflamatórios. Com intuito de amenizar o desequilíbrio entre mediadores anti e pró-inflamatórios, na prática clínica, é comumente prescrito o uso de antiinflamatórios não esteroides, dos quais se destaca a Nimesulida. Dessa forma, o estudo tem por objetivo avaliar o impacto da dieta ocidentalizada ingerida por ratas sobre a intensidade da resposta inflamatória aguda e eficácia farmacológica da Nimesulida em seus filhos. 18 ratas da linhagem Wistar foram aleatoriamente divididas em 3 grupos conforme tratamento dietético (grupo controle, com ração comercial por todo período; grupo ocidental gestação, com ração experimental do pré-gestacional ao nascimento; grupo ocidental gestação/lactação, com ração experimental do pré-gestacional ao desmame) e destas, 36 filhotes (n=12/grupo) foram avaliados. Foram analisados: evolução ponderal, consumo alimentar, glicemia de jejum, severidade da resposta inflamatória aguda, percentual de inibição da Nimesulida, parâmetros bioquímicos, histologia hepática, níveis de interleucina – 6, fator de necrose tumoral alfa e atividade da mieloperoxidase. Para análise estatística foram utilizados os testes de variância (Anova one-way e two-way), seguidos do pós-teste de Tukey e Bonferroni, respectivamente, e considerado o p<0,05. Matrizes do grupo ocidentalizado apresentaram peso e glicemia de jejum mais elevados (p<0,01). Contudo, ao avaliar o consumo alimentar, as mesmas apresentaram menor ingestão de ração/semana (p<0,01). As diferenças entre o tipo de ração consumida, a quantidade de ração ingerida e o peso corporal das ratas não refletiram nos filhotes ao nascimento e ao desmame. Entretanto, aos 60 dias de vida maior peso pôde ser observado nos descendentes dos grupos ocidentalizados (p<0,05) e, para os filhotes expostos à ração ocidental até o desmame, maior adiposidade corporal e consumo alimentar também foram encontrados (p<0,05). Quanto à severidade da resposta inflamatória aguda, para os grupos não tratados não houve diferença (p>0,05) e, para todos os grupos tratados com Nimesulida, menor volume do edema de pata foi verificado (p<0,05). Nos descendentes expostos a dieta ocidental, tanto na gestação como na gestação e lactação, foram observados maior percentual de inibição da Nimesulida, elevada contagem de leucócitos totais, interleucina 6, fator de necrose tumoral alfa e atividade da mieloperoxidase (p<0,05). Para os filhotes oriundos de mães alimentadas com dieta ocidental desde o pré-gestacional até o desmame também foi verificado maior infiltrado lipídico e leucocitário a nível hepático, sugerindo que o consumo materno de ração ocidentalizada desde o período pré-gestacional e continuada durante a gestação e lactação exerce importante influência na expressão do perfil metabólico da prole na vida mais tardia. A adoção de uma dieta ocidentalizada por ratas em idade reprodutiva e continuada durante os períodos de gestação e lactação leva a alterações antropométricas e metabólicas, com recrutamento adicional de citocinas inflamatórias e leucocitose em seus descendentes. Entretanto, não interfere na ação farmacológica da Nimesulida no tratamento de seus filhos aos 60 dias de vida.
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spelling MELO, Nathalia Caroline de Oliveirahttp://lattes.cnpq.br/8311341402976845http://lattes.cnpq.br/3512671027137454NASCIMENTO, Elizabeth doMAIA, Maria Bernadete de Sousa2019-09-19T17:30:13Z2019-09-19T17:30:13Z2018-02-27https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/33246ark:/64986/001300000mpk3Uma inadequação alimentar e nutricional materna desde o período pré-gestacional e perpetuada durante a gestação e lactação, exerce importante influência sobre o estado de saúde do concepto, levando a uma predisposição a ocorrência de processos inflamatórios. Com intuito de amenizar o desequilíbrio entre mediadores anti e pró-inflamatórios, na prática clínica, é comumente prescrito o uso de antiinflamatórios não esteroides, dos quais se destaca a Nimesulida. Dessa forma, o estudo tem por objetivo avaliar o impacto da dieta ocidentalizada ingerida por ratas sobre a intensidade da resposta inflamatória aguda e eficácia farmacológica da Nimesulida em seus filhos. 18 ratas da linhagem Wistar foram aleatoriamente divididas em 3 grupos conforme tratamento dietético (grupo controle, com ração comercial por todo período; grupo ocidental gestação, com ração experimental do pré-gestacional ao nascimento; grupo ocidental gestação/lactação, com ração experimental do pré-gestacional ao desmame) e destas, 36 filhotes (n=12/grupo) foram avaliados. Foram analisados: evolução ponderal, consumo alimentar, glicemia de jejum, severidade da resposta inflamatória aguda, percentual de inibição da Nimesulida, parâmetros bioquímicos, histologia hepática, níveis de interleucina – 6, fator de necrose tumoral alfa e atividade da mieloperoxidase. Para análise estatística foram utilizados os testes de variância (Anova one-way e two-way), seguidos do pós-teste de Tukey e Bonferroni, respectivamente, e considerado o p<0,05. Matrizes do grupo ocidentalizado apresentaram peso e glicemia de jejum mais elevados (p<0,01). Contudo, ao avaliar o consumo alimentar, as mesmas apresentaram menor ingestão de ração/semana (p<0,01). As diferenças entre o tipo de ração consumida, a quantidade de ração ingerida e o peso corporal das ratas não refletiram nos filhotes ao nascimento e ao desmame. Entretanto, aos 60 dias de vida maior peso pôde ser observado nos descendentes dos grupos ocidentalizados (p<0,05) e, para os filhotes expostos à ração ocidental até o desmame, maior adiposidade corporal e consumo alimentar também foram encontrados (p<0,05). Quanto à severidade