Avaliação da fibrose hepática na esquistossomose mansônica utilizando o escore ELF (Enhanced Liver Fibrosis)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: THORP, Rebecca Dantas
Orientador(a): LOPES NETO, Edmundo Pessoa de Almeida
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Medicina Tropical
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/55797
Resumo: O diagnóstico da presença e do padrão da fibrose periportal (FPP) na esquistossomose mansoni (EM) é fundamental para diagnóstico das formas clínicas e detecção de pacientes com hipertensão portal. Para tanto, o padrão-ouro tem sido a ultrassonografia, porém requer equipamento sofisticado e operador bem treinado. Índices, como o ELF (Enhanced Liver Fibrosis), marcador direto de fibrose, vêm sendo utilizados em doenças hepáticas com resultados promissores. Contudo, ainda são muito escassos os estudos com o ELF na avaliação da FPP na esquistossomose mansoni. Objetivou-se avaliar os níveis séricos do ELF conforme os padrões de FPP estabelecidos pela classificação ultrassonográfica de Niamey em pacientes com esquistossomose mansoni. Realizou-se estudo analítico transversal e bidirecional, envolvendo pacientes que referiam contato com água contaminada, fizeram tratamento para EM e/ou apresentaram ovos no exame parasitológico de fezes. Os pacientes recrutados na zona endêmica apresentavam padrões mais leves de fibrose, [padrões A e B (FPP ausente/duvidosa), padrão C (FPP leve) e padrão D (FPP moderada)], e no ambulatório de hospital de referência apresentavam padrões mais avançados [padrão D (FPP moderada), padrão E (FPP avançada) e padrão F (FPP muito avançada)]. Foram colhidos dados clínicos e realizadas ultrassonografias com equipamento GE Healthcare Logic E ou Siemens Acuson S2000, por um único examinador, para avaliar a FPP pela classificação de Niamey. Em seguida, foram colhidos 10 mL de sangue, centrifugado e congelado (–80°C) para aferição do ELF, que foi calculado pelo equipamento, conforme a equação: [ELF = 2.278 + 0.851 ln(HA) + 0.751 ln(PIIINP) + 0.394 ln(TIMP-1)] e expressado em valor numérico sem unidade. Entre 196 pacientes avaliados, 114 (58,2%) eram mulheres, com média de idade 45 ± 15,42 anos. Apresentaram os seguintes padrões de FPP: 18 padrão A+B; 64 padrão C; 56 padrão D; 49 padrão E e 9 padrão F. Os valores do ELF (mediana) foram mais elevados de acordo com a progressão da FPP nestes 5 grupos (p = 0,0021), respectivamente: (A+B = 8,36); (C = 8,40); (D = 8,64); (E = 8,99) e (F = 9,75). O ELF foi capaz de diferenciar estes pacientes em 4 grupos: A+B vs C vs D vs E+F (p = 0,0024), assim como em 3 grupos: A+B vs C+D vs E+F (p = 0,0028), como também o grupo: A+B vs E+F (p = 0,0464) e o grupo: C+D vs E+F (p = 0,0007). Não foi possível separar os grupos: A+B vs C+D. Por fim, o índice foi capaz de diferenciar os pacientes em 2 grandes grupos: A+B+C vs D+E+F (p = 0,0015). Neste estudo, o ELF demonstrou grande potencial como ferramenta na avaliação da FPP em pacientes com EM, sendo capaz de diferenciar aqueles com pouca fibrose dos que apresentam fibrose moderada ou avançada.
