ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE IgE E IgG1 ANTI-Ascaris E A PRESENÇA DE ASMA: AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE CELULAR EM CRIANÇAS RESIDENTES NA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE
| Ano de defesa: | 2014 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11477 |
Resumo: | A intensidade da resposta alérgica pode ser alterada em indivíduos sensibilizados por Ascaris lumbricoides, ou seja, com presença de anticorpos específicos no soro. Quanto à IgE anti-Asc, este anticorpo tem sido relatado como um fator de risco para asma, mas sobre a IgG1anti-Asc pouco é sabido. Este trabalho teve como objetivo verificar a associação entre IgE, IgG1 e IgG4 anti-Asc no soro e a presença de asma, bem como, entre asma e níveis de citocinas, valores absolutos de neutrófilos e eosinófilos, em pacientes com IgE ou IgG1 anti-Asc no soro. Para isto, crianças de 2 a 14 anos de idade, residentes na Região Metropolitana do Recife (n=104), asmáticas ou não asmáticos, sem infecção, tiveram as amostras de sangue coletadas. Foi realizado o leucograma e a cultura celular do sangue periférico. As células foram cultivadas, estimulados ou não com PHA, e os sobrenadantes submetidos à dosagem de citocinas por CBA. Os isótipos IgE, IgG1 e IgG4 anti-Asc, no soro, foram mensurados por ELISA. Foram formados 8 grupos de estudo: asma IgE anti-Asc positivo e negativo; controle (paciente não asmáticos) IgE anti-Asc positivo e negativo; asma IgG1 anti-Asc positivo e negativo; controle IgG1 anti-Asc positivo e negativo. Foi observado que não houve diferença na quantidade de indivíduos com IgE positivo e negativo entre os grupos asma e controle, bem como nos níveis deste anticorpo. O mesmo foi notado para a presença de IgG1 anti-Asc, porém com níveis mais elevados de anticorpo nos indivíduos controles. Não foram detectados níveis de IgG4 anti-Asc em pacientes asmáticos ou controles. Foram encontrados maiores níveis de IL-6, TNF-α e número de eosinófilos nos pacientes asmáticos em comparação aos controles. Este perfil se manteve nos pacientes asma IgE anti-Asc negativo, quando comparado aos controles negativo. Nos pacientes do grupo asma IgG1 anti-Asc positivo, foram observados maiores níveis de IL-6 e eosinófilos, em comparação aos do grupo controle positivo. No grupo asma IgG1 negativo houve maiores números de neutrófilos e eosinófilos, em comparação aos pacientes controle negativo. Os grupos asmáticos, independente da presença de IgE anti-Asc, apresentaram maior frequência de indivíduos com IL-10 e IFN-. Apenas os indivíduos do grupo asma IgG1 anti-Asc negativo apresentaram maior frequência de pacientes IL-10 e IFN-γ. Diante disso, o fato de ter asma favoreceu a produção de IL-6, TNF-α e eosinófilos, bem como IL-10 e IFN-γ, independente da presença da IgE anti-Asc. Contudo, em pacientes asmáticos a presença da IgG1 anti-Asc parece interferir melhorando a produção de IL-6, eosinófilos, mas não de IL-10 e IFN-γ. |
| id |
UFPE_5f77142ea1bd0683eb5a4b7f0dd44e8b |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:repositorio.ufpe.br:123456789/11477 |
| network_acronym_str |
UFPE |
| network_name_str |
Repositório Institucional da UFPE |
| repository_id_str |
|
| spelling |
ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE IgE E IgG1 ANTI-Ascaris E A PRESENÇA DE ASMA: AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE CELULAR EM CRIANÇAS RESIDENTES NA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFEAsmaIgE anti-AscarisIgG1 anti-AscarisCitocinasEosinófilosA intensidade da resposta alérgica pode ser alterada em indivíduos sensibilizados por Ascaris lumbricoides, ou seja, com presença de anticorpos específicos no soro. Quanto à IgE anti-Asc, este anticorpo tem sido relatado como um fator de risco para asma, mas sobre a IgG1anti-Asc pouco é sabido. Este trabalho teve como objetivo verificar a associação entre IgE, IgG1 e IgG4 anti-Asc no soro e a presença de asma, bem como, entre asma e níveis de citocinas, valores absolutos de neutrófilos e eosinófilos, em pacientes com IgE ou IgG1 anti-Asc no soro. Para isto, crianças de 2 a 14 anos de idade, residentes na Região Metropolitana do Recife (n=104), asmáticas ou não asmáticos, sem infecção, tiveram as amostras de sangue