O gesto jardineiro como componente imaterial do jardim histórico
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Desenvolvimento Urbano
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Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/68916 |
Resumo: | O presente estudo parte da compreensão do jardineiro como agente essencial na criação, perduração e fruição do jardim histórico, na medida em que o ato de jardinar envolve saberes específicos corporificados, promovendo um hábito e configurando um gesto que integra a dimensão imaterial do jardim. Esse gesto, orientado na terra, é também compreendido como um movimento de liberdade, capaz de expressar intencionalidade e uma relação sensível com o ambiente, aproximando o jardim da ideia de performance. Questiona-se, assim, se o jardineiro, por meio dessa relação, torna-se tão imprescindível para a apreensão do jardim histórico e sua conservação a ponto de se configurar como parte do bem patrimonial. Observa-se que, na maioria dos jardins históricos brasileiros, esse personagem não é reconhecido institucionalmente, nem há mecanismos de salvaguarda de seu exercício, o que contribui para a degradação do bem cultural. Para discutir a relação imaterial entre jardineiro e jardim histórico a partir de seu gesto, foi necessário o aprofundamento da categoria a partir do diálogo com Merleau-Ponty e Ingold sobre a relação entre saber e hábito, Clément, especificamente sobre o jardineiro e seu papel criativo, e Sennett e Flusser, voltados para o artífice e a dimensão expressiva do gesto. Somado a isso, ocorreu a pesquisa de campo com os jardineiros do Centro Cultural Sítio Roberto Burle Marx (SRBM), um dos últimos espaços remanescentes de jardineiros na esfera pública, analisando a dinâmica da relação jardim-jardineiro por meio de entrevistas, registros visuais e mapeamento, permitindo a identificação do gesto em suas dimensões criativa e conservadora. Os resultados demonstram a indissociabilidade entre jardineiro e jardim histórico, reposicionando o jardineiro nos campos do trabalho, da arte e do patrimônio. |
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FEITOSA JÚNIOR, Wilson de Barroshttp://lattes.cnpq.br/9686441011518820http://lattes.cnpq.br/9554652433700829https://orcid.org/0000-0001-9992-3566https://orcid.org/0000-0002-2750-5354CARNEIRO, Ana Rita Sá2026-05-12T12:40:02Z2026-05-12T12:40:02Z2026-02-26FEITOSA JUNIOR, Wilson de Barros. O gesto jardineiro como componente imaterial do jardim histórico. 2026. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Urbano) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2026.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/68916O presente estudo parte da compreensão do jardineiro como agente essencial na criação, perduração e fruição do jardim histórico, na medida em que o ato de jardinar envolve saberes específicos corporificados, promovendo um hábito e configurando um gesto que integra a dimensão imaterial do jardim. Esse gesto, orientado na terra, é também compreendido como um movimento de liberdade, capaz de expressar intencionalidade e uma relação sensível com o ambiente, aproximando o jardim da ideia de performance. Questiona-se, assim, se o jardineiro, por meio dessa relação, torna-se tão imprescindível para a apreensão do jardim histórico e sua conservação a ponto de se configurar como parte do bem patrimonial. Observa-se que, na maioria dos jardins históricos brasileiros, esse personagem não é reconhecido institucionalmente, nem há mecanismos de salvaguarda de seu exercício, o que contribui para a degradação do bem cultural. Para discutir a relação imaterial entre jardineiro e jardim histórico a partir de seu gesto, foi necessário o aprofundamento da categoria a partir do diálogo com Merleau-Ponty e Ingold sobre a relação entre saber e hábito, Clément, especificamente sobre o jardineiro e seu papel criativo, e Sennett e Flusser, voltados para o artífice e a dimensão expressiva do gesto. Somado a isso, ocorreu a pesquisa de campo com os jardineiros do Centro Cultural Sítio Roberto Burle Marx (SRBM), um dos últimos espaços remanescentes de jardineiros na esfera pública, analisando a dinâmica da relação jardim-jardineiro por meio de entrevistas, registros visuais e mapeamento, permitindo a identificação do gesto em suas dimensões criativa e conservadora. Os resultados demonstram a indissociabilidade entre jardineiro e jardim histórico, reposicionando