Macroalgas epífitas nos recifes da Praia de Boa Viagem, município de Recife, Pernambuco, Brasil
| Ano de defesa: | 2011 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8452 |
Resumo: | As comunidades de algas marinhas são consideradas excelentes descritores dos ecossistemas, sendo amplamente utilizadas para caracterizar e monitorar os ecossistemas marinhos. Apesar da diversidade ficológica em Pernambuco e dos extensos estudos realizados na região, ainda são poucos os trabalhos dedicados exclusivamente às macroalgas epífitas, com pouco conhecimento sobre a estrutura destas populações. Este trabalho tem como objetivo geral caracterizar a comunidade de macroalgas epífitas da Praia de Boa Viagem, em Recife - PE, utilizando-as como indicadoras da qualidade ambiental. A Praia de Boa Viagem localiza-se no município de Recife (08º05 26 - 08º08 52 S e 34º52 55 - 34º54 23 W) e apresenta cerca de 6 km de extensão. Amostragens do tipo aleatória estratificada foram realizadas no período seco (dezembro/2009) e no período chuvoso (abril/2010) em duas estações de coleta: Estação A, ao norte, (08°07 15,83 S - 34°53 39,57 W) e Estação B, ao sul, (08°07 57,79 S - 34°53 57,88 W). Em cada estação, foram delimitados dois estratos baseados no grau de exposição às ondas, representatividade algal e homogeneidade do substrato: estrato 1 (protegido) e estrato 2 (exposto). Em cada estrato utilizou-se como unidade amostral um quadrado de 625 cm2, o qual era lançado aleatoriamente cinco vezes totalizando 20 amostras por coleta. Foram identificados 49 táxons de macroalgas epífitas, sendo 20 Chlorophyta, uma Heterokontophyta e 28 Rhodophyta. As ordens mais representativas foram Ceramiales e Cladophorales, com 18 e 10 táxons respectivamente. Dos 49 táxons encontrados, 35 pertencem ao tipo morfofuncional filamentoso (72%) e sete ao tipo morfofuncional foliáceo (14%). Os tipos morfofuncionais menos representativos foram as macrófitas corticadas e as calcárias articuladas com cinco e duas espécies, respectivamente. Dez espécies são referidas, descritas e ilustradas pela primeira vez para o Estado de Pernambuco: Boodlea composita (Harvey) F. Brand, Ceramium corniculatum Mont., Chaetomorpha clavata Kütz., C. nodosa Kütz., Chondracanthus saundersii C. W. Schneid. & C. E. Lane, Cladophora laetevirens (Dillwyn) Kütz., Ulva linza L., U. paradoxa C. Agardh, U. prolifera O. F. Müll. e Neosiphonia sphaerocarpa (Borgesen) M. -S. Kim & I. K. Lee. As macroalgas que abrigaram um maior número de epífitas foram Gelidium pusillum, C. saundersii e Palisada perforata. As epífitas mais freqüentes e abundantes foram Ulva rigida, Hypnea musciformis e Centroceras sp. No período chuvoso H. musciformis foi a mais freqüente enquanto U. rigida e Centroceras sp. foram as mais freqüentes no período seco. Os maiores valores de biomassa média ocorreram na estação B (ao sul) e no estrato 1 (protegido). Em relação à abundância, 70% dos táxons são considerados raros e muito raros. As macrófitas corticadas e calcárias articuladas foram mais abundantes na estação B (ao sul) e no estrato 2 (exposto). A distribuição das macroalgas epífitas está principalmente relacionada aos distúrbios causados pela sedimentação intensa (conseqüência dos problemas de erosão costeira) e pelas atividades turísticas freqüentes na região. A presença de gêneros (Ulva, Hypnea, Centroceras, Bryopsis, Chaetomorpha, Cladophora, Ceramium) e espécies bioindicadoras, além dos valores dos índices de diversidade de Shannon e Simpson, nos permite concluir que apesar da Praia de Boa Viagem está sendo submetida a distúrbios, a diversidade ainda é alta corroborando com o que diz a Hipótese dos Distúrbios Intermediários, na qual os distúrbios parecem ser uma fonte importante de heterogeneidade para a estrutura e dinâmica das comunidades naturais |
| id |
UFPE_6c5f4e1f0d4e7bc5cb00baa9caedc241 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:repositorio.ufpe.br:123456789/8452 |
| network_acronym_str |
UFPE |
| network_name_str |
