Experiências da escravidão : território, população e resistências na Zona da Mata Norte de Pernambuco (comarca de Goiana, 1850-1875)
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Historia
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Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/60464 |
Resumo: | Neste trabalho procurei analisar as experiências da escravidão e da liberdade na comarca de Goiana, território situado na Mata Norte canavieira de Pernambuco. O período escolhido foi entre 1850 e 1875, época de grandes transformações na legitimidade da instituição escravidão. Decidi enveredar em vários aspectos da vida em cativeiro, com o intuito de identificar indícios, rastros e pistas das múltiplas experiências da escravidão e da liberdade numa região que se forjou historicamente no plantio da cana, na produção de açúcar e no trabalho de pessoas escravizadas. A partir de temas como demografia, estrutura da posse de escravos, experiências de fuga e a vida em liberdade, essa última recheada de perigos patentes de reescravização, procurei investigar as experiências da escravidão fisgando as relações entre senhores e escravizados, examinando questões como a resistência, os limites do exercício do poder senhorial, assim como a criação, ampliação e manutenção de espaços diversos de negociação e de autonomia, assentados em noções de direitos costumeiros que se tornaram imprescindíveis na efetivação de projetos de liberdades nas últimas décadas do Brasil escravista. O pano de fundo é uma zona de plantation que estava bem distante de uma imagem construída por uma historiografia tradicional erguida no século XX, repleta de propriedades com grandes quantidades de escravizados, dedicados quase que exclusivamente a uma única atividade agrária, cujo produto era exclusivo ao mercado externo. Na verdade, os diferentes tamanhos de posses aliadas aos variados arranjos produtivos de diversos gêneros agrícolas, conviviam com o cultivo da cana realizado não só de modo extensivo, mas também por pequenos proprietários escravistas que tinham algum acesso à terra. Por fim, identificar e analisar as experiências da escravidão e da liberdade nesse grande contexto recheado de nuances, particularidades e complexidades, foi o maior desafio que propus me debruçar. |
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FRAGA, David Borges dehttp://lattes.cnpq.br/9643255139260500http://lattes.cnpq.br/0549419589287865CÂMARA, Bruno Augusto Dornelas2025-02-19T18:44:37Z2025-02-19T18:44:37Z2024-08-23FRAGA, David Borges de. Experiências da escravidão: território, população e resistências na Zona da Mata Norte de Pernambuco (comarca de Goiana, 1850-1875). 2024. Dissertação (Mestrado em História) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/60464Neste trabalho procurei analisar as experiências da escravidão e da liberdade na comarca de Goiana, território situado na Mata Norte canavieira de Pernambuco. O período escolhido foi entre 1850 e 1875, época de grandes transformações na legitimidade da instituição escravidão. Decidi enveredar em vários aspectos da vida em cativeiro, com o intuito de identificar indícios, rastros e pistas das múltiplas experiências da escravidão e da liberdade numa região que se forjou historicamente no plantio da cana, na produção de açúcar e no trabalho de pessoas escravizadas. A partir de temas como demografia, estrutura da posse de escravos, experiências de fuga e a vida em liberdade, essa última recheada de perigos patentes de reescravização, procurei investigar as experiências da escravidão fisgando as relações entre senhores e escravizados, examinando questões como a resistência, os limites do exercício do poder senhorial, assim como a criação, ampliação e manutenção de espaços diversos de negociação e de autonomia, assentados em noções de direitos costumeiros que se tornaram imprescindíveis na efetivação de projetos de liberdades nas últimas décadas do Brasil escravista. O pano de fundo é uma zona de plantation que estava bem distante de uma imagem construída por uma historiografia tradicional erguida no século XX, repleta de propriedades com grandes quantidades de escravizados, dedicados quase que exclusivamente a uma única atividade agrária, cujo produto era exclusivo ao mercado externo. Na verdade, os diferentes tamanhos de posses aliadas aos variados arranjos produtivos de diversos gêneros agrícolas, conviviam com o cultivo da cana realizado não só de modo extensivo, mas também por pequenos proprietários escravistas que tinham algum acesso à terra. Por fim, identificar e analisar as experiências da escravidão e da liberdade nesse grande contexto recheado de nuances, particularidades e complexidades, foi o maior desafio que propus me debruçar.In this work, I aimed to analyze the experiences of slavery and freedom in the comarca of Goiana, a territory located in the sugarcane-producing Mata Norte region of Pernambuco. The period chosen spans from 1850 to 1875, a time of significant transformations in the legitimacy of the institution of slavery. I delved into various aspects of life in captivity to identify traces, evidence, and clues of the multiple experiences of slavery and freedom in a region historically shaped by sugarcane cultivation, sugar production, and the labor of enslaved people. Focusing on themes such as demographics, the structure of slave ownership, escape experiences, and life in freedom—often fraught with the tangible dangers of re-enslavement—I sought to investigate slavery through the lens of relationships between masters and enslaved individuals. I examined issues such as resistance, the limits of the exercise of senhorial power, and the creation, expansion, and maintenance of diverse spaces for negotiation and autonomy, grounded in customary rights that became essential in the realization of freedom projects during the final decades of Brazil’s slaveholding society. The backdrop is a plantation zone that contrasts sharply with the image constructed by traditional historiography in the 20th century, a portrayal of vast estates with large numbers of enslaved individuals dedicated almost exclusively to a single agrarian activity, producing goods solely for the external market. In reality, various property sizes, coupled with diverse productive arrangements involving multiple agricultural crops, coexisted with sugarcane cultivation, which was carried out not only on extensive plantations but also by small slave-owning landholders with some access to land. Ultimately, identifying and analyzing the experiences of slavery and freedom within this rich and nuanced context, filled with particularities and complexities, was the greatest challenge I set out to undertake.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em HistoriaUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessEscravidãoResistência escravaLiberdadeGoiana-PEExperiências da escravidão : território, população e resistências na Zona da Mata Norte de Pernambuco (comarca de Goiana, 1850-1875)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO David Borges de Fraga.pdfDISSERTAÇÃO David Borges de Fraga.pdfapplication/pdf6925839https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/60464/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20David%20Borges%20de%20Fraga.pdf061308c951da7bac9acc8ecee22b8cb1MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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