o jardineiro nos campos do trabalho, da arte e do patrimônio.This study is based on an understanding of the gardener as an essential agent in the creation, continuity, and experience of the historic garden, insofar as the act of gardening involves specific embodied forms of knowledge, fostering a habit and configuring a gesture that belongs to the intangible dimension of the garden. This gesture, grounded in the earth, is also understood as a movement of freedom, capable of expressing intentionality and a sensitive relationship with the environment, thus bringing the garden closer to the idea of performance. This raises the question of whether the gardener, through this relationship, becomes so indispensable to the apprehension of the historic garden and its conservation that they may be understood as part of the heritage asset itself. It is observed that, in most Brazilian historic gardens, the gardener is not institutionally recognized, nor are there safeguarding mechanisms for their practice, which contributes to the degradation of the cultural asset. In order to discuss the intangible relationship between gardener and historic garden through the lens of gesture, it was necessary to deepen this category through dialogue with Merleau-Ponty and Ingold on the relationship between knowledge and habit; with Clément, specifically regarding the gardener and their creative role; and with Sennett and Flusser, focusing on the artisan and the expressive dimension of gesture. Additionally, field research was conducted with the gardeners of the Roberto Burle Marx Site Cultural Center (SRBM), one of the last remaining spaces for gardeners in the public sphere, analyzing the dynamics of the garden–gardener relationship through interviews, visual records, and mapping, enabling the identification of gesture in its creative and preservative dimensions. The results demonstrate the inseparability of the gardener and the historic garden, repositioning the gardener within the fields of labor, art, and cultural heritage.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Desenvolvimento UrbanoUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessGestoJardineiroImaterialidadeJardim HistóricoSítio Burle MarxO gesto jardineiro como componente imaterial do jardim históricoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALTESE Wilson de Barros Feitosa Júnior.pdfTESE Wilson de Barros Feitosa Júnior.pdfapplication/pdf96648619https://attena.ufpe.br/bitstream/123456789/68916/1/TESE%20Wilson%20de%20Barros%20Feitosa%20J%c3%banior.pdf1d8fc0bb08a27498b7f87a8ac82a0827MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://attena.ufpe.br/bitstream/123456789/68916/2/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD52TEXTTESE Wilson de Barros Feitosa Júnior.pdf.txtTESE Wilson de Barros Feitosa Júnior.pdf.txtExtracted texttext/plain551673https://attena.ufpe.br/bitstream/123456789/68916/3/TESE%20Wilson%20de%20Barros%20Feitosa%20J%c3%banior.pdf.txtc655eaa0be80322d6a3a4a08074bd547MD53THUMBNAILTESE Wilson de Barros Feitosa Júnior.pdf.jpgTESE Wilson de Barros Feitosa Júnior.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1714https://attena.ufpe.br/bitstream/123456789/68916/4/TESE%20Wilson%20de%20Barros%20Feitosa%20J%c3%banior.pdf.jpg0324e3730148b60f6c10472e9fc4f9afMD54123456789/689162026-09-10 11:25:53.795oai:attena.ufpe.br:123456789/68916VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIGEgcGFydGlyIGRhIGRhdGEgZGUgZGVww7NzaXRvLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gUmVzdHJpdG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAgZGUgMTkgZGUgZmV2ZXJlaXJvIGRlIDE5OTgsIGFydC4gMjksIGluY2lzbyBJSUksIGF1dG9yaXpvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVybmFtYnVjbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGdyYXR1aXRhbWVudGUsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcGFyYSBmaW5zIGRlIGxlaXR1cmEsIGltcHJlc3PDo28gZS9vdSBkb3dubG9hZCAoYXF1aXNpw6fDo28pIGF0cmF2w6lzIGRvIHNpdGUgZG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBubyBlbmRlcmXDp28gaHR0cDovL3d3dy5yZXBvc2l0b3Jpby51ZnBlLmJyLCBxdWFuZG8gZmluZGFyIG8gcGVyw61vZG8gZGUgZW1iYXJnbyBjb25kaXplbnRlIGFvIHRpcG8gZGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb25mb3JtZSBpbmRpY2FkbyBubyBjYW1wbyBEYXRhIGRlIEVtYmFyZ28uCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212026-09-10T14:25:53Repositório Institucional da UFPE - 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