A produção de problemas de multiplicação pode ajudar na sua resolução?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Silva, Josenir Rodrigues da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/13041
Resumo: O presente estudo é voltado para a discussão dos problemas multiplicativos e aborda a relevância da utilização da leitura e da escrita nas aulas de Matemática inseridos na proposta de produção de problemas, a fim de desenvolver o raciocínio envolvido nessa operação e a linguagem matemática presente na mesma. Diante disso, nosso objetivo foi investigar como a produção de problemas multiplicativos por alunos do 4º ano do Ensino Fundamental pode favorecer o avanço da aprendizagem na resolução de problemas envolvendo a multiplicação. Participaram da pesquisa 33 alunos de duas escolas públicas municipais da área metropolitana do Recife e foram realizados um pré-teste, quatro sessões de intervenção utilizando para cada encontro uma atividade envolvendo a produção de problemas multiplicativos, acontecendo momentos de formulação entre pares e trios, em seguida a resolução das situações produzidas ora pelas mesmas duplas e trios, ora ocorrendo trocas das produções entre os pequenos grupos, finalizando com uma sistematização, em cada sessão de intervenção, do que foi realizado e uma avaliação geral das dificuldades e facilidades. No término das sessões foi realizado um pós-teste e um pós-teste posterior após oito semanas do final da realização do pós-teste. No final de cada teste foi solicitada a formulação de problema a partir de uma conta de multiplicação, com a finalidade de observarmos se as sessões contribuiriam para uma melhor qualidade escrita dessas situações. Como nem todos os alunos participaram de todas as sessões de intervenção, para a análise os dividimos em grupos por números de sessões vivenciadas e os resultados apontaram que em todos os grupos houve avanço significativo e, em uma análise estatística entre os grupos, constatamos que a quantidade de sessões não influenciou para um aprendizado diferenciado. Ocorreu ausência de significância entre o estado inicial e final do estudo (pré-teste e pós-teste posterior) e acreditamos que isso aconteceu devido os discentes dos grupos de três e duas sessões terem realizado as atividades da segunda e/ou terceira sessão que mostraram terem sido tarefas de produção mais desafiadoras, por exigirem mais reflexões na construção dos problemas auxiliando assim no processo de aprendizagem. As estratégias utilizadas por eles possibilitaram observar que no pré-teste houve a concentração de formas de resolução não relacionadas ao raciocínio multiplicativo, enquanto nos testes após as intervenções as estratégias que foram mais frequentes corresponderam ao aprendizado da multiplicação tanto parcialmente como por acerto total. Quanto às produções antes e após os encontros interventivos constatamos que o trabalho com produção de problemas contribuiu para um progresso na aprendizagem da resolução e não necessariamente para a produção individual, possivelmente isso aconteceu por não termos alternado as produções ora em pares, ora individualmente, pois apenas a realização em dupla não foi suficiente para superar as dificuldades particulares de cada sujeito. Portanto se faz necessário que as atividades com produção de problemas sejam contínuas em sala de aula com a finalidade dos alunos ampliarem seu aprendizado, mas também perceberem a relação entre a língua materna e a linguagem matemática numa construção permanente em sala de aula.
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