O castelo de Alecrim: intelectuais no Recife, em 21 de abril de 1960

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2005
Autor(a) principal: BARBOSA, Lúcia Falcão
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7538
Resumo: O ideário nacional desenvolvimentista permeia a década de 50 e, no dia 21 de abril de 1960, tem o seu evento-síntese que é a fundação de Brasília. Neste período, no Recife, alguns intelectuais e artistas formam uma confraria heterogênea, engajada em movimentos políticos e/ou culturais. Ela representa a emergência de uma parcela social independente do poder e da dominação econômica, manifestação da qual depende a consolidação de uma esfera pública. Este trabalho pretende pôr em discussão a prática social desses intelectuais a partir da análise de três personagens da literatura produzida por autores presentes na cena cultural da cidade do Recife: Deodato, sacerdote cristão da obra Os Caminhos da Solidão , de Hermilo Borba Filho; Cheiroso, dono de um teatro de mamulengos da obra A Pena e a Lei , de Ariano Suassuna e Celina, professora da obra O Visitante , de Osman Lins. Eles servirão como três tipos-ideais a partir dos quais serão analisadas algumas cosmovisões delineadoras de projetos de cidadania que, no Recife pré-golpe, tentam resolver a equação incerta da República Moderna: defender o bem comum numa sociedade cuja prioridade é a realização de interesses privados
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