Repositório Institucional da UFPE |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Pereira Soares, LuandaToyota Fujii, Mutue 2014-06-12T23:00:07Z2014-06-12T23:00:07Z2011-01-31Pereira Soares, Luanda; Toyota Fujii, Mutue. Macroalgas epífitas nos recifes da Praia de Boa Viagem, município de Recife, Pernambuco, Brasil. 2011. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Oceanografia, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2011.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8452As comunidades de algas marinhas são consideradas excelentes descritores dos ecossistemas, sendo amplamente utilizadas para caracterizar e monitorar os ecossistemas marinhos. Apesar da diversidade ficológica em Pernambuco e dos extensos estudos realizados na região, ainda são poucos os trabalhos dedicados exclusivamente às macroalgas epífitas, com pouco conhecimento sobre a estrutura destas populações. Este trabalho tem como objetivo geral caracterizar a comunidade de macroalgas epífitas da Praia de Boa Viagem, em Recife - PE, utilizando-as como indicadoras da qualidade ambiental. A Praia de Boa Viagem localiza-se no município de Recife (08º05 26 - 08º08 52 S e 34º52 55 - 34º54 23 W) e apresenta cerca de 6 km de extensão. Amostragens do tipo aleatória estratificada foram realizadas no período seco (dezembro/2009) e no período chuvoso (abril/2010) em duas estações de coleta: Estação A, ao norte, (08°07 15,83 S - 34°53 39,57 W) e Estação B, ao sul, (08°07 57,79 S - 34°53 57,88 W). Em cada estação, foram delimitados dois estratos baseados no grau de exposição às ondas, representatividade algal e homogeneidade do substrato: estrato 1 (protegido) e estrato 2 (exposto). Em cada estrato utilizou-se como unidade amostral um quadrado de 625 cm2, o qual era lançado aleatoriamente cinco vezes totalizando 20 amostras por coleta. Foram identificados 49 táxons de macroalgas epífitas, sendo 20 Chlorophyta, uma Heterokontophyta e 28 Rhodophyta. As ordens mais representativas foram Ceramiales e Cladophorales, com 18 e 10 táxons respectivamente. Dos 49 táxons encontrados, 35 pertencem ao tipo morfofuncional filamentoso (72%) e sete ao tipo morfofuncional foliáceo (14%). Os tipos morfofuncionais menos representativos foram as macrófitas corticadas e as calcárias articuladas com cinco e duas espécies, respectivamente. Dez espécies são referidas, descritas e ilustradas pela primeira vez para o Estado de Pernambuco: Boodlea composita (Harvey) F. Brand, Ceramium corniculatum Mont., Chaetomorpha clavata Kütz., C. nodosa Kütz., Chondracanthus saundersii C. W. Schneid. & C. E. Lane, Cladophora laetevirens (Dillwyn) Kütz., Ulva linza L., U. paradoxa C. Agardh, U. prolifera O. F. Müll. e Neosiphonia sphaerocarpa (Borgesen) M. -S. Kim & I. K. Lee. As macroalgas que abrigaram um maior número de epífitas foram Gelidium pusillum, C. saundersii e Palisada perforata. As epífitas mais freqüentes e abundantes foram Ulva rigida, Hypnea musciformis e Centroceras sp. No período chuvoso H. musciformis foi a mais freqüente enquanto U. rigida e Centroceras sp. foram as mais freqüentes no período seco. Os maiores valores de biomassa média ocorreram na estação B (ao sul) e no estrato 1 (protegido). Em relação à abundância, 70% dos táxons são considerados raros e muito raros. As macrófitas corticadas e calcárias articuladas foram mais abundantes na estação B (ao sul) e no estrato 2 (exposto). A distribuição das macroalgas epífitas está principalmente relacionada aos distúrbios causados pela sedimentação intensa (conseqüência dos problemas de erosão costeira) e pelas atividades turísticas freqüentes na região. A presença de gêneros (Ulva, Hypnea, Centroceras, Bryopsis, Chaetomorpha, Cladophora, Ceramium) e espécies bioindicadoras, além dos valores dos índices de diversidade de Shannon e Simpson, nos permite concluir que apesar da Praia de Boa Viagem está sendo submetida a distúrbios, a diversidade ainda é alta corroborando com o que diz a Hipótese dos Distúrbios Intermediários, na qual os distúrbios parecem ser uma fonte importante de heterogeneidade para a estrutura e dinâmica das comunidades naturaisFundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de PernambucoporUniversidade Federal de PernambucoAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessPernambucoEpifitismoDiversidadeBioindicadoresMacroalgas epífitas nos recifes da Praia de Boa Viagem, município de Recife, Pernambuco, Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILarquivo416_1.pdf.jpgarquivo416_1.