Efeito do índigo® no desenvolvimento larval e biologia reprodutiva de Aedes aegypti (Diptera: Culicidae)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: SILVA, Tainá Maria Santos da
Orientador(a): SILVA, Márcia Vanusa da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Ciencias Biologicas
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/62428
Resumo: O aumento da incidência de arboviroses, como dengue, Zika e chikungunya, em países tropicais, como o Brasil, ressalta a necessidade de novas estratégias para o controle de Aedes aegypti, principal vetor desses arbovirus. Este estudo avaliou os efeitos do Índigo®, um alcaloide bis-indólico, na biologia reprodutiva e na estrutura celular do mosquito Ae. aegypti. Larvas do 4o instar foram expostas a concentrações de 50, 100 e 150 μg/mL de Índigo® (Sigma-Aldrich®), e um grupo controle foi mantido em água destilada. As larvas eclodidas foram criadas até o estágio adulto para observar o impacto do Índigo® na emergência. A fertilidade dos machos foi avaliada por dissecação do sistema reprodutor, seguido de análises de motilidade e vitalidade espermática, além da contagem do número de espermatozoides. A quantificação das proteínas totais foi realizada pelo método de Bradford (1976). Além disso, o efeito do Índigo® na oviposição foi testado em gaiolas com substratos contendo diferentes concentrações do composto. Análises de docking molecular também foram conduzidas para investigar as interações entre o Índigo® e proteínas de Aedes aegypti. A microscopia óptica e eletrônica de transmissão foram utilizadas para examinar os efeitos do Índigo® nos tecidos intestinais das larvas. Fêmeas expostas ao Índigo® durante a fase larval apresentaram uma redução significativa na fecundidade e fertilidade, com produção média de 150 ± 41 ovos em comparação aos 204 ± 42 ovos no grupo controle. A viabilidade dos ovos também diminuiu em todas as concentrações testadas (50, 100 e 150 μg/mL), com taxas de ovos viáveis de 71%, 62% e 61%, respectivamente, enquanto o grupo controle apresentou 86%. O número de adultos emergidos foi reduzido nas concentrações de 100 e 150 μg/mL, com taxas de metamorfose de 64% e 53%, em comparação aos 80% do grupo controle. Machos expostos ao Índigo® apresentaram redução na motilidade, viabilidade e produção de espermatozoides, com os grupos expostos a 150 μg/mL mostrando motilidade de 5% e vitalidade de 4%, comparado aos 78% e 84%, respectivamente, do grupo controle. A modelagem molecular indicou que o Índigo® tem afinidade por proteínas-chave de Ae. aegypti, como a dopamina N- acetiltransferase (DAT) e a proteína de ligação ao hormônio juvenil (JHBP), e receptor kainato, sugerindo uma interferência nos processos de neurotransmissão e regulação hormonal. Nas análises microscópicas (óptica e de transmissão), foram reveladas desorganização celular, ruptura das microvilosidades e desestruturação das cristas mitocondriais, desorganização significativa no epitélio do intestino médio de larvas expostas ao Índigo®, com perda da borda estriada e da membrana peritrófica, além de pigmentação escura nas células epiteliais. No grupo controle, o epitélio intestinal foi preservado, com células epiteliais cúbicas intactas e mitocôndrias com cristas organizadas. Essas alterações estruturais foram associadas à redução significativa na fecundidade e fertilidade observadas nos testes biológicos. Nos ensaios de oviposição, fêmeas preferiram recipientes tratados com concentrações mais altas de Índigo®, com um índice de atividade de oviposição (IAO) de +0,58 em 200 μg/mL. Resultados em campo simulado mostraram que recipientes tratados com 400 μg/mL de Índigo® coletaram 70% dos ovos, sugerindo que o composto pode ser uma ferramenta eficaz no controle integrado de vetores. Assim, o Índigo® se mostrou uma alternativa promissora no controle populacional de Ae. aegypti e, consequentemente, na redução da transmissão de arboviroses.
