Investigação neurocognitiva de funções executivas e resposta emocional em jovens com autolesão não suicida
| Ano de defesa: | 2020 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso embargado |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
UFPE Brasil Programa de Pos Graduacao em Psicologia Cognitiva |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/38825 |
Resumo: | Autolesão não suicida é um crescente problema de saúde pública, que pode se manifestar em comorbidade a outros transtornos, ou isoladamente, revelando uma multidimensionalidade desse comportamento e a necessidade de pesquisas direcionadas à sua compreensão. Contudo, a literatura científica tem produzido poucos avanços nos últimos dez anos. A escassez de pesquisas direcionadas à investigação de comprometimentos cognitivos e emocionais da Autolesão não suicida dificultam o desenvolvimento de uma terapêutica eficiente para esse comportamento desadaptativo. Visando contribuir com evidências empíricas, o presente estudo teve como objetivo principal investigar possíveis alterações em funções executivas e na resposta emocional em jovens com Autolesão não suicida, residentes na Região Metropolitana do Recife. A amostra foi composta por 40 jovens (20 do grupo com autolesão, e 20 do grupo de comparação), com faixa etária entre 16 e 21 anos. Foram utilizadas como ferramentas do protocolo: questionário sociodemográfico e clínico, Escala Funcional da Automutilação (FASM), Escala de impulsividade BIS-11, e Escala Self Assessment Manikin (SAM) com estímulo de imagens do International Affective Picture System (IAPS), para obter medidas de resposta emocional. Além disso, foram utilizados os testes neurocognitivos: Teste Wisconsin de Classificação de cartas, Teste de Trilhas, Teste dos Cinco Dígitos (FDT), Span de Dígitos e Teste de Tempo de Reação, visando acessar o funcionamento executivo de três subcomponentes – memória operacional, flexibilidade cognitiva e controle inibitório. Dados paramétricos foram analisados pelo Teste T de Student, e os não-paramétricos pelo Mann-Whitney. Os resultados foram analisados com intervalo de confiança de 95%, e indicaram diferenças estatisticamente significativas (p<0,05) no Span de Dígitos (p=0,001); na escala BIS-11 para impulsividade global (p=0,004), motora (p=0,05), e atencional (p=0,016); no Teste de Trilhas (p=0,021); e diferenças marginalmente significativas no fator erros perseverativos do Wisconsin (p=0,056) e no FDT para erros de alternância (p=0,065). Os resultados sugerem, portanto, evidências de prejuízo cognitivo na memória operacional, na flexibilidade cognitiva, e maior impulsividade autorreferida em jovens com comportamento de Autolesão sem intencionalidade suicida. |
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Investigação neurocognitiva de funções executivas e resposta emocional em jovens com autolesão não suicidaPsicologia cognitivaJovensAutolesãoFunções executivas (Neuropsicologia)Emoções e cogniçãoAutolesão não suicida é um crescente problema de saúde pública, que pode se manifestar em comorbidade a outros transtornos, ou isoladamente, revelando uma multidimensionalidade desse comportamento e a necessidade de pesquisas direcionadas à sua compreensão. Contudo, a literatura científica tem produzido poucos avanços nos últimos dez anos. A escassez de pesquisas direcionadas à investigação de comprometimentos cognitivos e emocionais da Autolesão não suicida dificultam o desenvolvimento de uma terapêutica eficiente para esse comportamento desadaptativo. Visando contribuir com evidências empíricas, o presente estudo teve como objetivo principal investigar possíveis alterações em funções executivas e na resposta emocional em jovens com Autolesão não suicida, residentes na Região Metropolitana do Recife. A amostra foi composta por 40 jovens (20 do grupo com autolesão, e 20 do grupo de comparação), com faixa etária entre 16 e 21 anos. Foram utilizadas como ferramentas do protocolo: questionário sociodemográfico e clínico, Escala Funcional da Automutilação (FASM), Escala de impulsividade BIS-11, e Escala Self Assessment Manikin (SAM) com estímulo de imagens do International Affective Picture System (IAPS), para obter medidas de resposta emocional. Além disso, foram utilizados os testes neurocognitivos: Teste Wisconsin de Classificação de cartas, Teste de Trilhas, Teste dos Cinco Dígitos (FDT), Span de Dígitos e Teste de Tempo de Reação, visando acessar o funcionamento executivo de três subcomponentes – memória operacional, flexibilidade cognitiva e controle inibitório. Dados paramétricos foram analisados pelo Teste T de Student, e os não-paramétricos pelo Mann-Whitney. Os resultados foram analisados com intervalo de confiança de 95%, e indicaram diferenças estatisticamente significativas (p<0,05) no Span de Dígitos (p=0,001); na escala BIS-11 para impulsividade global (p=0,004), motora (p=0,05), e atencional (p=0,016); no Teste de Trilhas (p=0,021); e diferenças marginalmente significativas no fator erros perseverativos do Wisconsin (p=0,056) e no FDT para erros de alternância (p=0,065). Os resultados sugerem, portanto, evidências de prejuízo cognitivo na memória operacional, na flexibilidade cognitiva, e maior impulsividade autorreferida em jovens com comportamento de Autolesão sem intencionalidade suicida.CAPESCNPqNon-suicidal self-injury is a growing public health problem, which can manifest itself in comorbidity with other disorders, or in isolation, revealing the multidimensionality of this behavior and the need for research which can contribute on understanding it. Despite