coletadas. Foi realizado o leucograma e a cultura celular do sangue periférico. As células foram cultivadas, estimulados ou não com PHA, e os sobrenadantes submetidos à dosagem de citocinas por CBA. Os isótipos IgE, IgG1 e IgG4 anti-Asc, no soro, foram mensurados por ELISA. Foram formados 8 grupos de estudo: asma IgE anti-Asc positivo e negativo; controle (paciente não asmáticos) IgE anti-Asc positivo e negativo; asma IgG1 anti-Asc positivo e negativo; controle IgG1 anti-Asc positivo e negativo. Foi observado que não houve diferença na quantidade de indivíduos com IgE positivo e negativo entre os grupos asma e controle, bem como nos níveis deste anticorpo. O mesmo foi notado para a presença de IgG1 anti-Asc, porém com níveis mais elevados de anticorpo nos indivíduos controles. Não foram detectados níveis de IgG4 anti-Asc em pacientes asmáticos ou controles. Foram encontrados maiores níveis de IL-6, TNF-α e número de eosinófilos nos pacientes asmáticos em comparação aos controles. Este perfil se manteve nos pacientes asma IgE anti-Asc negativo, quando comparado aos controles negativo. Nos pacientes do grupo asma IgG1 anti-Asc positivo, foram observados maiores níveis de IL-6 e eosinófilos, em comparação aos do grupo controle positivo. No grupo asma IgG1 negativo houve maiores números de neutrófilos e eosinófilos, em comparação aos pacientes controle negativo. Os grupos asmáticos, independente da presença de IgE anti-Asc, apresentaram maior frequência de indivíduos com IL-10 e IFN-. Apenas os indivíduos do grupo asma IgG1 anti-Asc negativo apresentaram maior frequência de pacientes IL-10 e IFN-γ. Diante disso, o fato de ter asma favoreceu a produção de IL-6, TNF-α e eosinófilos, bem como IL-10 e IFN-γ, independente da presença da IgE anti-Asc. Contudo, em pacientes asmáticos a presença da IgG1 anti-Asc parece interferir melhorando a produção de IL-6, eosinófilos, mas não de IL-10 e IFN-γ.Universidade Federal de PernambucoSouza, Valdênia Maria Oliveira de Nóbrega, Cassia Giselle de Oliveira2015-03-09T14:18:41Z2015-03-09T14:18:41Z2014-01-31info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11477porAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2019-10-25T19:52:12Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/11477Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T19:52:12Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE IgE E IgG1 ANTI-Ascaris E A PRESENÇA DE ASMA: AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE CELULAR EM CRIANÇAS RESIDENTES NA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE |
| title |
ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE IgE E IgG1 ANTI-Ascaris E A PRESENÇA DE ASMA: AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE CELULAR EM CRIANÇAS RESIDENTES NA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE |
| spellingShingle |
ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE IgE E IgG1 ANTI-Ascaris E A PRESENÇA DE ASMA: AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE CELULAR EM CRIANÇAS RESIDENTES NA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE Nóbrega, Cassia Giselle de Oliveira Asma IgE anti-Ascaris IgG1 anti-Ascaris Citocinas Eosinófilos |
| title_short |
ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE IgE E IgG1 ANTI-Ascaris E A PRESENÇA DE ASMA: AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE CELULAR EM CRIANÇAS RESIDENTES NA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE |
| title_full |
ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE IgE E IgG1 ANTI-Ascaris E A PRESENÇA DE ASMA: AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE CELULAR EM CRIANÇAS RESIDENTES NA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE |
| title_fullStr |
ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE IgE E IgG1 ANTI-Ascaris E A PRESENÇA DE ASMA: AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE CELULAR EM CRIANÇAS RESIDENTES NA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE |
| title_full_unstemmed |
ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE IgE E IgG1 ANTI-Ascaris E A PRESENÇA DE ASMA: AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE CELULAR EM CRIANÇAS RESIDENTES NA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE |
| title_sort |
ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE IgE E IgG1 ANTI-Ascaris E A PRESENÇA DE ASMA: AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE CELULAR EM CRIANÇAS RESIDENTES NA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE |
| author |
Nóbrega, Cassia Giselle de Oliveira |
| author_facet |
Nóbrega, Cassia Giselle de Oliveira |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Souza, Valdênia Maria Oliveira de |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Nóbrega, Cassia Giselle de Oliveira |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Asma IgE anti-Ascaris IgG1 anti-Ascaris Citocinas Eosinófilos |
| topic |
Asma IgE anti-Ascaris IgG1 anti-Ascaris Citocinas Eosinófilos |
| description |
A intensidade da resposta alérgica pode ser alterada em indivíduos sensibilizados por Ascaris lumbricoides, ou seja, com presença de anticorpos específicos no soro. Quanto à IgE anti-Asc, este anticorpo tem sido relatado como um fator de risco para asma, mas sobre a IgG1anti-Asc pouco é sabido. Este trabalho teve como objetivo verificar a associação entre IgE, IgG1 e IgG4 anti-Asc no soro e a presença de asma, bem como, entre asma e níveis de citocinas, valores absolutos de neutrófilos e eosinófilos, em pacientes com IgE ou IgG1 anti-Asc no soro. Para isto, crianças de 2 a 14 anos de idade, residentes na Região Metropolitana do Recife (n=104), asmáticas ou não asmáticos, sem infecção, tiveram as amostras de sangue coletadas. Foi realizado o leucograma e a cultura celular do sangue periférico. As células foram cultivadas, estimulados ou não com PHA, e os sobrenadantes submetidos à dosagem de citocinas por CBA. Os isótipos IgE, IgG1 e IgG4 anti-Asc, no soro, foram mensurados por ELISA. Foram formados 8 grupos de estudo: asma IgE anti-Asc positivo e negativo; controle (paciente não asmáticos) IgE anti-Asc positivo e negativo; asma IgG1 anti-Asc positivo e negativo; controle IgG1 anti-Asc positivo e negativo. Foi observado que não houve diferença na quantidade de indivíduos com IgE positivo e negativo entre os grupos asma e controle, bem como nos níveis deste anticorpo. O mesmo foi notado para a presença de IgG1 anti-Asc, porém com níveis mais elevados de anticorpo nos indivíduos controles. Não foram detectados níveis de IgG4 anti-Asc em pacientes asmáticos ou controles. Foram encontrados maiores níveis de IL-6, TNF-α e número de eosinófilos nos pacientes asmáticos em comparação aos controles. Este perfil se manteve nos pacientes asma IgE anti-Asc negativo, quando comparado aos controles negativo. Nos pacientes do grupo asma IgG1 anti-Asc positivo, foram observados maiores níveis de IL-6 e eosinófilos, em comparação aos do grupo controle positivo. No grupo asma IgG1 negativo houve maiores números de neutrófilos e eosinófilos, em comparação aos pacientes controle negativo. Os grupos asmáticos, independente da presença de IgE anti-Asc, apresentaram maior frequência de indivíduos com IL-10 e IFN-. Apenas os indivíduos do grupo asma IgG1 anti-Asc negativo apresentaram maior frequência de pacientes IL-10 e IFN-γ. Diante disso, o fato de ter asma favoreceu a produção de IL-6, TNF-α e eosinófilos, bem como IL-10 e IFN-γ, independente da presença da IgE anti-Asc. Contudo, em pacientes asmáticos a presença da IgG1 anti-Asc parece interferir melhorando a produção de IL-6, eosinófilos, mas não de IL-10 e IFN-γ. |
| publishDate |
2014 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2014-01-31 2015-03-09T14:18:41Z 2015-03-09T14:18:41Z |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11477 |
| url |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11477 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Federal de Pernambuco |
| publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Federal de Pernambuco |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da UFPE instname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) instacron:UFPE |
| instname_str |
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| instacron_str |
UFPE |
| institution |
UFPE |
| reponame_str |
Repositório Institucional da UFPE |
| collection |
Repositório Institucional da UFPE |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| repository.mail.fl_str_mv |
attena@ufpe.br |
| _version_ |
1856041978594066432 |