Repercussões do estado nutricional sobre a biomecânica do sistema locomotor em crianças da região do semi-árido de Pernambuco
| Ano de defesa: | 2011 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8247 |
Resumo: | O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre propriedades mecânicas musculares do tríceps sural e consumo alimentar de crianças pré-púberes aos 09anos±6 meses residentes no semi-árido de Pernambuco com ou sem baixa estatura, avaliada a partir do índice altura/idade em escore Z, segundo os pontos de corte estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde, (OMS-2007). Foram constituídos 2 grupos: Eutrófico-E e Baixa Estatura-BE, sendo investigados os dados alimentares de 61 crianças: 47E (26 meninos e 21 meninas), e 14BE (sete meninos e sete meninas). Destas devido a perdas como recusa ou indisponibilidade das crianças em participar dos testes, somente 48 (34 E 20 meninos e 14 meninas; e 14 BE sete meninos e sete meninas), compareceram para a realização dos testes biomecânicos, mas apenas 41 crianças (30 E 19 meninos e 11 meninas; e 11BE seis meninos e cinco meninas) participaram até o fim de todtoda a bateria de testes. Para estes testes biomecânicos, utilizouse o Ergômetro de Tornozelo (Bio2M®), para análise das propriedades contráteis e elásticas do músculo esquelético no grupo muscular triceps sural. Para análise alimentar, utilizou-se o recordatório de 24horas, para estimar o consumo quantitativo de macro e micronutrientes das crianças de ambos os grupos. Para análise biomecânica, foi utilizado o Ergômetro de Tornozelo. Crianças BE apresentaram diminuição no consumo dos seguintes nutrientes (mediana, percentil25/percentil75): carboidratos (g) [E=197,0(174,0/233,7) e BE=169,6 (154,6/200,1), p=0,04]; proteina (g) [E=53,1(42,5/60,5) e BE=36,8(32,5/56,3), p=0,04]; fibras (g) [E=12,0(9,8/13,9) e BE=36,8(32,5/56,3), p=0,01]; ferro (mg) [E=9,2(7,7/11,9) e BE=7,6(6,5/9,4), p=0,02]; e vitamina B12 (mg) [E=2,0(1,0/4,1) e BE=1,3(0,5/3,0), p=0,49], bem como menor consumo energetico (kcal) [E=1354,1(1214,6/1661,5) e BE=1198,4 (906,2/1351,4, p=0,02]. Também foi encontrada redução nos parâmetros antropométricos (valores médios ± desvio-padrão): peso corporal (kg) [E=29,5±1,0 e BE=20,7±0,7, p<0,001]; altura (cm) [E=133,7±1,0 e BE=118,8±0,9, p<0,001]; comprimento do tronco (cm) [E=68,3±0,5 e BE=60,7±0,9, p<0,001]; comprimento da perna (cm) [E=31,7±0,4 e BE=28,4±0,4, p<0,001]; circunferência da panturrilha (cm) [E=26,1±0,4 e BE=22,7±0,4, p<0,001]; e comprimento do pé (cm) [E=20,5±0,2 e BE=18,7±0,3, p<0,001]. A capacidade de produção de força voluntária (Nm) [E=19,8±1,3 e BE=13,1±0,9, p=0,01] e induzida (Nm) [E=3,3±0,3 e BE=1,9±0,2, p<0,01] foi diminuída nas crianças BE, , respectivamente, (E=73,2±4,6 e BE=57,7±4,0; p=0,04), inclusive após normalização com a circunferência da panturrilha (Nm m-1) (E=11,9±1,0 e BE=6,5±1,2; p=0,02). O atraso eletromecânico (ms) [E=9,8±0,1 e BE=10,6±0,3, p=0,006] durante a contração muscular foi maior nas crianças BE, assim como o índice de rigidez musculotendínea (MT), normalizado pelo torque (s-1) [E=69,1±4,2 e BE=87,2±4,4, p=0,01], que mensura a elasticidade muscular. Foi identificado aumento no índice de déficit de ativação muscular (% %-1) [E=0,26±0,02 e BE=0,46±0,04, p<0,001] no grupo BE e menor eficiência neuromuscular (Nm %-1) [E=3,6±0,3 e BE=2,3±0,5, p=0,03]. A rigidez MT encontrada no grupo BE é compatível com a de crianças de menor idade cronológica. Diante dos presentes achados é possível relacionar a condição de desnutrição crônica, caracterizada pela baixa estatura, e o inadequado consumo alimentar atual com alterações na capacidade de geração de força, padrão de elasticidade e ativação muscular, é possivel ainda que a ocorrência da desnutrição durante a infância tenha promovido modificações quanto à maturação musculotendínea |