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1187https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/8452/4/arquivo416_1.pdf.jpg7380b08ec675d5ad669e68d2fde8e45bMD54ORIGINALarquivo416_1.pdfapplication/pdf4820710https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/8452/1/arquivo416_1.pdf04475d7553f6cd7b984b0a139eba700fMD51LICENSElicense.txttext/plain1748https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/8452/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52TEXTarquivo416_1.pdf.txtarquivo416_1.pdf.txtExtracted texttext/plain326071https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/8452/3/arquivo416_1.pdf.txt40e407ee79c330efc75e4e4ef545789dMD53123456789/84522019-10-25 13:19:46.191oai:repositorio.ufpe.br:123456789/8452Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T16:19:46Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
| dc.title.pt_BR.fl_str_mv |
Macroalgas epífitas nos recifes da Praia de Boa Viagem, município de Recife, Pernambuco, Brasil |
| title |
Macroalgas epífitas nos recifes da Praia de Boa Viagem, município de Recife, Pernambuco, Brasil |
| spellingShingle |
Macroalgas epífitas nos recifes da Praia de Boa Viagem, município de Recife, Pernambuco, Brasil Pereira Soares, Luanda Pernambuco Epifitismo Diversidade Bioindicadores |
| title_short |
Macroalgas epífitas nos recifes da Praia de Boa Viagem, município de Recife, Pernambuco, Brasil |
| title_full |
Macroalgas epífitas nos recifes da Praia de Boa Viagem, município de Recife, Pernambuco, Brasil |
| title_fullStr |
Macroalgas epífitas nos recifes da Praia de Boa Viagem, município de Recife, Pernambuco, Brasil |
| title_full_unstemmed |
Macroalgas epífitas nos recifes da Praia de Boa Viagem, município de Recife, Pernambuco, Brasil |
| title_sort |
Macroalgas epífitas nos recifes da Praia de Boa Viagem, município de Recife, Pernambuco, Brasil |
| author |
Pereira Soares, Luanda |
| author_facet |
Pereira Soares, Luanda |
| author_role |
author |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Pereira Soares, Luanda |
| dc.contributor.advisor1.fl_str_mv |
Toyota Fujii, Mutue |
| contributor_str_mv |
Toyota Fujii, Mutue |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Pernambuco Epifitismo Diversidade Bioindicadores |
| topic |
Pernambuco Epifitismo Diversidade Bioindicadores |
| description |
As comunidades de algas marinhas são consideradas excelentes descritores dos ecossistemas, sendo amplamente utilizadas para caracterizar e monitorar os ecossistemas marinhos. Apesar da diversidade ficológica em Pernambuco e dos extensos estudos realizados na região, ainda são poucos os trabalhos dedicados exclusivamente às macroalgas epífitas, com pouco conhecimento sobre a estrutura destas populações. Este trabalho tem como objetivo geral caracterizar a comunidade de macroalgas epífitas da Praia de Boa Viagem, em Recife - PE, utilizando-as como indicadoras da qualidade ambiental. A Praia de Boa Viagem localiza-se no município de Recife (08º05 26 - 08º08 52 S e 34º52 55 - 34º54 23 W) e apresenta cerca de 6 km de extensão. Amostragens do tipo aleatória estratificada foram realizadas no período seco (dezembro/2009) e no período chuvoso (abril/2010) em duas estações de coleta: Estação A, ao norte, (08°07 15,83 S - 34°53 39,57 W) e Estação B, ao sul, (08°07 57,79 S - 34°53 57,88 W). Em cada estação, foram delimitados dois estratos baseados no grau de exposição às ondas, representatividade algal e homogeneidade do substrato: estrato 1 (protegido) e estrato 2 (exposto). Em cada estrato utilizou-se como unidade amostral um quadrado de 625 cm2, o qual era lançado aleatoriamente cinco vezes totalizando 20 amostras por coleta. Foram identificados 49 táxons de macroalgas epífitas, sendo 20 Chlorophyta, uma Heterokontophyta e 28 Rhodophyta. As ordens mais representativas foram Ceramiales e Cladophorales, com 18 e 10 táxons respectivamente. Dos 49 táxons encontrados, 35 pertencem ao tipo morfofuncional filamentoso (72%) e sete ao