id UFPE_625d79bf006aa818d59d77faaf034b0c
oai_identifier_str oai:repositorio.ufpe.br:123456789/55797
network_acronym_str UFPE
network_name_str Repositório Institucional da UFPE
repository_id_str
spelling THORP, Rebecca Dantashttp://lattes.cnpq.br/7123341698280640http://lattes.cnpq.br/1738354802121443http://lattes.cnpq.br/1797039371972056LOPES NETO, Edmundo Pessoa de AlmeidaBATISTA, Andrea Dória2024-04-09T14:57:45Z2024-04-09T14:57:45Z2023-08-31THORP, Rebecca Dantas. Avaliação da fibrose hepática na esquistossomose mansônica utilizando o escore ELF (Enhanced Liver Fibrosis). 2023. Dissertação (Mestrado em Medicina Tropical) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2023.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/55797O diagnóstico da presença e do padrão da fibrose periportal (FPP) na esquistossomose mansoni (EM) é fundamental para diagnóstico das formas clínicas e detecção de pacientes com hipertensão portal. Para tanto, o padrão-ouro tem sido a ultrassonografia, porém requer equipamento sofisticado e operador bem treinado. Índices, como o ELF (Enhanced Liver Fibrosis), marcador direto de fibrose, vêm sendo utilizados em doenças hepáticas com resultados promissores. Contudo, ainda são muito escassos os estudos com o ELF na avaliação da FPP na esquistossomose mansoni. Objetivou-se avaliar os níveis séricos do ELF conforme os padrões de FPP estabelecidos pela classificação ultrassonográfica de Niamey em pacientes com esquistossomose mansoni. Realizou-se estudo analítico transversal e bidirecional, envolvendo pacientes que referiam contato com água contaminada, fizeram tratamento para EM e/ou apresentaram ovos no exame parasitológico de fezes. Os pacientes recrutados na zona endêmica apresentavam padrões mais leves de fibrose, [padrões A e B (FPP ausente/duvidosa), padrão C (FPP leve) e padrão D (FPP moderada)], e no ambulatório de hospital de referência apresentavam padrões mais avançados [padrão D (FPP moderada), padrão E (FPP avançada) e padrão F (FPP muito avançada)]. Foram colhidos dados clínicos e realizadas ultrassonografias com equipamento GE Healthcare Logic E ou Siemens Acuson S2000, por um único examinador, para avaliar a FPP pela classificação de Niamey. Em seguida, foram colhidos 10 mL de sangue, centrifugado e congelado (–80°C) para aferição do ELF, que foi calculado pelo equipamento, conforme a equação: [ELF = 2.278 + 0.851 ln(HA) + 0.751 ln(PIIINP) + 0.394 ln(TIMP-1)] e expressado em valor numérico sem unidade. Entre 196 pacientes avaliados, 114 (58,2%) eram mulheres, com média de idade 45 ± 15,42 anos. Apresentaram os seguintes padrões de FPP: 18 padrão A+B; 64 padrão C; 56 padrão D; 49 padrão E e 9 padrão F. Os valores do ELF (mediana) foram mais elevados de acordo com a progressão da FPP nestes 5 grupos (p = 0,0021), respectivamente: (A+B = 8,36); (C = 8,40); (D = 8,64); (E = 8,99) e (F = 9,75). O ELF foi capaz de diferenciar estes pacientes em 4 grupos: A+B vs C vs D vs E+F (p = 0,0024), assim como em 3 grupos: A+B vs C+D vs E+F (p = 0,0028), como também o grupo: A+B vs E+F (p = 0,0464) e o grupo: C+D vs E+F (p = 0,0007). Não foi possível separar os grupos: A+B vs C+D. Por fim, o índice foi capaz de diferenciar os pacientes em 2 grandes grupos: A+B+C vs D+E+F (p = 0,0015). Neste estudo, o ELF demonstrou grande potencial como ferramenta na avaliação da FPP em pacientes com EM, sendo capaz de diferenciar aqueles com pouca fibrose dos que apresentam fibrose moderada ou avançada.Diagnosing the presence and pattern of periportal fibrosis (PPF) in schistosomiasis mansoni (SM) is essential for diagnosing the clinical forms and detecting patients with portal hypertension. The gold standard for this has been ultrasound, but it requires sophisticated equipment and a well-trained operator. Indices such as ELF (Enhanced Liver Fibrosis), a direct marker of fibrosis, have been used in liver