Estrutura e dinâmica da comunidade fitoplanctônica no Golfão Marnhense - Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: CUTRIM, Andrea Christina Gomes de Azevedo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8292
Resumo: O Golfão Maranhense (02º08 54 a 03º18 35 S e 44º51 30 a 43º42 25 W), localizado ao norte do Maranhão, é caracterizado pela forte influência de hipermarés que chegam a 7 metros e que são típicas da costa norte. Sua localização geográfica, integrando a Amazônia e o contato direto com o oceano Atlântico favorecem ao Maranhão condições hidrológicas diferentes daquelas dos demais estados nordestinos, por apresentarem diversos rios perenes e caudalosos que contribuem com a entrada de nutrientes enriquecendo a área e, consequentemente, a pesca local. No entorno de quase toda a ilha de São Luís há o florescimento de manguezais que tem sofrido desmatamento, como consequência do crescimento demográfico. A análise da estrutura da comunidade fitoplanctônica e variáveis ambientais é relevante para se conhecer melhor a ecologia e a dinâmica deste importante ecossistema costeiro. As coletas dos parâmetros hidrológicos e biológicos foram realizadas bimestralmente, no período de maio/02 a mar./03, na superfície, em marés de sizígia durante a vazante, em quatro pontos fixos. Para o fitoplâncton foi feito arrasto horizontal de cinco minutos com rede de 20&#956;m. Estatisticamente constatou-se correlação direta entre a biomassa, a salinidade, transparência da água, fosfato, velocidade dos ventos e nitrato e inversa da pluviometria, taxa de saturação do oxigênio, amônia, temperatura e oxigênio dissolvido. Sazonalmente, o oxigênio dissolvido foi significativo no período chuvoso e amplitude de marés e salinidade no período de estiagem. A salinidade variou de 6 a 35, ou seja, de mesoalino a eualino sendo maior no período de estiagem. Quanto à taxa de saturação do oxigênio, o sistema estuarino variou de zona semipoluída a saturada, entretanto, prevalecendo a última. Levando-se em conta o fracionamento da biomassa fitoplanctônica, verificou-se que a fração do nano/picofitoplâncton (<20&#956;m) foi a que mais contribuiu no ambiente. Foram identificados 219 táxons distribuídos em seis grupos, porém o dominante foi o da Bacillariophyta, destacando-se as espécies Thalassiosira subtilis (Ostenfeld) Gran, Skeletonema tropicum Cleve e Cyclotella stylorum Brightwell como as mais representativas, tanto em termos de frequência de ocorrência quanto em densidade. A diversidade, equitabilidade, biomassa e densidade das algas foram indicativos de uma região estuarina produtiva e com elevada capacidade de renovação
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