Avaliação da levedura Meyerozyma caribbica URM8365 na produção de xilitol em resposta a presença do ácido acético

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: GUIMARÃES, Victor Emanuel Petrício
Orientador(a): DUTRA, Emmanuel Damilano
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/64986/0013000006m3m
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Biotecnologia Industrial
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/52555
Resumo: O xilitol é um poliol de alto valor agregado, podendo ser aplicado a diversos setores industriais na produção de diferentes produtos como goma de mascar, cremes dentais e adoçantes. Atualmente a produção de xilitol ocorre por rota química, que se trata de um processo caro devido às severas condições reacionais empregadas. Logo, surge como uma potencial alternativa o uso de rotas biotecnológicas de produção, que compreende a conversão biológica de xilose em xilitol, na qual as condições de processo exigidas são mais brandas, consequentemente menor impacto ambiental. No entanto, a rota biotecnológica ainda apresenta importantes gargalos e desafios que dificultam o escalonamento da produção. Estratégias e tecnologias modernas que têm potencial para melhorar a bioprodução de xilitol incluem a seleção de cepas microbianas capazes de tolerar inibidores encontrados em hidrolisados ácidos de biomassas lignocelulósicas, e cepas com alta taxa de consumo de xilose durante a etapa de fermentação. Portanto, este trabalho teve como objetivo a avaliação da espécie Meyerozyma caribbica quanto à resposta fisiológica de tolerância e capacidade de metabolizar xilose na presença do inibidor ácido acético, comum em hidrolisados ácidos de biomassas lignocelulósicas. Para isso, foi feito teste de crescimento em placa contendo diferentes concentrações do inibidor em meio semissintético contendo xilose e/ou glicose. Em sequência, foram feitas as fermentações em meio com semissintético com xilose e glicose na relação de 1:5 a fim de avaliar capacidade de assimilação e produção de xilitol, contendo ácido acético 0,6, 0,8, 1,6 e 3,7 g/L. A partir disso, foi feito um processo alimentado de fermentação por acréscimo de glicose por pulsos a cada 24horas, e por fim uma avaliação da relação do pH do meio, concentração do inibidor e uma prévia exposição das células a um pH ácido antes da fermentação, visando a produção de xilitol. Foi possível concluir que há relevante impacto do ácido acético no crescimento da levedura. Além disso, a fonte de carbono influencia diretamente na resposta de adaptação ao meio com inibidor, e no desenvolvimento da cepa para a produção de metabólitos de interesse. Na fermentação, o consumo de xilose e a produção de xilitol foram afetados à medida que eleva a concentração de acetato. Além do xilitol, foi observada a produção de etanol no meio. Outra importante característica foi o consumo do ácido acético pela levedura, e também da relação do pH com o potencial de inibição do ácido. Portanto, M. caribbica, foi capaz de consumir e transformar os açúcares que são presentes em hidrolisados lignocelulósicos em produtos de alto valor agregado, como o xilitol.