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Maria Oliveira Cavalcanti Marinho, SôniaMônica Ferraz Teixeira Lambertz, Karla 2014-06-12T22:58:32Z2014-06-12T22:58:32Z2011-01-31Maria Oliveira Cavalcanti Marinho, Sônia; Mônica Ferraz Teixeira Lambertz, Karla. Repercussões do estado nutricional sobre a biomecânica do sistema locomotor em crianças da região do semi-árido de Pernambuco. 2011. Tese (Doutorado). Programa de Pós-Graduação em Nutrição, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2011.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8247O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre propriedades mecânicas musculares do tríceps sural e consumo alimentar de crianças pré-púberes aos 09anos±6 meses residentes no semi-árido de Pernambuco com ou sem baixa estatura, avaliada a partir do índice altura/idade em escore Z, segundo os pontos de corte estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde, (OMS-2007). Foram constituídos 2 grupos: Eutrófico-E e Baixa Estatura-BE, sendo investigados os dados alimentares de 61 crianças: 47E (26 meninos e 21 meninas), e 14BE (sete meninos e sete meninas). Destas devido a perdas como recusa ou indisponibilidade das crianças em participar dos testes, somente 48 (34 E 20 meninos e 14 meninas; e 14 BE sete meninos e sete meninas), compareceram para a realização dos testes biomecânicos, mas apenas 41 crianças (30 E 19 meninos e 11 meninas; e 11BE seis meninos e cinco meninas) participaram até o fim de todtoda a bateria de testes. Para estes testes biomecânicos, utilizouse o Ergômetro de Tornozelo (Bio2M®), para análise das propriedades contráteis e elásticas do músculo esquelético no grupo muscular triceps sural. Para análise alimentar, utilizou-se o recordatório de 24horas, para estimar o consumo quantitativo de macro e micronutrientes das crianças de ambos os grupos. Para análise biomecânica, foi utilizado o Ergômetro de Tornozelo. Crianças BE apresentaram diminuição no consumo dos seguintes nutrientes (mediana, percentil25/percentil75): carboidratos (g) [E=197,0(174,0/233,7) e BE=169,6 (154,6/200,1), p=0,04]; proteina (g) [E=53,1(42,5/60,5) e BE=36,8(32,5/56,3), p=0,04]; fibras (g) [E=12,0(9,8/13,9) e BE=36,8(32,5/56,3), p=0,01]; ferro (mg) [E=9,2(7,7/11,9) e BE=7,6(6,5/9,4), p=0,02]; e vitamina B12 (mg) [E=2,0(1,0/4,1) e BE=1,3(0,5/3,0), p=0,49], bem como menor consumo energetico (kcal) [E=1354,1(1214,6/1661,5) e BE=1198,4 (906,2/1351,4, p=0,02]. Também foi encontrada redução nos parâmetros antropométricos (valores médios ± desvio-padrão): peso corporal (kg) [E=29,5±1,0 e BE=20,7±0,7, p<0,001]; altura (cm) [E=133,7±1,0 e BE=118,8±0,9, p<0,001]; comprimento do tronco (cm) [E=68,3±0,5 e BE=60,7±0,9, p<0,001]; comprimento da perna (cm) [E=31,7±0,4 e BE=28,4±0,4, p<0,001]; circunferência da panturrilha (cm) [E=26,1±0,4 e BE=22,7±0,4, p<0,001]; e comprimento do pé (cm) [E=20,5±0,2 e BE=18,7±0,3, p<0,001]. A capacidade de produção de força voluntária (Nm) [E=19,8±1,3 e BE=13,1±0,9, p=0,01] e induzida (Nm) [E=3,3±0,3 e BE=1,9±0,2, p<0,01] foi diminuída nas crianças BE, , respectivamente, (E=73,2±4,6 e BE=57,7±4,0; p=0,04), inclusive após normalização com a circunferência da panturrilha (Nm m-1) (E=11,9±1,0 e BE=6,5±1,2; p=0,02). O atraso eletromecânico (ms) [E=9,8±0,1 e BE=10,6±0,3, p=0,006] durante a contração muscular foi maior nas crianças BE, assim como o índice de rigidez musculotendínea (MT), normalizado pelo torque (s-1) [E=69,1±4,2 e BE=87,2±4,4, p=0,01], que mensura a elasticidade muscular. Foi identificado aumento no índice de déficit de ativação muscular (% %-1) [E=0,26±0,02 e BE=0,46±0,04, p<0,001] no grupo BE e menor eficiência neuromuscular (Nm %-1) [E=3,6±0,3 e BE=2,3±0,5, p=0,03]. A rigidez MT encontrada no grupo BE é compatível com a de crianças de menor idade cronológica. Diante dos presentes achados é possível relacionar a condição de desnutrição crônica, caracterizada pela baixa estatura, e o inadequado consumo alimentar atual com alterações na capacidade de geração de força, padrão de elasticidade e ativação muscular, é possivel ainda que a ocorrência da desnutrição durante a infância tenha promovido modificações quanto à maturação musculotendíneaUNIVERSIDADE FEDERAL DO RECONCAVO DA BAHIAporUniversidade Federal de PernambucoAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessDesnutriçãoBiomecânicaMúsculo esqueléticoCrescimento e desenvolvimentoCriançaRepercussões do estado nutricional sobre a biomecânica do sistema locomotor em crianças da região do semi-árido de Pernambucoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILarquivo3158_1.pdf.jpgarquivo3158_1.