O eclipsamento da paisagem social na paisagem cultural brasileira : o Conjunto Moderno da Pampulha

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: ROSSIN, Mariana Silva
Orientador(a): CARNEIRO, Ana Rita Sá
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Desenvolvimento Urbano
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66584
Resumo: Esta tese investiga a noção de paisagem enquanto patrimônio, com ênfase nas abordagens da UNESCO, e suas ressonâncias no IPHAN. A paisagem cultural está presente desde a origem do IPHAN quando, no Decreto Lei n.o 25 de 1937, cria-se o Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, o qual afirma em seu artigo 18 que não se pode construir em vizinhanças de bens tombados algo que atrapalhe ou impeça sua visibilidade, evidenciando uma noção de paisagem visual. A Pampulha, em Belo Horizonte–MG, é analisada como exemplo paradigmático de paisagem cultural institucionalizada, representando um segmento social, mas ocultando um processo de exclusão social. Reconhecida como patrimônio cultural pelas três instâncias de poder e tendo recebido o título de Patrimônio Mundial na categoria de paisagem cultural em 2016, foi idealizada como uma paisagem social e símbolo da identidade nacional por Juscelino Kubitschek, materializada no conjunto arquitetônico concebido por Oscar Niemeyer na década de 1940. Desponta na investigação a noção de “Paisagem Social” de Gilberto Freyre, uma abordagem de paisagem que agrega a miscigenação cultural do Brasil e que passa a ser a lente para se enxergar a paisagem cultural que o IPHAN institucionaliza e que se pressupõe espelho social e cultural. De fato, a paisagem do conjunto arquitetônico moderno foi criada para a elite belo-horizontina e eclipsou a paisagem social da antiga Pampulha ao expulsar a população então instalada na sua origem. A paisagem cultural da Pampulha relaciona-se ao que Jean-Marc Besse chama de paisagem política, reconhecendo elementos que contam sua história oficial. É o objetivo principal discutir o processo de assimilação e operacionalização da categoria de paisagem na esfera institucional do patrimônio cultural brasileiro, a partir da noção de Paisagem Social de Gilberto Freyre. Utilizam-se etapas da análise de conteúdo, proposta por Laurence Bardin, tanto na pesquisa histórica quanto na documental, com a leitura e análise de 45 processos de tombamento do IPHAN, realizados entre 1938 e 2012, e os referenciais da história cultural de Peter Burke e Sandra Pesavento. A tese conclui que a adoção da Paisagem Social freyriana pode ampliar a abordagem do IPHAN, promovendo uma patrimonialização mais inclusiva e representativa da diversidade cultural brasileira.
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A Pampulha, em Belo Horizonte–MG, é analisada como exemplo paradigmático de paisagem cultural institucionalizada, representando um segmento social, mas ocultando um processo de exclusão social. Reconhecida como patrimônio cultural pelas três instâncias de poder e tendo recebido o título de Patrimônio Mundial na categoria de paisagem cultural em 2016, foi idealizada como uma paisagem social e símbolo da identidade nacional por Juscelino Kubitschek, materializada no conjunto arquitetônico concebido por Oscar Niemeyer na década de 1940. Desponta na investigação a noção de “Paisagem Social” de Gilberto Freyre, uma abordagem de paisagem que agrega a miscigenação cultural do Brasil e que passa a ser a lente para se enxergar a paisagem cultural que o IPHAN institucionaliza e que se pressupõe espelho social e cultural. De fato, a paisagem do conjunto arquitetônico moderno foi criada para a elite belo-horizontina e eclipsou a paisagem social da antiga Pampulha ao expulsar a população então instalada na sua origem. A paisagem cultural da Pampulha relaciona-se ao que Jean-Marc Besse chama de paisagem política, reconhecendo elementos que contam sua história oficial. É o objetivo principal discutir o processo de assimilação e operacionalização da categoria de paisagem na esfera institucional do patrimônio cultural brasileiro, a partir da noção de Paisagem Social de Gilberto Freyre. Utilizam-se etapas da análise de conteúdo, proposta por Laurence Bardin, tanto na pesquisa histórica quanto na documental, com a leitura e análise de 45 processos de tombamento do IPHAN, realizados entre 1938 e 2012, e os referenciais da história cultural de Peter Burke e Sandra Pesavento. A tese conclui que a adoção da Paisagem Social freyriana pode ampliar a abordagem do IPHAN, promovendo uma patrimonialização mais inclusiva e representativa da diversidade cultural brasileira.This thesis examines the concept of landscape as heritage, with a focus on UNESCO's approaches and their influence on IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). The concept of cultural landscape has been embedded in IPHAN's framework since its inception, as evidenced by Decree-Law No. 25 of 1937, which established the “Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico.” Article 18 of this decree prohibits constructions near listed heritage sites that may obstruct or hinder their visibility, reinforcing a notion of visual landscape. The Pampulha region in Belo Horizonte (MG) serves as a paradigmatic example of institutionalized cultural landscape, representing a specific social segment while simultaneously masking processes of social exclusion. Recognized as cultural heritage by the three levels of government and designated a UNESCO World Heritage Site in the cultural landscape category in 2016, Pampulha was envisioned as a social landscape and symbol of national identity by Juscelino Kubitschek, materialized through the architectural ensemble designed by Oscar Niemeyer in the 1940s. This research highlights Gilberto Freyre’s concept of "Social Landscape,” a perspective that integrates Brazil's cultural miscegenation as a lens to reinterpret the cultural landscape institutionalized by IPHAN, presumed to reflect social and cultural realities. The modern architectural ensemble's landscape was originally designed for Belo Horizonte's elite, overshadowing the social landscape of the former Pampulha, displacing the population initially residing there. Pampulha's cultural landscape aligns with what Jean- Marc Besse describes as a political landscape, incorporating elements that narrate its official history. The primary objective is to analyze the assimilation and operationalization of the landscape category within the institutional framework of Brazilian cultural heritage, using Gilberto Freyre's notion of Social Landscape. The research employs Laurence Bardin's content analysis methodology across historical and documentary studies, analyzing 45 IPHAN heritage listing processes between 1938 and 2012. It draws upon the cultural history frameworks of Peter Burke and Sandra Pesavento. The thesis concludes that adopting Freyre's concept of Social Landscape could broaden IPHAN's approach, fostering a more inclusive and representative patrimonialization of Brazil's cultural diversity.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Desenvolvimento UrbanoUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessPaisagem socialPaisagem culturalPaisagem cultural do Conjunto Moderno da PampulhaO eclipsamento da paisagem social na paisagem cultural brasileira : o Conjunto Moderno da Pampulhainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALTESE Mariana Silva Rossin.pdfTESE Mariana Silva Rossin.pdfapplication/pdf7561167https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66584/1/TESE%20Mariana%20Silva%20Rossin.pdfe130b841909c5c56bdf8c7e66dafb953MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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