tipo morfofuncional foliáceo (14%). Os tipos morfofuncionais menos representativos foram as macrófitas corticadas e as calcárias articuladas com cinco e duas espécies, respectivamente. Dez espécies são referidas, descritas e ilustradas pela primeira vez para o Estado de Pernambuco: Boodlea composita (Harvey) F. Brand, Ceramium corniculatum Mont., Chaetomorpha clavata Kütz., C. nodosa Kütz., Chondracanthus saundersii C. W. Schneid. & C. E. Lane, Cladophora laetevirens (Dillwyn) Kütz., Ulva linza L., U. paradoxa C. Agardh, U. prolifera O. F. Müll. e Neosiphonia sphaerocarpa (Borgesen) M. -S. Kim & I. K. Lee. As macroalgas que abrigaram um maior número de epífitas foram Gelidium pusillum, C. saundersii e Palisada perforata. As epífitas mais freqüentes e abundantes foram Ulva rigida, Hypnea musciformis e Centroceras sp. No período chuvoso H. musciformis foi a mais freqüente enquanto U. rigida e Centroceras sp. foram as mais freqüentes no período seco. Os maiores valores de biomassa média ocorreram na estação B (ao sul) e no estrato 1 (protegido). Em relação à abundância, 70% dos táxons são considerados raros e muito raros. As macrófitas corticadas e calcárias articuladas foram mais abundantes na estação B (ao sul) e no estrato 2 (exposto). A distribuição das macroalgas epífitas está principalmente relacionada aos distúrbios causados pela sedimentação intensa (conseqüência dos problemas de erosão costeira) e pelas atividades turísticas freqüentes na região. A presença de gêneros (Ulva, Hypnea, Centroceras, Bryopsis, Chaetomorpha, Cladophora, Ceramium) e espécies bioindicadoras, além dos valores dos índices de diversidade de Shannon e Simpson, nos permite concluir que apesar da Praia de Boa Viagem está sendo submetida a distúrbios, a diversidade ainda é alta corroborando com o que diz a Hipótese dos Distúrbios Intermediários, na qual os distúrbios parecem ser uma fonte importante de heterogeneidade para a estrutura e dinâmica das comunidades naturais |
| publishDate |
2011 |
| dc.date.issued.fl_str_mv |
2011-01-31 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2014-06-12T23:00:07Z |
| dc.date.available.fl_str_mv |
2014-06-12T23:00:07Z |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.citation.fl_str_mv |
Pereira Soares, Luanda; Toyota Fujii, Mutue. Macroalgas epífitas nos recifes da Praia de Boa Viagem, município de Recife, Pernambuco, Brasil. 2011. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Oceanografia, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2011. |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8452 |
| identifier_str_mv |
Pereira Soares, Luanda; Toyota Fujii, Mutue. Macroalgas epífitas nos recifes da Praia de Boa Viagem, município de Recife, Pernambuco, Brasil. 2011. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Oceanografia, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2011. |
| url |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8452 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Federal de Pernambuco |
| publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Federal de Pernambuco |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da UFPE instname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) instacron:UFPE |
| instname_str |
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| instacron_str |
UFPE |
| institution |
UFPE |
| reponame_str |
Repositório Institucional da UFPE |
| collection |
Repositório Institucional da UFPE |
| bitstream.url.fl_str_mv |
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/8452/4/arquivo416_1.pdf.jpg https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/8452/1/arquivo416_1.pdf https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/8452/2/license.txt https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/8452/3/arquivo416_1.pdf.txt |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
7380b08ec675d5ad669e68d2fde8e45b 04475d7553f6cd7b984b0a139eba700f 8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33 40e407ee79c330efc75e4e4ef545789d |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| repository.mail.fl_str_mv |
attena@ufpe.br |
| _version_ |
1862741854979620864 |