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Logo, surge como uma potencial alternativa o uso de rotas biotecnológicas de produção, que compreende a conversão biológica de xilose em xilitol, na qual as condições de processo exigidas são mais brandas, consequentemente menor impacto ambiental. No entanto, a rota biotecnológica ainda apresenta importantes gargalos e desafios que dificultam o escalonamento da produção. Estratégias e tecnologias modernas que têm potencial para melhorar a bioprodução de xilitol incluem a seleção de cepas microbianas capazes de tolerar inibidores encontrados em hidrolisados ácidos de biomassas lignocelulósicas, e cepas com alta taxa de consumo de xilose durante a etapa de fermentação. Portanto, este trabalho teve como objetivo a avaliação da espécie Meyerozyma caribbica quanto à resposta fisiológica de tolerância e capacidade de metabolizar xilose na presença do inibidor ácido acético, comum em hidrolisados ácidos de biomassas lignocelulósicas. Para isso, foi feito teste de crescimento em placa contendo diferentes concentrações do inibidor em meio semissintético contendo xilose e/ou glicose. Em sequência, foram feitas as fermentações em meio com semissintético com xilose e glicose na relação de 1:5 a fim de avaliar capacidade de assimilação e produção de xilitol, contendo ácido acético 0,6, 0,8, 1,6 e 3,7 g/L. A partir disso, foi feito um processo alimentado de fermentação por acréscimo de glicose por pulsos a cada 24horas, e por fim uma avaliação da relação do pH do meio, concentração do inibidor e uma prévia exposição das células a um pH ácido antes da fermentação, visando a produção de xilitol. Foi possível concluir que há relevante impacto do ácido acético no crescimento da levedura. Além disso, a fonte de carbono influencia diretamente na resposta de adaptação ao meio com inibidor, e no desenvolvimento da cepa para a produção de metabólitos de interesse. 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Therefore, the use of biotechnological production routes emerges as a potential alternative, which comprises the biological conversion of xylose into xylitol, in which the required process conditions are milder, consequently less environmental impact. However, the biotechnological route still presents important bottlenecks and challenges that make it difficult to scale up production. Modern strategies and technologies that have the potential to improve xylitol bioproduction include the selection of microbial strains capable of tolerating inhibitors found in acidic hydrolysates of lignocellulosic biomass, and strains with a high rate of xylose consumption during the fermentation step. Therefore, this work aimed to evaluate the species Meyerozyma caribbica regarding the physiological response of tolerance and ability to metabolize xylose in the presence of the acetic acid inhibitor, common in acid hydrolysates of lignocellulosic biomass. For this, a growth test was carried out on plates containing different concentrations of the inhibitor in a semi-synthetic medium containing xylose and/or glucose. In sequence, fermentations were carried out in semi-synthetic medium with xylose and glucose in a ratio of 1:5 in order to evaluate the assimilation capacity and production of xylitol, containing acetic acid 0.6, 0.8, 1.6 and 3, 7 g/L. From this, a fed fermentation process was carried out by adding glucose in pulses every 24 hours, and finally an evaluation of the pH ratio of the medium, inhibitor concentration and a previous exposure of the cells to an acidic pH before fermentation, targeting the production of xylitol. It was possible to conclude that there is a relevant impact of acetic acid on yeast growth. In addition, the carbon source directly influences the adaptation response to the medium with inhibitor, and the development of the strain for the production of metabolites of interest. In fermentation, xylose consumption and xylitol production were affected as the acetate concentration increased. In addition to xylitol, ethanol production was observed in the medium. Another important feature was the consumption of acetic acid by the yeast, and also the relationship between pH and acid inhibition potential. Therefore, M. caribbica was able to consume and transform the sugars that are present in lignocellulosic hydrolysates into products with high added value, such as xylitol.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Biotecnologia IndustrialUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessLeveduras (fungos)FermentaçãoBiomassaAvaliação da levedura Meyerozyma caribbica URM8365 na produção de xilitol em resposta a presença do ácido acéticoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPELICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/52555/3/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD53TEXTDISSERTAÇÃO Victor Emanuel Petrício Guimarães.pdf.txtDISSERTAÇÃO Victor Emanuel Petrício Guimarães.pdf.txtExtracted texttext/plain122164https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/52555/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Victor%20Emanuel%20Petr%c3%adcio%20Guimar%c3%a3es.pdf.txt35743dda51e7dee81b3d2f252abd411fMD54THUMBNAILDISSERTAÇÃO Victor Emanuel Petrício Guimarães.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Victor Emanuel Petrício Guimarães.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1156https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/52555/5/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Victor%20Emanuel%20Petr%c3%adcio%20Guimar%c3%a3es.pdf.jpg815678a4aa7a3f72a46df014c994b3dbMD55ORIGINALDISSERTAÇÃO Victor Emanuel Petrício Guimarães.pdfDISSERTAÇÃO Victor Emanuel Petrício Guimarães.pdfapplication/pdf6641837https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/52555/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Victor%20Emanuel%20Petr%c3%adcio%20Guimar%c3%a3es.pdfec696a9a793860115194811d89e0a8f0MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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