Evolução biogeográfica e fenotípica do gênero de Samambaias Pleopeltis Humb. & Bonpl. ex Willd. (Polypodiaceae)
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Biologia Vegetal
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67209 |
Resumo: | As samambaias constituem um grupo antigo e morfologicamente diverso, com ampla distribuição global, especialmente expressiva em regiões tropicais. Dentre os desafios da macroevolução está a compreensão de como os processos de dispersão, vicariância e extinção moldaram a distribuição de linhagens ao longo do tempo e identificação de traços fenotípicos associados à diversificação. O gênero Pleopeltis (Polypodiaceae), composto por cerca de 90 espécies, representa um excelente modelo para estudos macroevolutivos por ter uma ampla variação fenotípica e uma distribuição disjunta entre as regiões neotropical e afrotropical, com maior diversidade concentrada nas florestas montanhosas da Mesoamérica e dos Andes. O objetivo deste trabalho foi investigar os principais processos responsáveis por moldar a distribuição do gênero Pleopeltis, avaliar se há diferenças nas taxas de diversificação entre os grandes clados e verificar se determinados traços fenotípicos estão associados a variações nas taxas de diversificação. Utilizamos uma inferência filogenética com base em genes plastidiais, registros de ocorrência e traços morfológicos. A inferência biogeográfica foi conduzida com o pacote BioGeoBEARS. Para identificar heterogeneidade nas taxas de diversificação ao longo da filogenia, utilizamos o software BAMM. Para investigar associações entre características fenotípicas e taxas de diversificação, aplicamos as abordagens BiSSE, HiSSE e MuSSE. A dispersão foi identificada como o principal processo responsável pela distribuição geográfica de Pleopeltis, com destaque para eventos de dispersão a longa distância entre o Neotrópico e o Paleotrópico, e para o papel central da Mesoamérica e dos Andes como áreas de origem e distribuição da diversidade. Os principais clados do gênero apresentaram taxas de diversificação semelhantes, e não foram detectadas associações estatisticamente robustas entre os traços fenotípicos avaliados e as taxas de diversificação. O dimorfismo foliar e a presença de folhas inteiras mostraram tendência a taxas de diversificação mais elevadas em alguns modelos, porém essas associações não foram corroboradas pelos modelos que incorporam estados ocultos. Esses resultados reforçam o papel da Mesoamérica e dos Andes como centros dinâmicos na diversificação e distribuição da biodiversidade global. Além disso, os traços analisados podem atuar em escalas ecológicas ou em interação com fatores ambientais, sendo difícil a detecção de efeitos diretos sobre as taxas de diversificação. |
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SOUSA, Carolina do Valle Monteiro dehttp://lattes.cnpq.br/6437474904204826http://lattes.cnpq.br/1101716646731462http://lattes.cnpq.br/7370603565698856ALMEIDA, Thaís EliasLIMA, Lucas Vieira2025-12-17T12:39:10Z2025-12-17T12:39:10Z2025-09-26SOUSA, Carolina do Valle Monteiro de. Evolução biogeográfica e fenotípica do gênero de Samambaias Pleopeltis Humb. & Bonpl. ex Willd. (Polypodiaceae). 2025. Dissertação (Mestrado em Biologia Vegetal) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67209As samambaias constituem um grupo antigo e morfologicamente diverso, com ampla distribuição global, especialmente expressiva em regiões tropicais. Dentre os desafios da macroevolução está a compreensão de como os processos de dispersão, vicariância e extinção moldaram a distribuição de linhagens ao longo do tempo e identificação de traços fenotípicos associados à diversificação. O gênero Pleopeltis (Polypodiaceae), composto por cerca de 90 espécies, representa um excelente modelo para estudos macroevolutivos por ter uma ampla variação fenotípica e uma distribuição disjunta entre as regiões neotropical e afrotropical, com maior diversidade concentrada nas florestas montanhosas da Mesoamérica e dos Andes. O objetivo deste trabalho foi investigar os principais processos responsáveis por moldar a distribuição do gênero Pleopeltis, avaliar se há diferenças nas taxas de diversificação entre os grandes clados e verificar se determinados traços fenotípicos estão associados a variações nas taxas de diversificação. Utilizamos uma inferência filogenética com base em genes plastidiais, registros de ocorrência e traços morfológicos. A inferência biogeográfica foi conduzida com o pacote BioGeoBEARS. Para identificar heterogeneidade nas taxas de diversificação ao longo da filogenia, utilizamos o software BAMM. Para investigar associações entre características fenotípicas e taxas de diversificação, aplicamos as abordagens BiSSE, HiSSE e MuSSE. A dispersão foi identificada como o principal processo responsável pela distribuição geográfica de Pleopeltis, com destaque para eventos de dispersão a longa distância entre o Neotrópico e o Paleotrópico, e para o papel central da Mesoamérica e dos Andes como áreas de origem e distribuição da diversidade. Os principais