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1238https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/8247/4/arquivo3158_1.pdf.jpg876853f02779a5630fa64f718dcf053dMD54ORIGINALarquivo3158_1.pdfapplication/pdf4858144https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/8247/1/arquivo3158_1.pdf8cb502ce2df0afd9d56ec6c34bf6c239MD51LICENSElicense.txttext/plain1748https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/8247/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52TEXTarquivo3158_1.pdf.txtarquivo3158_1.pdf.txtExtracted texttext/plain154671https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/8247/3/arquivo3158_1.pdf.txtd219375e360a03a8a6b42e0baeaaaeb1MD53123456789/82472019-10-25 03:54:19.059oai:repositorio.ufpe.br:123456789/8247Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T06:54:19Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre propriedades mecânicas musculares do tríceps sural e consumo alimentar de crianças pré-púberes aos 09anos±6 meses residentes no semi-árido de Pernambuco com ou sem baixa estatura, avaliada a partir do índice altura/idade em escore Z, segundo os pontos de corte estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde, (OMS-2007). Foram constituídos 2 grupos: Eutrófico-E e Baixa Estatura-BE, sendo investigados os dados alimentares de 61 crianças: 47E (26 meninos e 21 meninas), e 14BE (sete meninos e sete meninas). Destas devido a perdas como recusa ou indisponibilidade das crianças em participar dos testes, somente 48 (34 E 20 meninos e 14 meninas; e 14 BE sete meninos e sete meninas), compareceram para a realização dos testes biomecânicos, mas apenas 41 crianças (30 E 19 meninos e 11 meninas; e 11BE seis meninos e cinco meninas) participaram até o fim de todtoda a bateria de testes. Para estes testes biomecânicos, utilizouse o Ergômetro de Tornozelo (Bio2M®), para análise das propriedades contráteis e elásticas do músculo esquelético no grupo muscular triceps sural. Para análise alimentar, utilizou-se o recordatório de 24horas, para estimar o consumo quantitativo de macro e micronutrientes das crianças de ambos os grupos. Para análise biomecânica, foi utilizado o Ergômetro de Tornozelo. Crianças BE apresentaram diminuição no consumo dos seguintes nutrientes (mediana, percentil25/percentil75): carboidratos (g) [E=197,0(174,0/233,7) e BE=169,6 (154,6/200,1), p=0,04]; proteina (g) [E=53,1(42,5/60,5) e BE=36,8(32,5/56,3), p=0,04]; fibras (g) [E=12,0(9,8/13,9) e BE=36,8(32,5/56,3), p=0,01]; ferro (mg) [E=9,2(7,7/11,9) e BE=7,6(6,5/9,4), p=0,02]; e vitamina B12 (mg) [E=2,0(1,0/4,1) e BE=1,3(0,5/3,0), p=0,49], bem como menor consumo energetico (kcal) [E=1354,1(1214,6/1661,5) e BE=1198,4 (906,2/1351,4, p=0,02]. Também foi encontrada redução nos parâmetros antropométricos (valores médios ± desvio-padrão): peso corporal (kg) [E=29,5±1,0 e BE=20,7±0,7, p<0,001]; altura (cm) [E=133,7±1,0 e BE=118,8±0,9, p<0,001]; comprimento do tronco (cm) [E=68,3±0,5 e BE=60,7±0,9, p<0,001]; comprimento da perna (cm) [E=31,7±0,4 e BE=28,4±0,4, p<0,001]; circunferência da panturrilha (cm) [E=26,1±0,4 e BE=22,7±0,4, p<0,001]; e comprimento do pé (cm) [E=20,5±0,2 e BE=18,7±0,3, p<0,001]. A capacidade de produção de força voluntária (Nm) [E=19,8±1,3 e BE=13,1±0,9, p=0,01] e induzida (Nm) [E=3,3±0,3 e BE=1,9±0,2, p<0,01] foi diminuída nas crianças BE, , respectivamente, (E=73,2±4,6 e BE=57,7±4,0; p=0,04), inclusive após normalização com a circunferência da panturrilha (Nm m-1) (E=11,9±1,0 e BE=6,5±1,2; p=0,02). O atraso eletromecânico (ms) [E=9,8±0,1 e BE=10,6±0,3, p=0,006] durante a contração muscular foi maior nas crianças BE, assim como o índice de rigidez musculotendínea (MT), normalizado pelo torque (s-1) [E=69,1±4,2 e BE=87,2±4,4, p=0,01], que mensura a elasticidade muscular. Foi identificado aumento no índice de déficit de ativação muscular (% %-1) [E=0,26±0,02 e BE=0,46±0,04, p<0,001] no grupo BE e menor eficiência neuromuscular (Nm %-1) [E=3,6±0,3 e BE=2,3±0,5, p=0,03]. A rigidez MT encontrada no grupo BE é compatível com a de crianças de menor idade cronológica. Diante dos presentes achados é possível relacionar a condição de desnutrição crônica, caracterizada pela baixa estatura, e o inadequado consumo alimentar atual com alterações na capacidade de geração de força, padrão de elasticidade e ativação muscular, é possivel ainda que a ocorrência da desnutrição durante a infância tenha promovido modificações quanto à maturação musculotendínea |
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