Avaliação da composição química e da toxicológica de preparações de frutos de Morinda citrifolia Linn. frente a Aedes aegypti e Mus musculus
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso embargado |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Bioquimica e Fisiologia
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/62914 |
Resumo: | No cenário atual, nota-se um aumento expressivo de casos de dengue no Brasil, sendo essa doença considerada um dos principais problemas de saúde pública. O avanço no número de casos tem levado a uma urgência epidemiológica com consequente aumento no uso de inseticidas sintéticos no combate ao vetor, o mosquito Aedes aegypti, o qual também transmite outras arboviroses, como chikungunya e zika. Porém, além da toxicidade ao meio ambiente, o uso indiscriminado desses produtos tem aumentado a resistência do vetor a essas substâncias. Tendo em vista, os problemas ocasionados por essas arboviroses, o presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade inseticida do óleo essencial e do extrato etanólico dos frutos de Morinda citrifolia Linn. frente Ae. aegypti e avaliar a toxicidade oral aguda em camundongos. A análise química do óleo essencial foi realizada por meio da cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas (CG-EM) e a do extrato etanólico através de Cromatografia de Camada Delgada (CCD). Para os ensaios biológicos com Ae. aegypti, utilizou-se a fase larval no terceiro instar submetida a diferentes concentrações do óleo essencial (0,187 a 1,5 μg/mL) ou extrato (10 a 50 mg/mL) por períodos de até 24 horas. A avaliação da toxicidade oral aguda para camundongos Swiss seguiu a metodologia da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OECD 423). Genotoxicidade e mutagenicidade do óleo essencial e do extrato etanólico foram investigadas in vivo em camundongos através do ensaio cometa e do teste do micronúcleo, respectivamente. Os componentes majoritários do óleo essencial foram o ácido hexanóico (15%), ácido octanóico (38,55%) e octanoato de etila (24%), do extrato etanólico foram encontrados alcaloides, antraquinonas, derivados antracênicos, mono, sesqui e diterpenos. Nos testes de larvicida frente a Ae. aegypti, o óleo essencial e o extrato causaram morte larval. A concentração letal necessária para matar 50% das larvas (CL50) do óleo foi de 0,389 μg/mL, considerando 30 min de tratamento, enquanto para o extrato etanólico foi 5,047 ± 0,745 para 16 horas. No teste de toxicidade aguda, não foi constatado óbito na dose testada (2.000 mg/kg) tanto para o óleo essencial quanto para o extrato etanólico, sendo enquadrados na Classe 5 (baixa toxicidade). Os índices hematológicos e bioquímicos do sangue dos animais tratados com óleo essencial quanto para o extrato etanólico não apresentaram variações significativas quando comparados aos do controle. Foram realizadas as análise histólogica dos órgãos (fígado, rim e baço) onde foi possível observar alterações no fígado dos animais tratados com óleo essencial ou extrato etanólico, porém, consideradas reversíveis. No ensaio cometa, os valores de índice de danos (ID) e frequência de danos (FD) observados para o óleo essencial a 2000 mg/kg (ID = 34,60 ± 5,73; FD = 27,40 ± 1,5) e a 1000 mg/kg (ID = 17,20 ± 4,66; FD = 13,60 ± 2,41) e do extrato etanólico também nas mesmas doses supracitas a 2000 mg/kg (ID = 83,80 ± 5,40; FD = 67,60 ± 2,30) e a 1000 mg/kg (ID = 39,73 ± 7,89; FD = 23,73 ± 2,52) não diferiram do controle negativo e foram significativamente menores que o controle positivo tanto para o óleo essencial (ID = 218,40 ± 9,34; FD = 98,20 ± 2,1), quanto para o extrato etanólico (ID =218,40 ± 9,34; FD = 98,20 ± 2,17). Os números de eritrócitos com micronúcleos para o grupo controle negativo e tratados com o óleo essencial e com o extrato etanólico nas doses de 1000 e 2000 mg/kg não tiveram diferença significativa, indicando ausência de efeito mutagênico. Em conclusão, o óleo essencial e o extrato etanólico dos frutos de M. citrifolia apresentou atividade larvicida contra Ae. aegypti e baixa toxicidade para camundongos. |