clados do gênero apresentaram taxas de diversificação semelhantes, e não foram detectadas associações estatisticamente robustas entre os traços fenotípicos avaliados e as taxas de diversificação. O dimorfismo foliar e a presença de folhas inteiras mostraram tendência a taxas de diversificação mais elevadas em alguns modelos, porém essas associações não foram corroboradas pelos modelos que incorporam estados ocultos. Esses resultados reforçam o papel da Mesoamérica e dos Andes como centros dinâmicos na diversificação e distribuição da biodiversidade global. Além disso, os traços analisados podem atuar em escalas ecológicas ou em interação com fatores ambientais, sendo difícil a detecção de efeitos diretos sobre as taxas de diversificação.Ferns represent an ancient and morphologically diverse group, with a wide global distribution that is particularly prominent in tropical regions. Among the challenges of macroevolution is understanding how processes such as dispersal, vicariance, and extinction have shaped the distribution of lineages over time, as well as identifying phenotypic traits associated with diversification. The genus Pleopeltis (Polypodiaceae), composed of approximately 90 species, serves as an excellent model for macroevolutionary studies due to its broad phenotypic variation and disjunct distribution between the neotropical and afrotropical regions, with the highest diversity concentrated in the montane forests of Mesoamerica and the Andes. This study aimed to investigate the main processes responsible for shaping the distribution of the genus Pleopeltis, assess whether diversification rates differ among major clades, and determine whether specific phenotypic traits are associated with variation in diversification rates. We used a phylogenetic inference based on plastid genes, occurrence records, and morphological traits. Biogeographic inference was conducted using the BioGeoBEARS package. To identify heterogeneity in diversification rates across the phylogeny, we used the BAMM software. To investigate associations between phenotypic traits and diversification rates, we applied BiSSE, HiSSE, and MuSSE approaches. Dispersal was identified as the main process driving the geographic distribution of Pleopeltis, with a notable role for long-distance dispersal events between the Neotropics and Paleotropics, and for Mesoamerica and the Andes as key areas of origin and redistribution of diversity. The main clades of the genus exhibited similar diversification rates, and no statistically robust associations were found between the evaluated phenotypic traits and diversification rates. Leaf dimorphism and the presence of entire leaves showed a tendency toward higher rates in some models, but these associations were not supported by models incorporating hidden states. These results reinforce the role of Mesoamerica and the Andes as dynamic centers of diversification and distribution of global biodiversity. Additionally, the traits analyzed may operate at ecological scales or interact with environmental factors, making it difficult to detect direct effects on diversification rates.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Biologia VegetalUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessBiogeografiaDiversificaçãoEpífitasEvolução de traçosInferência filogenética molecularSamambaiasEvolução biogeográfica e fenotípica do gênero de Samambaias Pleopeltis Humb. & Bonpl. ex Willd. (Polypodiaceae)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Carolina do Valle Monteiro de Sousa.pdfDISSERTAÇÃO Carolina do Valle Monteiro de Sousa.pdfapplication/pdf3054720https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/67209/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Carolina%20do%20Valle%20Monteiro%20de%20Sousa.pdf633042059a47a304990ff4787f061f78MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/67209/2/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD52123456789/672092025-12-17 09:39:11.155oai:repositorio.ufpe.br:123456789/67209VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIGEgcGFydGlyIGRhIGRhdGEgZGUgZGVww7NzaXRvLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gUmVzdHJpdG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAgZGUgMTkgZGUgZmV2ZXJlaXJvIGRlIDE5OTgsIGFydC4gMjksIGluY2lzbyBJSUksIGF1dG9yaXpvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVybmFtYnVjbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGdyYXR1aXRhbWVudGUsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcGFyYSBmaW5zIGRlIGxlaXR1cmEsIGltcHJlc3PDo28gZS9vdSBkb3dubG9hZCAoYXF1aXNpw6fDo28pIGF0cmF2w6lzIGRvIHNpdGUgZG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBubyBlbmRlcmXDp28gaHR0cDovL3d3dy5yZXBvc2l0b3Jpby51ZnBlLmJyLCBxdWFuZG8gZmluZGFyIG8gcGVyw61vZG8gZGUgZW1iYXJnbyBjb25kaXplbnRlIGFvIHRpcG8gZGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb25mb3JtZSBpbmRpY2FkbyBubyBjYW1wbyBEYXRhIGRlIEVtYmFyZ28uCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-12-17T12:39:11Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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