the relevance of the matter, the scientific literature has produced little progress in the last ten years. The lack of research focused at investigating the cognitive and emotional impairments of Non suicidal self-injury hinder the development of an efficient therapy for this maladaptive behavior. Aimed at contributing with empirical evidence, the present study investigated the possible changes in executive functions and emotional response in young people with nonsuicidal self-injury, living in the Metropolitan Region of Recife. The sample consisted of 40 young people (20 from the self-injury group with self-injury, and 20 from the comparison group), aged between 16 and 21 years old. On the envisage of achieving the purpose of this study, were used the following tools of protocol: sociodemographic and clinical questionnaire, Functional Scale of Self-mutilation (FASM), Scale of impulsivity BIS-11, and Scale Self Assessment Manikin (SAM) with stimulus of images of the International Affective Picture System (IAPS), to obtain measures of emotional response. In addition to the tools, neurocognitive tests were used: Wisconsin Card Classification Test, Track Test, Five Digit Test (FDT), Digit Span and Reaction Time Test, in order to access the executive functioning of three subcomponents - working memory, cognitive flexibility and inhibitory control. Parametric data were analyzed using Student's T-Test, and non-parametric data using Mann-Whitney. The results were analyzed with a 95% confidence interval, and indicated statistically significant differences (p <0.05) in the Digit Span (p = 0.001); on the BIS-11 scale for global impulsivity (p = 0.004), motor (p = 0.05), and attentional (p = 0.016); in the Trail Test (p = 0.021); and marginally significant differences in the Wisconsin perseverative errors factor (p = 0.056) and in the FDT for alternation errors (p = 0.065). The results therefore suggest evidence of cognitive damage in working memory, cognitive flexibility, and higher self-reported impulsiveness in young people with self-injury behavior without suicidal intent.Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pos Graduacao em Psicologia CognitivaNOGUEIRA, Renata Maria Toscano Barreto LyraROAZZI, Antoniohttp://lattes.cnpq.br/5830471983822886http://lattes.cnpq.br/9587883167446945http://lattes.cnpq.br/6108730498633062GONÇALVES, Isabela Schuler da Cunha2020-11-30T18:25:35Z2020-11-30T18:25:35Z2020-05-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfGONÇALVES, Isabela Schuler da Cunha. Investigação neurocognitiva de funções executivas e resposta emocional em jovens com autolesão não suicida. 2020. Dissertação (Mestrado em Psicologia Cognitiva) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2020.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/38825porAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/embargoedAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2020-12-01T05:17:44Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/38825Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212020-12-01T05:17:44Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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Autolesão não suicida é um crescente problema de saúde pública, que pode se manifestar em comorbidade a outros transtornos, ou isoladamente, revelando uma multidimensionalidade desse comportamento e a necessidade de pesquisas direcionadas à sua compreensão. Contudo, a literatura científica tem produzido poucos avanços nos últimos dez anos. A escassez de pesquisas direcionadas à investigação de comprometimentos cognitivos e emocionais da Autolesão não suicida dificultam o desenvolvimento de uma terapêutica eficiente para esse comportamento desadaptativo. Visando contribuir com evidências empíricas, o presente estudo teve como objetivo principal investigar possíveis alterações em funções executivas e na resposta emocional em jovens com Autolesão não suicida, residentes na Região Metropolitana do Recife. A amostra foi composta por 40 jovens (20 do grupo com autolesão, e 20 do grupo de comparação), com faixa etária entre 16 e 21 anos. Foram utilizadas como ferramentas do protocolo: questionário sociodemográfico e clínico, Escala Funcional da Automutilação (FASM), Escala de impulsividade BIS-11, e Escala Self Assessment Manikin (SAM) com estímulo de imagens do International Affective Picture System (IAPS), para obter medidas de resposta emocional. Além disso, foram utilizados os testes neurocognitivos: Teste Wisconsin de Classificação de cartas, Teste de Trilhas, Teste dos Cinco Dígitos (FDT), Span de Dígitos e Teste de Tempo de Reação, visando acessar o funcionamento executivo de três subcomponentes – memória operacional, flexibilidade cognitiva e controle inibitório. Dados paramétricos foram analisados pelo Teste T de Student, e os não-paramétricos pelo Mann-Whitney. Os resultados foram analisados com intervalo de confiança de 95%, e indicaram diferenças estatisticamente significativas (p<0,05) no Span de Dígitos (p=0,001); na escala BIS-11 para impulsividade global (p=0,004), motora (p=0,05), e atencional (p=0,016); no Teste de Trilhas (p=0,021); e diferenças marginalmente significativas no fator erros perseverativos do Wisconsin (p=0,056) e no FDT para erros de alternância (p=0,065). Os resultados sugerem, portanto, evidências de prejuízo cognitivo na memória operacional, na flexibilidade cognitiva, e maior impulsividade autorreferida em jovens com comportamento de Autolesão sem intencionalidade suicida. |
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