diseases with promising results. However, there are still very few studies using ELF to assess PPF in schistosomiasis mansoni. The objective of this study was to evaluate serum ELF levels according to the PPF standards established by the Niamey ultrasound classification in patients with schistosomiasis mansoni. It was realized a cross- sectional and bidirectional analytical study involving patients who reported contact with contaminated water, had been treated for SM and/or had eggs in the parasitological examination of feces. The patients recruited in the endemic zone had milder fibrosis patterns [patterns A and B (absent/doubtful PPF), pattern C (mild PPF) and pattern D (moderate PPF)], and in the outpatient clinic of a referral hospital they had more advanced patterns [pattern D (moderate PPF), pattern E (advanced PPF) and pattern F (very advanced PPF)]. Clinical data was collected and ultrasounds were carried out using GE Healthcare Logic E or Siemens Acuson S2000 equipment, by a single examiner, to assess PPF using the Niamey classification. Afterwards, 10 mL of blood was collected, centrifuged and frozen (-80°C) to measure the ELF, which was calculated by the equipment according to the equation: [ELF = 2.278 + 0.851 ln(HA) + 0.751 ln(PIIINP) + 0.394 ln(TIMP-1)] and expressed as a numerical value without a unit. Of the 196 patients assessed, 114 (58.2%) were women, with a mean age of 45 ± 15.42 years. They had the following PPF patterns: 18 pattern A+B; 64 pattern C; 56 pattern D; 49 pattern E and 9 pattern F. The ELF values (median) were higher according to the progression of PPF in these 5 groups (p = 0.0021), respectively: (A+B = 8.36); (C = 8.40); (D = 8.64); (E = 8.99) and (F = 9.75). ELF was able to differentiate these patients into 4 groups: A+B vs C vs D vs E+F (p = 0.0024), as well as 3 groups: A+B vs C+D vs E+F (p = 0.0028), as well as the group: A+B vs E+F (p = 0.0464) and the group: C+D vs E+F (p = 0.0007). It was not possible to separate the groups: A+B vs C+D. Finally, the index was able to differentiate patients into 2 large groups: A+B+C vs D+E+F (p = 0.0015). In this study, ELF showed great potential as a tool for assessing PPF in SM patients, being able to differentiate those with little fibrosis from those with moderate or advanced fibrosis.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Medicina TropicalUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessEsquistossomose mansoniCirrose HepáticaHipertensão PortalAvaliação da fibrose hepática na esquistossomose mansônica utilizando o escore ELF (Enhanced Liver Fibrosis)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETEXTDISSERTAÇÃO Rebecca Dantas Thorp.pdf.txtDISSERTAÇÃO Rebecca Dantas Thorp.pdf.txtExtracted texttext/plain171129https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/55797/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Rebecca%20Dantas%20Thorp.pdf.txt492b878494b301cd57722ca716df483aMD54THUMBNAILDISSERTAÇÃO Rebecca Dantas Thorp.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Rebecca Dantas Thorp.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1239https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/55797/5/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Rebecca%20Dantas%20Thorp.pdf.jpgd26be36c8b4d5976ecc94b296ed8a9b1MD55ORIGINALDISSERTAÇÃO Rebecca Dantas Thorp.pdfDISSERTAÇÃO Rebecca Dantas Thorp.pdfapplication/pdf2667077https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/55797/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Rebecca%20Dantas%20Thorp.pdf1ef217ddba25c2c4f42a1f9c42150431MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/55797/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/55797/3/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD53123456789/557972024-04-10 