Educação formal para os índios: as escolas do Serviço de Proteção aos Índios (SPI) nos postos indígenas em Alagoas (1940-1967)
| Ano de defesa: | 2016 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
UFPE Brasil Programa de Pos Graduacao em Historia |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/23347 |
Resumo: | Essa pesquisa procura compreender como os indígenas dialogaram com a educação formal, instalada pelo Serviço de Proteção aos Índios/SPI, para atender aos povos indígenas habitantes em Alagoas, como os Kariri-Xokó, em Porto Real do Colégio, em 1944, e os Xukuru-Kariri, em Palmeira dos Índios, no ano de 1952. Buscando também entender a formalidade educacional como processo que foi tensionado pelas experiências dos indígenas com as escolas que a eles foram destinadas. O objetivo principal da pesquisa, portanto, foi analisar como os processos formais e não formais educativos dos povos indígenas em Alagoas transformaram-se em espaço de reconstrução enquanto povos específicos Kariri-Xokó e Xukuru-Kariri. Definimos como central para nosso debate as escolas do SPI em Alagoas, todavia, o ponto primordial do estudo foi tratar das diversas formas de atuação do Posto Indígena/PI, mas também das formas específicas – de uso – que os indígenas fizeram das escolas. Para a realização dessa discussão foi necessário tratar o SPI enquanto instituição e das escolas do órgão deste destinadas aos indígenas. Os referenciais teórico-metodológicos seguiram as perspectivas da História Social e estudos antropológicos recentes sobre os índios no Brasil e no Nordeste, considerando as experiências e as memórias coletivas a partir das reflexões de E. P. Thompson, Maurice Halbwachs, Verena Alberti, Antonio Carlos de Souza Lima e João Pacheco de Oliveira respectivamente, como aspectos significativos na construção dos debates. Afirmamos que os indígenas se reconstruíram por meio da utilização das instituições do Estado, na situação estudada, a escola, embora considerássemos suas condições precárias, como aspecto fundante que desdobrou outros processos formativos possibilitando novas relações, com os indígenas enquanto sujeitos nas articulações externas e internas, ressignificando o ideário de índio na afirmação da identidade étnica indígena no século XX em Alagoas. |
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Educação formal para os índios: as escolas do Serviço de Proteção aos Índios (SPI) nos postos indígenas em Alagoas (1940-1967)HistóriaÍndios – AlagoasEducação– Índios – AlagoasÍndios – Kariri-XocóÍndios – Xucuru-KaririEssa pesquisa procura compreender como os indígenas dialogaram com a educação formal, instalada pelo Serviço de Proteção aos Índios/SPI, para atender aos povos indígenas habitantes em Alagoas, como os Kariri-Xokó, em Porto Real do Colégio, em 1944, e os Xukuru-Kariri, em Palmeira dos Índios, no ano de 1952. Buscando também entender a formalidade educacional como processo que foi tensionado pelas experiências dos indígenas com as escolas que a eles foram destinadas. O objetivo principal da pesquisa, portanto, foi analisar como os processos formais e não formais educativos dos povos indígenas em Alagoas transformaram-se em espaço de reconstrução enquanto povos específicos Kariri-Xokó e Xukuru-Kariri. Definimos como central para nosso debate as escolas do SPI em Alagoas, todavia, o ponto primordial do estudo foi tratar das diversas formas de atuação do Posto Indígena/PI, mas também das formas específicas – de uso – que os indígenas fizeram das escolas. Para a realização dessa discussão foi necessário tratar o SPI enquanto instituição e das escolas do órgão deste destinadas aos indígenas. Os referenciais teórico-metodológicos seguiram as perspectivas da História Social e estudos antropológicos recentes sobre os índios no Brasil e no Nordeste, considerando as experiências e as memórias coletivas a partir das reflexões de E. P. Thompson, Maurice Halbwachs, Verena Alberti, Antonio Carlos de Souza Lima e João Pacheco de Oliveira respectivamente, como aspectos significativos na construção dos debates. Afirmamos que os indígenas se reconstruíram por meio da utilização das instituições do Estado, na situação estudada, a escola, embora considerássemos suas condições precárias, como aspecto fundante que desdobrou outros processos formativos possibilitando novas relações, com os indígenas enquanto sujeitos nas articulações externas e internas, ressignificando o ideário de índio na afirmação da identidade étnica indígena no século XX em Alagoas.This research seeks to understand how the natives conversed with formal education, installed by the Protection Service Indians / SPI to meet the Kariri-Xokó in Port Royal College in 1944, and Xukuru-Kariri in Palmeira dos Indios in the year 1952 indigenous inhabitants people in Alagoas, also seeking to understand the educational process formality as it was stressed by the experiences of indigenous to which schools were designed. The main objective of the research, therefore, was to analyze how the formal processes and non-formal education of indigenous peoples in Alagoas became reconstruction space while specific people Kariri-Xokó and Xukuru-Kariri. Define as central to our debate SPI schools in the State of Alagoas, however most schools, the primary endpoint of the study was to treat as on the various forms of action of the Indian Post / IP, the specific ways that the natives made the schools. To carry out this discussion was necessary to treat the SPI as an institution and agency of the schools for the Indians. The theoretical and methodological framework followed the perspectives of social history and recent anthropological studies on the Indians in Brazil and in the Northeast, considering the experiences and collective memories from the reflections of EP Thompson, Maurice Halbwachs, Verena Alberti, Antonio Carlos de Souza Lima and João Pacheco de Oliveira respectively, as significant aspects in the construction of the discussions. We affirm that the Indians are reconstructed through the use of state institutions, the situation studied school, although it considered its poor conditions as the fundamental aspect that unfolded other formative processes enabling new relations with the Indians as subjects in the external and internal joints, resignifying indium ideas in the affirmation of indigenous ethnic identity in the twentieth century in Alagoas.Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pos Graduacao em HistoriaBARBOSA, Bartira FerrazSILVA, Edson Helyhttp://lattes.cnpq.br/8677597020366299http://lattes.cnpq.br/1088612482852098FERREIRA, Gilberto Geraldo2018-01-25T17:38:45Z2018-01-25T17:38:45Z2016-10-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/23347porAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2019-10-26T01:52:31Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/23347Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-26T01:52:31Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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