Atividade antifúngica e mecanismo de ação do monoterpeno a-pineno frente a linhagens de Candida albicans

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: BARROS, Daniela Bomfim de
Orientador(a): SILVA, Márcia Vanusa da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/64986/0013000002fms
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Ciencias Biologicas
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/55400
Resumo: A candidíase, doença causada por fungos do gênero Candida spp., tem sido relatada como um grave problema de saúde pública, ocasionando até mesmo infecções sistêmicas em indivíduos. Os fármacos utilizados no tratamento da candidíase são escassos e possuem elevada toxicidade, o que leva a busca por substâncias advindas de produtos naturais, com destaque para os terpenos. O objetivo do presente estudo foi investigar a atividade antifúngica de um monoterpeno, o α- pineno, frente cepas de Candida albicans. Os ensaios utilizados para o referido estudo foram: teste de determinação concentração inibitória mínima (CIM) e concentração fungicida mínima (CFM), através da técnica de microdiluição em caldo do terpeno isolado; Ensaio de associação (checkerboard) entre o o α- pineno e os antifúngicos fluconazol e anfotericina B; Ensaio de cinética de morte (time kill); Mecanismo de ação usando testes in silico e in vitro; Atividade antibiofilme contra Candida albicans e toxicidade contra células humanas (HaCat). O α- pineno apresentou uma CIM entre 128 e 512 ug/mL e a CFM teve os mesmos valores de CIM frente às 8 cepas ensaiadas. As demais concentrações não foram possíveis de determinar a CFM, devido ao crescimento ser maior ou igual a CIMx4 (limite do teste). No ensaio de associação, a interação do α- pineno e fluconazol foi indiferente, já combinações entre α- pineno com a anfotericina B e a nistatina obtiveram efeitos sinérgicos. Os resultados da simulação de docking molecular demonstraram que a timidilato sintase (−52 kcal mol−1) e a δ- 14-sterol redutase (−44 kcal mol−1) apresentaram as melhores interações. Os resultados in vitro sugerem que a atividade antifúngica do α-pineno envolve a ligação ao ergosterol na membrana celular. No ensaio de time kill, a atividade antifúngica não foi dependente do tempo e também inibiu a formação de biofilme ao romper até 88% do biofilme existente. Não foi citotóxico para os queratinócitos humanos. Assim sendo, o presente estudo apóia o α-pineno como um candidato para tratar infecções fúngicas causadas por C. albicans.
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O objetivo do presente estudo foi investigar a atividade antifúngica de um monoterpeno, o α- pineno, frente cepas de Candida albicans. Os ensaios utilizados para o referido estudo foram: teste de determinação concentração inibitória mínima (CIM) e concentração fungicida mínima (CFM), através da técnica de microdiluição em caldo do terpeno isolado; Ensaio de associação (checkerboard) entre o o α- pineno e os antifúngicos fluconazol e anfotericina B; Ensaio de cinética de morte (time kill); Mecanismo de ação usando testes in silico e in vitro; Atividade antibiofilme contra Candida albicans e toxicidade contra células humanas (HaCat). O α- pineno apresentou uma CIM entre 128 e 512 ug/mL e a CFM teve os mesmos valores de CIM frente às 8 cepas ensaiadas. As demais concentrações não foram possíveis de determinar a CFM, devido ao crescimento ser maior ou igual a CIMx4 (limite do teste). No ensaio de associação, a interação do α- pineno e fluconazol foi indiferente, já combinações entre α- pineno com a anfotericina B e a nistatina obtiveram efeitos sinérgicos. Os resultados da simulação de docking molecular demonstraram que a timidilato sintase (−52 kcal mol−1) e a δ- 14-sterol redutase (−44 kcal mol−1) apresentaram as melhores interações. Os resultados in vitro sugerem que a atividade antifúngica do α-pineno envolve a ligação ao ergosterol na membrana celular. No ensaio de time kill, a atividade antifúngica não foi dependente do tempo e também inibiu a formação de biofilme ao romper até 88% do biofilme existente. Não foi citotóxico para os queratinócitos humanos. Assim sendo, o presente estudo apóia o α-pineno como um candidato para tratar infecções fúngicas causadas por C. albicans.CAPESCandidiasis, a disease caused by fungi of the genus Candida spp., has been reported as a serious public health problem, even causing systemic infections in individuals. The drugs used in the treatment of candidiasis are scarce and have high toxicity, which leads to the search for substances derived from natural products, especially terpenes. The aim of the present study was to investigate the antifungal activity of a monoterpene, α-pinene, against strains of Candida albicans. The assays used for that study were: minimum inhibitory concentration (MIC) and minimum fungicidal concentration (MFC) determination test, through the technique of microdilution in broth of the isolated terpene; Association assay (checkerboard) between α-pinene and the antifungals fluconazole and amphotericin B; Kinetics of death test (time kill); Mechanism of action using in silico and in vitro tests; Antibiofilm activity against Candida albicans and toxicity against human cells (HaCat). α-pinene presented a MIC between 128 and 512 ug/mL and the MIC had the same MIC values against the 8 tested strains. The other concentrations were not possible to determine the CFM, due to the growth being greater than or equal to CIMx4 (test limit). In the association test, the interaction of α-pinene and fluconazole was indifferent, whereas combinations of α-pinene with amphotericin B and nystatin obtained synergistic effects. Molecular docking simulation results showed that thymidylate synthase (−52 kcal mol−1) and δ-14-sterol reductase (−44 kcal mol−1) showed the best interactions. The in vitro results suggest that the antifungal activity of α-pinene involves binding to ergosterol in the cell membrane. In the time kill assay, the antifungal activity was not time dependent and also inhibited biofilm formation by disrupting up to 88% of the existing biofilm. It was not cytotoxic to human keratinocytes. Therefore, the present study supports α-pinene as a candidate to treat fungal infections caused by C. albicans.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Ciencias BiologicasUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessProdutos naturaisTerpenosAtividade antifúngicaBiofilmeCandidíaseIn silicoIn vitroAtividade antifúngica e mecanismo de ação do monoterpeno a-pineno frente a linhagens de Candida albicansinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALTESE Daniela Bomfim de Barros.pdfTESE Daniela Bomfim de Barros.pdfapplication/pdf4580012https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/55400/1/TESE%20Daniela%20Bomfim%20de%20Barros.pdfafb4e6963e1ec7157d763457f9e2223dMD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/55400/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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