Avaliação toxicológica reprodutiva da resina de Aloe ferox miller em ratas wistar
| Ano de defesa: | 2010 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/2973 |
Resumo: | Aloe ferox Miller, pertencente à família Liliaceae, é originária da Província do Cabo Oriental na África do Sul. No Brasil, a planta é conhecida como babosa e os maiores produtores encontram-se no interior de São Paulo (particularmente no município de Jarinu), Santa Catarina e na região Nordeste. Sendo esta última, a que possui as melhores condições de plantio. Ela consiste em um arbusto perene arborescente típico de climas secos e quentes, possui folhas alongadas e pontiagudas, e é constituída em duas partes: gel e látex. A resina de Aloe ferox é um resíduo sólido obtido pela evaporação do látex que escorre do corte transversal de suas folhas. Na medicina popular, dentre outras aplicações, a resina da planta é usada no tratamento da constipação. Os efeitos da administração oral de A. ferox foram investigados sobre a fertilidade, prenhez e desenvolvimento pós-natal da prole de ratas Wistar. A aloína presente na resina foi identificada por cromatografia em camada delgada e os derivados hidroxiantracênicos expressos como aloína foram quantificados por espectrofotometria. A resina na forma de pó foi dissolvida em glicerina 40% (v/v). O estudo foi realizado em três períodos, cada um contendo cinco grupos de ratas prenhes (n=8- 9/grupo), totalizando 15 grupos randomicamente formados. Os grupos 1 e 2 (grupos controle) receberam água destilada e solução de glicerina 40% (v/v), respectivamente, enquanto os outros foram tratados oralmente com A. ferox nas doses de 0,1, 0,5 e 2,5 g/kg. No primeiro período, o tratamento foi administrado do 1º ao 6º dia (período de pré-implantação - PP) e o segundo, do 7º ao 14º dia (período de organogênese - PO). No 20º dia de prenhez, as ratas foram laparotomizadas para avaliação dos parâmetros reprodutivos. No último período, as ratas prenhes foram tratadas oralmente com as mesmas doses durante toda a prenhez e os parâmetros maternos e os da prole foram avaliados. A aloína (Rf 0,35) foi identificada e a porcentagem dos derivados hidroxiantracênicos expressos como aloína foi 33.5%. Durante o PP houve diminuição no ganho de massa corporal materna (p < 0,05) em todas as doses. Reduções também foram observadas em alguns parâmetros maternos (massas da placenta) e fetais (comprimento e massa relativa) nas doses de 0,5 e 2,5 g/kg quando comparado aos grupos controle. No PO, a redução no ganho de massa corporal materna foi observada apenas no tratamento com a maior dose. Entretanto, outros parâmetros como massas dos fetos, da placenta e dos ovários foram alterados em todas as doses avaliadas. Durante o período integral da gestação houve aumento apenas na massa corporal e comprimento dos conceptos no 7º e 21º dias de vida pós-natal, na maior dose. Os parâmetros comportamentais da prole não foram alterados. Dessa forma conclui-se que o uso da glicerina como solvente não interferiu nos parâmetros reprodutivos analisados no estudo. Embora alguns parâmetros tenham sido alterados pelo tratamento com A. ferox, o desenvolvimento normal da prole não foi influenciado por ele. Mas, o tratamento com a maior dose de A. ferox sugere possível toxicidade materna devido ao provável efeito abortivo obtido com essa dose, mesmo sem causar morte de ratas prenhes e malformações fetais. Nesse sentido, estudos posteriores devem ser conduzidos a fim de assegurar o uso dessa planta durante a gestação humana |
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Maria de Lima Maranhâo, HélidaGonçalves Wanderley, Almir 2014-06-12T16:25:39Z2014-06-12T16:25:39Z2010-01-31Maria de Lima Maranhâo, Hélida; Gonçalves Wanderley, Almir. Avaliação toxicológica reprodutiva da resina de Aloe ferox miller em ratas wistar. 2010. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2010.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/2973Aloe ferox Miller, pertencente à família Liliaceae, é originária da Província do Cabo Oriental na África do Sul. No Brasil, a planta é conhecida como babosa e os maiores produtores encontram-se no interior de São Paulo (particularmente no município de Jarinu), Santa Catarina e na região Nordeste. Sendo esta última, a que possui as melhores condições de plantio. Ela consiste em um arbusto perene arborescente típico de climas secos e quentes, possui folhas alongadas e pontiagudas, e é constituída em duas partes: gel e látex. A resina de Aloe ferox é um resíduo sólido obtido pela evaporação do látex que escorre do corte transversal de suas folhas. Na medicina popular, dentre outras aplicações, a resina da planta é usada no tratamento da constipação. Os efeitos da administração oral de A. ferox foram investigados sobre a fertilidade, prenhez e desenvolvimento pós-natal da prole de ratas Wistar. A aloína presente na resina foi identificada por cromatografia em camada delgada e os derivados hidroxiantracênicos expressos como aloína foram quantificados por espectrofotometria. A resina na forma de pó foi dissolvida em glicerina 40% (v/v). O estudo foi realizado em três períodos, cada um contendo cinco grupos de ratas prenhes (n=8- 9/grupo), totalizando 15 grupos randomicamente formados. Os grupos 1 e 2 (grupos controle) receberam água destilada e solução de glicerina 40% (v/v), respectivamente, enquanto os outros foram tratados oralmente com A. ferox nas doses de 0,1, 0,5 e 2,5 g/kg. 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Entretanto, outros parâmetros como massas dos fetos, da placenta e dos ovários foram alterados em todas as doses avaliadas. Durante o período integral da gestação houve aumento apenas na massa corporal e comprimento dos conceptos no 7º e 21º dias de vida pós-natal, na maior dose. Os parâmetros comportamentais da prole não foram alterados. Dessa forma conclui-se que o uso da glicerina como solvente não interferiu nos parâmetros reprodutivos analisados no estudo. Embora alguns parâmetros tenham sido alterados pelo tratamento com A. ferox, o desenvolvimento normal da prole não foi influenciado por ele. Mas, o tratamento com a maior dose de A. ferox sugere possível toxicidade materna devido ao provável efeito abortivo obtido com essa dose, mesmo sem causar morte de ratas prenhes e malformações fetais. 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