da resposta inflamatória aguda, para os grupos não tratados não houve diferença (p>0,05) e, para todos os grupos tratados com Nimesulida, menor volume do edema de pata foi verificado (p<0,05). Nos descendentes expostos a dieta ocidental, tanto na gestação como na gestação e lactação, foram observados maior percentual de inibição da Nimesulida, elevada contagem de leucócitos totais, interleucina 6, fator de necrose tumoral alfa e atividade da mieloperoxidase (p<0,05). Para os filhotes oriundos de mães alimentadas com dieta ocidental desde o pré-gestacional até o desmame também foi verificado maior infiltrado lipídico e leucocitário a nível hepático, sugerindo que o consumo materno de ração ocidentalizada desde o período pré-gestacional e continuada durante a gestação e lactação exerce importante influência na expressão do perfil metabólico da prole na vida mais tardia. A adoção de uma dieta ocidentalizada por ratas em idade reprodutiva e continuada durante os períodos de gestação e lactação leva a alterações antropométricas e metabólicas, com recrutamento adicional de citocinas inflamatórias e leucocitose em seus descendentes. Entretanto, não interfere na ação farmacológica da Nimesulida no tratamento de seus filhos aos 60 dias de vida.CAPESA maternal nutritional and nutritional inadequacy from the pre-gestational period and perpetuated during gestation and lactation, exerts an important influence on the health status of the concept, leading to a predisposition to the occurrence of inflammatory processes. In order to ameliorate the imbalance between anti and pro-inflammatory mediators, in clinical practice, the use of non-steroidal anti-inflammatory drugs is commonly prescribed, of which Nimesulide. To evaluate the impact of westernized diet ingested by rats on the intensity of acute inflammatory response and pharmacological efficacy of Nimesulide in their offspring. 18 Wistar rats were randomly divided into 3 groups according to dietary treatment (control group, with commercial ration for all periods, western gestation group, experimental pre-gestational ration at birth, western gestation / lactation group, experimental ration from pre-gestational to weaning) and of these, 36 pups (n=12/group) were evaluated. The following variables were analyzed: weight evolution, food intake, fasting blood glucose, severity of acute inflammatory response, percentage of inhibition of Nimesulide, biochemical parameters, liver histology, interleukin - 6 levels, tumor necrosis factor alpha and myeloperoxidase activity. For the statistical analysis, the one-way and two-way ANOVA tests were used, followed by Tukey and Bonferroni post-test, respectively, and p <0,05. Westernized matrices showed higher weight and fasting glycemia (p <0,01). However, when evaluating food consumption, they had lower feed intake per week (p <0,01). The differences between the type of feed consumed, the amount of feed consumed and the body weight of the rats did not reflect on the pups at birth and at weaning. However, at 60 days of age, higher weight could be observed in the offspring of westernized groups (p <0,05), and for pups exposed to western ration until weaning, greater body fat and food intake were also found (p <0,05). As for the severity of the acute inflammatory response, there was no difference (p>0,05) for the untreated groups, and for all groups treated with Nimesulide, the lowest volume of paw edema was verified (p <0,05). A higher percentage of Nimesulide inhibition, high total leukocyte count, interleukin 6, tumor necrosis factor alpha and myeloperoxidase activity (p <0,05) were observed in the offspring exposed to the western diet, both in gestation and gestation and lactation. For the offspring born from mothers fed from the pre-gestational diet to the time of weaning, a greater lipid and leukocyte infiltration was also observed at the hepatic level, suggesting that the maternal consumption of Westernized ration from pre-gestational period and continued during gestation and lactation exerts an important influence on the expression of the metabolic profile of offspring in later life. Adoption of a westernized diet by rats of reproductive and continuing age during gestation and lactation leads to anthropometric and metabolic changes, with additional recruitment of inflammatory cytokines and leukocytosis in their offspring. However, it does not interfere with the pharmacological action of Nimesulide in the treatment of its children at 60 days of ageporUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em NutricaoUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessDieta ocidentalInflamaçãoObesidadeAvaliação da resposta inflamatória aguda e eficácia farmacológica da nimesulida na prole de ratas alimentadas com dieta ocidentalizadainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILDISSERTAÇÃO Nathalia Caroline de Oliveira Melo.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Nathalia Caroline de Oliveira Melo.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1311https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/33246/6/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Nathalia%20Caroline%20de%20Oliveira%20Melo.pdf.jpg53262761bf9cf5635f62ccc4ca60a695MD56ORIGINALDISSERTAÇÃO Nathalia Caroline de Oliveira Melo.pdfDISSERTAÇÃO Nathalia Caroline de Oliveira Melo.pdfapplication/pdf1452313https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/33246/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Nathalia%20Caroline%20de%20Oliveira%20Melo.pdfacb2fda934ddffa8c048ea903e5accc7MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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