Efeitos imunorregulatórios da amamentação por camundongos esquistossomóticos em descendentes NOD portadores de diabetes autoimune
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Medicina Tropical
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/48028 |
Resumo: | Os estudos da amamentação em camundongos esquistossomóticos demonstraram alteração, estimulando ou suprimindo, na resposta imune dos descendentes para antígenos não- relacionados, na vida adulta. Aqui, avaliou-se o efeito da amamentação na diabetes autoimune, através do acompanhamento glicêmico, produção de citocinas Th1, Th2 e Th17 e frequência de linfócitos T regulatórios em camundongos fêmea adultos, descendentes de mães diabéticas não- obesas (NOD), amamentadas em mães Balb/c infectadas ou não por Schistosoma mansoni. Após o nascimento, foi realizada a amamentação adotiva, em que descendentes de mães NOD foram amamentadas em mães infectadas (NOD-AI) e outro grupo por mães não infectadas (NOD-ANI). Outro grupo de animais nascidos de mães NOD permaneceu amamentando nas próprias mães (NOD). Para grupo CONTROLE, utilizou-se animais nascidos e amamentados em mães não infectadas. Quando adultos, as descendentes tiveram a glicose mensurada da 10a até a 17a semana de vida. Nesta última, os animais tiveram os esplenócitos cultivados apenas com meio de cultura ou acrescentado do mitógeno ConA (5 μg/ml). Após 48h, foram dosados nos sobrenadantes a IL-2, IL-4, IL-6, IL-10, IL-17, TNF-α e IFN-γ e as células usadas para imunofenotipagem, com anticorpos monoclonais ligados a fluorocromos para CD8+CD122+, CD4+IL10+, CD4+IL17+ e CD4+FoxP3. Foi observado um aumento glicêmico progressivo no grupo NOD desde a 10a semana (glicose >130mg/dL), enquanto a glicemia os grupos experimentais NOD-AI e NOD-ANI e grupo CONTROLE mantiveram valores abaixo de <130mg/dL até a 15a semana. Na última semana, em relação ao CONTROLE, todos os demais grupos apresentaram-se diabéticos (>200mg/dL), contudo a glicemia do NOD foi o dobro (~518mg/dL) quando comparada com os grupos NOD-AI e NOD-ANI (~259mg/dL). O grupo NOD apresentou alta frequência de CD4+IL17+, enquanto no grupo NOD-AI houve maior frequência de células CD8+CD122+ e CD4+IL-10+. No grupo NOD houve baixa produção de IL-2 e IL-4 e níveis bastante elevados de IL-17. Do contrário, nos animais que receberam leite de mães adotivas (NOD-ANI e NOD-AI) houve maior produção de IL-2 e notável diminuição de IL-17. No grupo NOD-ANI houve menor produção de IFN-, acompanhadas de menos IL-6, enquanto no grupo NOD-AI a drástica diminuição IFN- foi acompanhada de maiores níveis de IL-10. Não houve diferença na produção de TNF-alfa e frequência de células CD4+FoxP3 nos grupos estudados. Então, a amamentação adotiva em mães esquistossomóticas ou não proporciona uma diminuição nos níveis glicêmicos, mesmo não prevenindo a diabetes, acompanhada de diminuição de citocinas pró-inflamatórias (IFN-y e IL-17), porém a produção de IL-10 e possível efeito regulatório CD8+CD122+ foi determinado pela infecção materna. Mesmo o leite adotivo de não infectadas levando a um redirecionamento de resposta para Th2, a amamentação em mães esquistossomóticas se mostrou melhor capaz de suprimir o perfil Th1/Th17, desviando para uma resposta Th2/IL-10 e consequentemente regular o agravamento e progressão da doença. A origem do leite parece ter relação como perfil regulatório na diabetes autoimune, sendo capaz de induzir um potencial imunossupressor nos camundongos NOD adultos, previamente amamentados por mães adotivas. |
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Aqui, avaliou-se o efeito da amamentação na diabetes autoimune, através do acompanhamento glicêmico, produção de citocinas Th1, Th2 e Th17 e frequência de linfócitos T regulatórios em camundongos fêmea adultos, descendentes de mães diabéticas não- obesas (NOD), amamentadas em mães Balb/c infectadas ou não por Schistosoma mansoni. Após o nascimento, foi realizada a amamentação adotiva, em que descendentes de mães NOD foram amamentadas em mães infectadas (NOD-AI) e outro grupo por mães não infectadas (NOD-ANI). Outro grupo de animais nascidos de mães NOD permaneceu amamentando nas próprias mães (NOD). Para grupo CONTROLE, utilizou-se animais nascidos e amamentados em mães não infectadas. Quando adultos, as descendentes tiveram a glicose mensurada da 10a até a 17a semana de vida. Nesta última, os animais tiveram os esplenócitos cultivados apenas com meio de cultura ou acrescentado do mitógeno ConA (5 μg/ml). 