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ARRUDA, Marília Gabriela Munizhttp://lattes.cnpq.br/4161676713324955http://lattes.cnpq.br/0869167120016962http://lattes.cnpq.br/8726447605782301NAPOLEÃO, Thiago HenriqueSOUZA, Ivone Antonia de2025-05-09T11:09:40Z2025-05-09T11:09:40Z2024-04-30ARRUDA, Marilia Gabriela Muniz. Avaliação da composição química e da toxicidade de preparações de frutos de Morinda citrifolia Linn. frente a Aedes aegypti e Mus musculus. 2024. Tese (Doutorado em Bioquímica e Fisiologia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/62914No cenário atual, nota-se um aumento expressivo de casos de dengue no Brasil, sendo essa doença considerada um dos principais problemas de saúde pública. O avanço no número de casos tem levado a uma urgência epidemiológica com consequente aumento no uso de inseticidas sintéticos no combate ao vetor, o mosquito Aedes aegypti, o qual também transmite outras arboviroses, como chikungunya e zika. Porém, além da toxicidade ao meio ambiente, o uso indiscriminado desses produtos tem aumentado a resistência do vetor a essas substâncias. Tendo em vista, os problemas ocasionados por essas arboviroses, o presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade inseticida do óleo essencial e do extrato etanólico dos frutos de Morinda citrifolia Linn. frente Ae. aegypti e avaliar a toxicidade oral aguda em camundongos. A análise química do óleo essencial foi realizada por meio da cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas (CG-EM) e a do extrato etanólico através de Cromatografia de Camada Delgada (CCD). Para os ensaios biológicos com Ae. aegypti, utilizou-se a fase larval no terceiro instar submetida a diferentes concentrações do óleo essencial (0,187 a 1,5 μg/mL) ou extrato (10 a 50 mg/mL) por períodos de até 24 horas. A avaliação da toxicidade oral aguda para camundongos Swiss seguiu a metodologia da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OECD 423). Genotoxicidade e mutagenicidade do óleo essencial e do extrato etanólico foram investigadas in vivo em camundongos através do ensaio cometa e do teste do micronúcleo, respectivamente. Os componentes majoritários do óleo essencial foram o ácido hexanóico (15%), ácido octanóico (38,55%) e octanoato de etila (24%), do extrato etanólico foram encontrados alcaloides, antraquinonas, derivados antracênicos, mono, sesqui e diterpenos. Nos testes de larvicida frente a Ae. aegypti, o óleo essencial e o extrato causaram morte larval. A concentração letal necessária para matar 50% das larvas (CL50) do óleo foi de 0,389 μg/mL, considerando 30 min de tratamento, enquanto para o extrato etanólico foi 5,047 ± 0,745 para 16 horas. No teste de toxicidade aguda, não foi constatado óbito na dose testada (2.000 mg/kg) tanto para o óleo essencial quanto para o extrato etanólico, sendo enquadrados na Classe 5 (baixa toxicidade). Os índices hematológicos e bioquímicos do sangue dos animais tratados com óleo essencial quanto para o extrato etanólico não apresentaram variações significativas quando comparados aos do controle. Foram realizadas as análise histólogica dos órgãos (fígado, rim e baço) onde foi possível observar alterações no fígado dos animais tratados com óleo essencial ou extrato etanólico, porém, consideradas reversíveis. No ensaio cometa, os valores de índice de danos (ID) e frequência de danos (FD) observados para o óleo essencial a 2000 mg/kg (ID = 34,60 ± 5,73; FD = 27,40 ± 1,5) e a 1000 mg/kg (ID = 17,20 ± 4,66; FD = 13,60 ± 2,41) e do extrato etanólico também nas mesmas doses supracitas a 2000 mg/kg (ID = 83,80 ± 5,40; FD = 67,60 ± 2,30) e a 1000 mg/kg (ID = 39,73 ± 7,89; FD = 23,73 ± 2,52) não diferiram do controle negativo e foram significativamente menores que o controle positivo tanto para o óleo essencial (ID = 218,40 ± 9,34; FD = 98,20 ± 2,1), quanto para o extrato etanólico (ID =218,40 ± 9,34; FD = 98,20 ± 2,17). Os números de eritrócitos com micronúcleos para o grupo controle negativo e tratados com o óleo essencial e com o extrato etanólico nas doses de 1000 e 2000 mg/kg não tiveram diferença significativa, indicando ausência de efeito mutagênico. Em conclusão, o óleo essencial e o extrato etanólico dos frutos de M. citrifolia apresentou atividade larvicida contra Ae. aegypti e baixa toxicidade para camundongos.In the current scenario, there is a significant increase in dengue cases in Brazil, with this disease being considered one