Mudanças Aparentes e Efeitos Invisíveis: sociabilidade, identidade e vulnerabilidade no cotidiano urbanizado da Bacia do Rio Beberibe
| Ano de defesa: | 2011 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3656 |
Resumo: | O presente trabalho busca identificar os efeitos das transformações promovidas por urbanizações de favelas na vida cotidiana de seus moradores, a partir da compreensão de como se dá a adaptação nos primeiros anos do reassentamento de famílias em conjuntos habitacionais construídos para baixa renda. Considerando o paradigma atual de intervenções em favelas, de participação e consolidação no local de origem, buscando o fortalecimento social e a manutenção dos laços de vizinhança, a questão investigativa se coloca a partir da constatação de que grande parte dos reassentamentos de populações advindas de favelas em conjuntos habitacionais apresenta, num primeiro momento, problemas de adaptação à nova forma de morar, ao novo contexto formalizado, aos novos vizinhos, à nova espacialidade, levando em muitos casos ao repasse precoce da moradia e à degradação dos conjuntos. Dentre os aspectos individuais e coletivos que levam a esta problemática, este estudo está focado nos ativos que conduzem a uma adaptação positiva, utilizando o conceito de Resiliência (NORRIS et al, 2007; MARANANDOLA & HOGAN, 2006; CEPAL, 2002; INFANTE, 2005; RAKODI, 2002) como um processo que leva a uma adaptação positiva após uma situação adversa, e nos fatores que favorecem à desestruturação da vida no novo morar. Como aspectos fundamentais nesse processo, consideramos as mudanças de sociabilidade, entendida como as interações estabelecidas, provocando tanto experiências positivas como negativas e na identidade local expressa por meio de elementos de identificação, apropriação e diferenciação. Como objeto empírico, utiliza-se dos conjuntos habitacionais construídos pelo Programa de Infraestrutura em Áreas de Baixa Renda na Região Metropolitana do Recife - PROMETRÓPOLE, nas comunidades de Jacarezinho e Saramandaia, em Recife e V8/V9 em Olinda. Como metodologia, adota-se a observação direta e questionários, com respostas estruturadas e perguntas abertas, estas últimas fornecendo dados qualitativos, de forma a se ter uma avaliação concreta dos aspectos que determinam a moradia a partir dos relatos dos moradores. Utiliza-se também de uma abordagem comparativa, trabalhando com as três áreas de intervenção. A pesquisa mostrou que, na mudança para conjuntos habitacionais, os aspectos que desestruturam a vida no novo morar estão ligados, principalmente, à quebra dos laços de vizinhança, aos conflitos com novos vizinhos, ao tráfico de drogas, à violência, à inadequação da família ao tamanho da habitação, gerando a insatisfação e com isso a vontade de sair do local. Por outro lado, foi identificado que a mudança altera a estrutura de ativos disponíveis, ligada ao capital físico e social, que pode ser acessada e que dá suporte a uma adaptação resiliente, à satisfação e à vontade de se firmar no local. Por fim, o poder público é identificado como peça fundamental para uma adaptação resiliente, na medida em que, no acompanhamento às famílias reassentadas, pode dar suporte para o desenvolvimento ou fortalecimento da habilidade de acessar os ativos disponíveis e com isso, de fato, melhorar a qualidade de vida das populações reassentadas |
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Helena Pereira Gomes Maranhão, MariaMaria Gama Monteiro, Circe 2014-06-12T16:32:48Z2014-06-12T16:32:48Z2011-01-31Helena Pereira Gomes Maranhão, Maria; Maria Gama Monteiro, Circe. Mudanças Aparentes e Efeitos Invisíveis: sociabilidade, identidade e vulnerabilidade no cotidiano urbanizado da Bacia do Rio Beberibe. 2011. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2011.