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Mesmo o leite adotivo de não infectadas levando a um redirecionamento de resposta para Th2, a amamentação em mães esquistossomóticas se mostrou melhor capaz de suprimir o perfil Th1/Th17, desviando para uma resposta Th2/IL-10 e consequentemente regular o agravamento e progressão da doença. A origem do leite parece ter relação como perfil regulatório na diabetes autoimune, sendo capaz de induzir um potencial imunossupressor nos camundongos NOD adultos, previamente amamentados por mães adotivas.CAPESStudies of breastfeeding in mice infected with Schistosoma mansoni have demonstrated an alteration, either stimulating or suppressing, in the immune response of offspring to unrelated antigens in adulthood. Here, the effect of breastfeeding on autoimmune diabetes was evaluated through glycemic monitoring, production of Th1, Th2 and Th17 cytokines and frequency of regulatory T lymphocytes in adult female mice, descendants of non-obese diabetic mothers (NOD), and breastfed in Balb/c mothers infected or not with S. mansoni. After birth, adoptive breastfeed was held, in which offspring of NOD mothers were breastfed by infected mothers (NOD-AI) and another group by uninfected mothers (NOD-ANI). Another group of animals born to NOD mothersremained breastfeeding on their own mothers (NOD). For the CONTROL group, animals born and breastfed from uninfected mothers were used. The offspring had their glucose measured from the 10th to the 17th week of life. In the 17th week, the animals had their splenocytes cultured only with culture medium or with the addition of mitogen ConA (5 μg/ml). After 48h, IL-2, IL-4, IL-6, IL-10, IL-17, TNF-α and IFN-γ were dosed in the supernatants and the cells used for immunophenotyping, with monoclonal antibodies linked to fluorochromes for CD8+CD122+ , CD4+IL10+, CD4+IL17+ and CD4+FoxP3. It was a progressive glycemic increase in the NOD group since the 10th (glucose >130mg/dL), while the glycemia in NOD- AI and NOD-ANI experimental group and CONTROL group maintained values below <130mg/dL until the 15th week. In the last week, in relation to the CONTROL, all the other groups were diabetic (>200mg/dL), however the NOD glycemia was double (~518mg/dL) when compared to the NOD-AI and NOD-ANI groups. (~259mg/dL). The NOD group had a high frequency of CD4+IL17+, while the NOD-AI group had a higher frequency of CD8+CD122+ and CD4+IL-10+ cells. In the NOD group there was low production of IL-2 and IL-4 and very high levels of IL-17. On the other hand, in animals that received milk from adoptive mothers (NOD-ANI and NOD-AI) there was a higher production of IL-2 and a notable decrease of IL-17. In the NOD-ANI group there was a lower production of IFN-γ, accompanied by less IL-6, while in the NOD-AI group, the drastic decrease in IFN-γ was accompanied by higher levels of IL-10. There was no difference in TNF-a production and frequency of CD4+FoxP3 cells in the studied groups. So, adoptive breastfeeding in schistosomal mothers or not provides a decrease in glycemic levels, even not preventing diabetes, accompanied by a decrease in pro-inflammatory cytokines (IFN-y and IL-17), but the production of IL-10 is possible CD8+CD122+ regulatory effect was determined by maternal infection. Even the non- infected adoptive milk leading to a redirection of the response to Th2, breastfeeding in schistosomal mothers was better able to suppress the Th1/Th17 profile, shifting to a Th2/IL-10 response and, consequently, regulate the worsening and progression of the disease. The origin of milk seems to be related to the regulatory profile in autoimmune diabetes, being able to induce an immunosuppressive potential in adult NOD mice, previously breastfed by adoptive mothers.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Medicina TropicalUFPEBrasilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessEsquistossomoseAleitamento MaternoImunomodulaçãoDiabetes AutoimmuneCamundongos Endogâmicos NODEfeitos imunorregulatórios da amamentação por camundongos esquistossomóticos em descendentes NOD portadores de diabetes autoimuneinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Jenyffer Sabryna Costa do Nascimento.pdfDISSERTAÇÃO Jenyffer Sabryna Costa do Nascimento.pdfapplication/pdf2206493https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/48028/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Jenyffer%20Sabryna%20Costa%20do%20Nascimento.pdf72dcd17b9c4d3b6ee79d56c685989cf4MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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NASCIMENTO, Jenyffer Sabryna Costa do. Efeitos imunorregulatórios da amamentação por camundongos esquistossomóticos em descendentes NOD portadores de diabetes autoimune. 2022. Dissertação (Mestrado em Medicina Tropical) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2022. |
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NASCIMENTO, Jenyffer Sabryna Costa do. Efeitos imunorregulatórios da amamentação por camundongos esquistossomóticos em descendentes NOD portadores de diabetes autoimune. 2022. Dissertação (Mestrado em Medicina Tropical) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2022. |
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