02:26:54.095oai:repositorio.ufpe.br:123456789/55797VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIGEgcGFydGlyIGRhIGRhdGEgZGUgZGVww7NzaXRvLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gUmVzdHJpdG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAgZGUgMTkgZGUgZmV2ZXJlaXJvIGRlIDE5OTgsIGFydC4gMjksIGluY2lzbyBJSUksIGF1dG9yaXpvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVybmFtYnVjbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGdyYXR1aXRhbWVudGUsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcGFyYSBmaW5zIGRlIGxlaXR1cmEsIGltcHJlc3PDo28gZS9vdSBkb3dubG9hZCAoYXF1aXNpw6fDo28pIGF0cmF2w6lzIGRvIHNpdGUgZG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBubyBlbmRlcmXDp28gaHR0cDovL3d3dy5yZXBvc2l0b3Jpby51ZnBlLmJyLCBxdWFuZG8gZmluZGFyIG8gcGVyw61vZG8gZGUgZW1iYXJnbyBjb25kaXplbnRlIGFvIHRpcG8gZGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb25mb3JtZSBpbmRpY2FkbyBubyBjYW1wbyBEYXRhIGRlIEVtYmFyZ28uCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212024-04-10T05:26:54Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Avaliação da fibrose hepática na esquistossomose mansônica utilizando o escore ELF (Enhanced Liver Fibrosis)
title Avaliação da fibrose hepática na esquistossomose mansônica utilizando o escore ELF (Enhanced Liver Fibrosis)
spellingShingle Avaliação da fibrose hepática na esquistossomose mansônica utilizando o escore ELF (Enhanced Liver Fibrosis)
THORP, Rebecca Dantas
Esquistossomose mansoni
Cirrose Hepática
Hipertensão Portal
title_short Avaliação da fibrose hepática na esquistossomose mansônica utilizando o escore ELF (Enhanced Liver Fibrosis)
title_full Avaliação da fibrose hepática na esquistossomose mansônica utilizando o escore ELF (Enhanced Liver Fibrosis)
title_fullStr Avaliação da fibrose hepática na esquistossomose mansônica utilizando o escore ELF (Enhanced Liver Fibrosis)
title_full_unstemmed Avaliação da fibrose hepática na esquistossomose mansônica utilizando o escore ELF (Enhanced Liver Fibrosis)
title_sort Avaliação da fibrose hepática na esquistossomose mansônica utilizando o escore ELF (Enhanced Liver Fibrosis)
author THORP, Rebecca Dantas
author_facet THORP, Rebecca Dantas
author_role author
dc.contributor.authorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/7123341698280640
dc.contributor.advisorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/1738354802121443
dc.contributor.advisor-coLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/1797039371972056
dc.contributor.author.fl_str_mv THORP, Rebecca Dantas
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv LOPES NETO, Edmundo Pessoa de Almeida
dc.contributor.advisor-co1.fl_str_mv BATISTA, Andrea Dória
contributor_str_mv LOPES NETO, Edmundo Pessoa de Almeida
BATISTA, Andrea Dória
dc.subject.por.fl_str_mv Esquistossomose mansoni
Cirrose Hepática
Hipertensão Portal
topic Esquistossomose mansoni
Cirrose Hepática
Hipertensão Portal
description O diagnóstico da presença e do padrão da fibrose periportal (FPP) na esquistossomose mansoni (EM) é fundamental para diagnóstico das formas clínicas e detecção de pacientes com hipertensão portal. Para tanto, o padrão-ouro tem sido a ultrassonografia, porém requer equipamento sofisticado e operador bem treinado. Índices, como o ELF (Enhanced Liver Fibrosis), marcador direto de fibrose, vêm sendo utilizados em doenças hepáticas com resultados promissores. Contudo, ainda são muito escassos os estudos com o ELF na avaliação da FPP na esquistossomose mansoni. Objetivou-se avaliar os níveis séricos do ELF conforme os padrões de FPP estabelecidos pela classificação ultrassonográfica de Niamey em pacientes com esquistossomose mansoni. Realizou-se estudo analítico transversal e bidirecional, envolvendo pacientes que referiam contato com água contaminada, fizeram tratamento para EM e/ou apresentaram ovos no exame parasitológico de fezes. Os pacientes recrutados na zona endêmica apresentavam padrões mais leves de fibrose, [padrões A e B (FPP