of the main public health problems. The increase in the number of cases has led to an epidemiological urgency with a consequent increase in the use of synthetic insecticides to combat the vector, the Aedes aegypti mosquito, which also transmits other arboviruses, such as chikungunya and zika. However, in addition to toxicity to the environment, the indiscriminate use of these products has increased the vector's resistance to these substances. Bearing in mind the problems caused by these arboviruses, the present study aimed to evaluate the insecticidal activity of the essential oil and the ethanolic extract of the fruits of Morinda citrifolia Linn. front Ae. aegypti and evaluate acute oral toxicity in mice. The chemical analysis of the essential oil was carried out using gas chromatography coupled to mass spectrometry (GC-MS) and that of the ethanolic extract using Thin Layer Chromatography (TLC). For biological assays with Ae. aegypti, the larval stage was used in the third instar, subjected to different concentrations of essential oil (0.187 to 1.5 μg/mL) or extract (10 to 50 mg/mL) for periods of up to 24 hours. The assessment of acute oral toxicity for Swiss mice followed the Organization for Economic Cooperation and Development (OECD 423) methodology. Genotoxicity and mutagenicity of the essential oil and ethanolic extract were investigated in vivo in mice using the comet assay and the micronucleus test, respectively. The main components of the essential oil were hexanoic acid (15%), octanoic acid (38.55%) and ethyl octanoate (24%). Alkaloids, anthraquinones, anthracene derivatives, mono, sesqui and diterpenes were found in the ethanolic extract. In larvicide tests against Ae. aegypti, the essential oil and the extract caused larval death. The lethal concentration necessary to kill 50% of the larvae (LC50) in the oil was 0.389 μg/mL, considering 30 min of treatment, while for the ethanolic extract it was 5.047 ± 0.745 for 16 hours. In the acute toxicity test, no deaths were found at the tested dose (2,000 mg/kg) for both the essential oil and the ethanolic extract, being classified in Class 5 (low toxicity). The hematological and biochemical indices of the blood of animals treated with essential oil and ethanolic extract did not show significant variations when compared to those of the control. Histological analysis of the organs (liver, kidney and spleen) was carried out, where it was possible to observe changes in the liver of animals treated with essential oil or ethanolic extract, however, they were considered reversible. In the comet test, the damage index (DI) and damage frequency (FD) values observed for the essential oil at 2000 mg/kg (ID = 34.60 ± 5.73; FD = 27.40 ± 1.5 ) and at 1000 mg/kg (ID = 17.20 ± 4.66; FD = 13.60 ± 2.41) and the ethanolic extract also at the same doses mentioned above at 2000 mg/kg (ID = 83.80 ± 5.40; FD = 67.60 ± 2.30) and at 1000 mg/kg (ID = 39.73 ± 7.89; FD = 23.73 ± 2.52) did not differ from the control negative and were significantly lower than the positive control for both the essential oil (ID = 218.40 ± 9.34; FD = 98.20 ± 2.1) and the ethanolic extract (ID = 218.40 ± 9.34; FD = 98.20 ± 2.17). The numbers of erythrocytes with micronuclei for the negative control group and those treated with the essential oil and the ethanolic extract at doses of 1000 and 2000 mg/kg had no significant difference, indicating the absence of mutagenic effect. In conclusion, the essential oil and ethanolic extract of M. citrifolia fruits showed larvicidal activity against Ae. aegypti and low toxicity for mice.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Bioquimica e FisiologiaUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/embargoedAccessInseticidas naturais"Noni"DengueAvaliação da composição química e da toxicológica de preparações de frutos de Morinda citrifolia Linn. frente a Aedes aegypti e Mus musculusinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPELICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/62914/3/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD53CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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Inseticidas naturais "Noni" Dengue |