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3656ark:/64986/001300000sq3rO presente trabalho busca identificar os efeitos das transformações promovidas por urbanizações de favelas na vida cotidiana de seus moradores, a partir da compreensão de como se dá a adaptação nos primeiros anos do reassentamento de famílias em conjuntos habitacionais construídos para baixa renda. Considerando o paradigma atual de intervenções em favelas, de participação e consolidação no local de origem, buscando o fortalecimento social e a manutenção dos laços de vizinhança, a questão investigativa se coloca a partir da constatação de que grande parte dos reassentamentos de populações advindas de favelas em conjuntos habitacionais apresenta, num primeiro momento, problemas de adaptação à nova forma de morar, ao novo contexto formalizado, aos novos vizinhos, à nova espacialidade, levando em muitos casos ao repasse precoce da moradia e à degradação dos conjuntos. Dentre os aspectos individuais e coletivos que levam a esta problemática, este estudo está focado nos ativos que conduzem a uma adaptação positiva, utilizando o conceito de Resiliência (NORRIS et al, 2007; MARANANDOLA & HOGAN, 2006; CEPAL, 2002; INFANTE, 2005; RAKODI, 2002) como um processo que leva a uma adaptação positiva após uma situação adversa, e nos fatores que favorecem à desestruturação da vida no novo morar. Como aspectos fundamentais nesse processo, consideramos as mudanças de sociabilidade, entendida como as interações estabelecidas, provocando tanto experiências positivas como negativas e na identidade local expressa por meio de elementos de identificação, apropriação e diferenciação. Como objeto empírico, utiliza-se dos conjuntos habitacionais construídos pelo Programa de Infraestrutura em Áreas de Baixa Renda na Região Metropolitana do Recife - PROMETRÓPOLE, nas comunidades de Jacarezinho e Saramandaia, em Recife e V8/V9 em Olinda. Como metodologia, adota-se a observação direta e questionários, com respostas estruturadas e perguntas abertas, estas últimas fornecendo dados qualitativos, de forma a se ter uma avaliação concreta dos aspectos que determinam a moradia a partir dos relatos dos moradores. Utiliza-se também de uma abordagem comparativa, trabalhando com as três áreas de intervenção. A pesquisa mostrou que, na mudança para conjuntos habitacionais, os aspectos que desestruturam a vida no novo morar estão ligados, principalmente, à quebra dos laços de vizinhança, aos conflitos com novos vizinhos, ao tráfico de drogas, à violência, à inadequação da família ao tamanho da habitação, gerando a insatisfação e com isso a vontade de sair do local. Por outro lado, foi identificado que a mudança altera a estrutura de ativos disponíveis, ligada ao capital físico e social, que pode ser acessada e que dá suporte a uma adaptação resiliente, à satisfação e à vontade de se firmar no local. Por fim, o poder público é identificado como peça fundamental para uma adaptação resiliente, na medida em que, no acompanhamento às famílias reassentadas, pode dar suporte para o desenvolvimento ou fortalecimento da habilidade de acessar os ativos disponíveis e com isso, de fato, melhorar a qualidade de vida das populações reassentadasporUniversidade Federal de PernambucoAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessconjuntos habitacionais para baixa rendaidentidadesociabilidadevulnerabilidaderesiliênciaMudanças Aparentes e Efeitos Invisíveis: sociabilidade, identidade e vulnerabilidade no cotidiano urbanizado da Bacia do Rio Beberibeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALarquivo9429_1.pdfapplication/pdf8550004https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/3656/1/arquivo9429_1.pdf36753d70790463b9da21ab95165aa1f7MD51LICENSElicense.txttext/plain1748https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/3656/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52TEXTarquivo9429_1.pdf.txtarquivo9429_1.pdf.txtExtracted texttext/plain283662https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/3656/3/arquivo9429_1.pdf.txt5d446c4b278f1870f24c081d44bb0677MD53THUMBNAILarquivo9429_1.pdf.jpgarquivo9429_1.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1258https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/3656/4/arquivo9429_1.pdf.jpg4b768934d9af70647b8707b3b1715995MD54123456789/36562019-10-25 02:44:45.002oai:repositorio.ufpe.br:123456789/3656Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T05:44:45Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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