ausente/duvidosa), padrão C (FPP leve) e padrão D (FPP moderada)], e no ambulatório de hospital de referência apresentavam padrões mais avançados [padrão D (FPP moderada), padrão E (FPP avançada) e padrão F (FPP muito avançada)]. Foram colhidos dados clínicos e realizadas ultrassonografias com equipamento GE Healthcare Logic E ou Siemens Acuson S2000, por um único examinador, para avaliar a FPP pela classificação de Niamey. Em seguida, foram colhidos 10 mL de sangue, centrifugado e congelado (–80°C) para aferição do ELF, que foi calculado pelo equipamento, conforme a equação: [ELF = 2.278 + 0.851 ln(HA) + 0.751 ln(PIIINP) + 0.394 ln(TIMP-1)] e expressado em valor numérico sem unidade. Entre 196 pacientes avaliados, 114 (58,2%) eram mulheres, com média de idade 45 ± 15,42 anos. Apresentaram os seguintes padrões de FPP: 18 padrão A+B; 64 padrão C; 56 padrão D; 49 padrão E e 9 padrão F. Os valores do ELF (mediana) foram mais elevados de acordo com a progressão da FPP nestes 5 grupos (p = 0,0021), respectivamente: (A+B = 8,36); (C = 8,40); (D = 8,64); (E = 8,99) e (F = 9,75). O ELF foi capaz de diferenciar estes pacientes em 4 grupos: A+B vs C vs D vs E+F (p = 0,0024), assim como em 3 grupos: A+B vs C+D vs E+F (p = 0,0028), como também o grupo: A+B vs E+F (p = 0,0464) e o grupo: C+D vs E+F (p = 0,0007). Não foi possível separar os grupos: A+B vs C+D. Por fim, o índice foi capaz de diferenciar os pacientes em 2 grandes grupos: A+B+C vs D+E+F (p = 0,0015). Neste estudo, o ELF demonstrou grande potencial como ferramenta na avaliação da FPP em pacientes com EM, sendo capaz de diferenciar aqueles com pouca fibrose dos que apresentam fibrose moderada ou avançada.
publishDate 2023
dc.date.issued.fl_str_mv 2023-08-31
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2024-04-09T14:57:45Z
dc.date.available.fl_str_mv 2024-04-09T14:57:45Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv THORP, Rebecca Dantas. Avaliação da fibrose hepática na esquistossomose mansônica utilizando o escore ELF (Enhanced Liver Fibrosis). 2023. Dissertação (Mestrado em Medicina Tropical) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2023.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/55797
identifier_str_mv THORP, Rebecca Dantas. Avaliação da fibrose hepática na esquistossomose mansônica utilizando o escore ELF (Enhanced Liver Fibrosis). 2023. Dissertação (Mestrado em Medicina Tropical) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2023.
url https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/55797
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pos Graduacao em Medicina Tropical
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFPE
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPE
instname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron:UFPE
instname_str Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron_str UFPE
institution UFPE
reponame_str Repositório Institucional da UFPE
collection Repositório Institucional da UFPE
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/55797/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Rebecca%20Dantas%20Thorp.pdf.txt
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/55797/5/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Rebecca%20Dantas%20Thorp.pdf.jpg
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/55797/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Rebecca%20Dantas%20Thorp.pdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/55797/2/license_rdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/55797/3/license.txt
bitstream.checksum.fl_str_mv 492b878494b301cd57722ca716df483a
d26be36c8b4d5976ecc94b296ed8a9b1
1ef217ddba25c2c4f42a1f9c42150431
e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34
5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
repository.mail.fl_str_mv attena@ufpe.br
_version_ 1862741851586428928