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No cenário atual, nota-se um aumento expressivo de casos de dengue no Brasil, sendo essa doença considerada um dos principais problemas de saúde pública. O avanço no número de casos tem levado a uma urgência epidemiológica com consequente aumento no uso de inseticidas sintéticos no combate ao vetor, o mosquito Aedes aegypti, o qual também transmite outras arboviroses, como chikungunya e zika. Porém, além da toxicidade ao meio ambiente, o uso indiscriminado desses produtos tem aumentado a resistência do vetor a essas substâncias. Tendo em vista, os problemas ocasionados por essas arboviroses, o presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade inseticida do óleo essencial e do extrato etanólico dos frutos de Morinda citrifolia Linn. frente Ae. aegypti e avaliar a toxicidade oral aguda em camundongos. A análise química do óleo essencial foi realizada por meio da cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas (CG-EM) e a do extrato etanólico através de Cromatografia de Camada Delgada (CCD). Para os ensaios biológicos com Ae. aegypti, utilizou-se a fase larval no terceiro instar submetida a diferentes concentrações do óleo essencial (0,187 a 1,5 μg/mL) ou extrato (10 a 50 mg/mL) por períodos de até 24 horas. A avaliação da toxicidade oral aguda para camundongos Swiss seguiu a metodologia da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OECD 423). Genotoxicidade e mutagenicidade do óleo essencial e do extrato etanólico foram investigadas in vivo em camundongos através do ensaio cometa e do teste do micronúcleo, respectivamente. Os componentes majoritários do óleo essencial foram o ácido hexanóico (15%), ácido octanóico (38,55%) e octanoato de etila (24%), do extrato etanólico foram encontrados alcaloides, antraquinonas, derivados antracênicos, mono, sesqui e diterpenos. Nos testes de larvicida frente a Ae. aegypti, o óleo essencial e o extrato causaram morte larval. A concentração letal necessária para matar 50% das larvas (CL50) do óleo foi de 0,389 μg/mL, considerando 30 min de tratamento, enquanto para o extrato etanólico foi 5,047 ± 0,745 para 16 horas. No teste de toxicidade aguda, não foi constatado óbito na dose testada (2.000 mg/kg) tanto para o óleo essencial quanto para o extrato etanólico, sendo enquadrados na Classe 5 (baixa toxicidade). Os índices hematológicos e bioquímicos do sangue dos animais tratados com óleo essencial quanto para o extrato etanólico não apresentaram variações significativas quando comparados aos do controle. Foram realizadas as análise histólogica dos órgãos (fígado, rim e baço) onde foi possível observar alterações no fígado dos animais tratados com óleo essencial ou extrato etanólico, porém, consideradas reversíveis. No ensaio cometa, os valores de índice de danos (ID) e frequência de danos (FD) observados para o óleo essencial a 2000 mg/kg (ID = 34,60 ± 5,73; FD = 27,40 ± 1,5) e a 1000 mg/kg (ID = 17,20 ± 4,66; FD = 13,60 ± 2,41) e do extrato etanólico também nas mesmas doses supracitas a 2000 mg/kg (ID = 83,80 ± 5,40; FD = 67,60 ± 2,30) e a 1000 mg/kg (ID = 39,73 ± 7,89; FD = 23,73 ± 2,52) não diferiram do controle negativo e foram significativamente menores que o controle positivo tanto para o óleo essencial (ID = 218,40 ± 9,34; FD = 98,20 ± 2,1), quanto para o extrato etanólico (ID =218,40 ± 9,34; FD = 98,20 ± 2,17). Os números de eritrócitos com micronúcleos para o grupo controle negativo e tratados com o óleo essencial e com o extrato etanólico nas doses de 1000 e 2000 mg/kg não tiveram diferença significativa, indicando ausência de efeito mutagênico. Em conclusão, o óleo essencial e o extrato etanólico dos frutos de M. citrifolia apresentou atividade larvicida contra Ae. aegypti e baixa toxicidade para camundongos. |
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2024 |
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2024-04-30 |
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ARRUDA, Marilia Gabriela Muniz. Avaliação da composição química e da toxicidade de preparações de frutos de Morinda citrifolia Linn. frente a Aedes aegypti e Mus musculus. 2024. Tese (Doutorado em Bioquímica e Fisiologia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024. |
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