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Larvas do 4o instar foram expostas a concentrações de 50, 100 e 150 μg/mL de Índigo® (Sigma-Aldrich®), e um grupo controle foi mantido em água destilada. As larvas eclodidas foram criadas até o estágio adulto para observar o impacto do Índigo® na emergência. A fertilidade dos machos foi avaliada por dissecação do sistema reprodutor, seguido de análises de motilidade e vitalidade espermática, além da contagem do número de espermatozoides. A quantificação das proteínas totais foi realizada pelo método de Bradford (1976). Além disso, o efeito do Índigo® na oviposição foi testado em gaiolas com substratos contendo diferentes concentrações do composto. Análises de docking molecular também foram conduzidas para investigar as interações entre o Índigo® e proteínas de Aedes aegypti. A microscopia óptica e eletrônica de transmissão foram utilizadas para examinar os efeitos do Índigo® nos tecidos intestinais das larvas. Fêmeas expostas ao Índigo® durante a fase larval apresentaram uma redução significativa na fecundidade e fertilidade, com produção média de 150 ± 41 ovos em comparação aos 204 ± 42 ovos no grupo controle. A viabilidade dos ovos também diminuiu em todas as concentrações testadas (50, 100 e 150 μg/mL), com taxas de ovos viáveis de 71%, 62% e 61%, respectivamente, enquanto o grupo controle apresentou 86%. O número de adultos emergidos foi reduzido nas concentrações de 100 e 150 μg/mL, com taxas de metamorfose de 64% e 53%, em comparação aos 80% do grupo controle. Machos expostos ao Índigo® apresentaram redução na motilidade, viabilidade e produção de espermatozoides, com os grupos expostos a 150 μg/mL mostrando motilidade de 5% e vitalidade de 4%, comparado aos 78% e 84%, respectivamente, do grupo controle. A modelagem molecular indicou que o Índigo® tem afinidade por proteínas-chave de Ae. aegypti, como a dopamina N- acetiltransferase (DAT) e a proteína de ligação ao hormônio juvenil (JHBP), e receptor kainato, sugerindo uma interferência nos processos de neurotransmissão e regulação hormonal. Nas análises microscópicas (óptica e de transmissão), foram reveladas desorganização celular, ruptura das microvilosidades e desestruturação das cristas mitocondriais, desorganização significativa no epitélio do intestino médio de larvas expostas ao Índigo®, com perda da borda estriada e da membrana peritrófica, além de pigmentação escura nas células epiteliais. No grupo controle, o epitélio intestinal foi preservado, com células epiteliais cúbicas intactas e mitocôndrias com cristas organizadas. Essas alterações estruturais foram associadas à redução significativa na fecundidade e fertilidade observadas nos testes biológicos. Nos ensaios de oviposição, fêmeas preferiram recipientes tratados com concentrações mais altas de Índigo®, com um índice de atividade de oviposição (IAO) de +0,58 em 200 μg/mL. Resultados em campo simulado mostraram que recipientes tratados com 400 μg/mL de Índigo® coletaram 70% dos ovos, sugerindo que o composto pode ser uma ferramenta eficaz no controle integrado de vetores. Assim, o Índigo® se mostrou uma alternativa promissora no controle populacional de Ae. aegypti e, consequentemente, na redução da transmissão de arboviroses.The increasing incidence of arboviral diseases, such as dengue, Zika, and chikungunya, in tropical countries like Brazil, highlights the need for new strategies to control Aedes aegypti, the primary vector of these arboviruses. This study evaluated the effects of Indigo®, a bis-indole alkaloid, on the reproductive biology and cellular structure of Ae. aegypti mosquitoes. Fourth instar larvae were exposed to concentrations of 50, 100, and 150 μg/mL of Indigo® (Sigma-Aldrich®), and a control group was maintained in distilled water. The hatched larvae were reared to the adult stage to observe the impact of Indigo® on emergence. Male fertility was assessed by dissection of the reproductive system, followed by analysis of sperm motility and viability, as well as sperm count. Total protein quantification was performed using the Bradford method (1976). Additionally, the effect of Indigo® on oviposition was tested in cages with substrates containing different concentrations of the compound. Molecular docking analyses were also conducted to investigate interactions between Indigo® and Aedes aegypti proteins. Optical and transmission electron microscopy were used to examine the effects of Indigo® on the intestinal tissues of larvae. Females exposed to Indigo® during the larval phase exhibited a significant reduction in fecundity and fertility, with an average of 150 ± 41 eggs compared to 204 ± 42 eggs in the control group. Egg viability also decreased at all tested concentrations (50, 100, and 150 μg/mL), with viable egg rates of 71%, 62%, and 61%, respectively, while the control group showed 86%. The number of adults that emerged was reduced at concentrations of 100 and 150 μg/mL, with metamorphosis rates of 64% and 53%, compared to 80% in the control group. Males exposed to Indigo® exhibited reduced motility, viability, and sperm production, with groups exposed to 150 μg/mL showing 5% motility and 4% viability, compared to 78% and 84%, respectively, in the control group. Molecular modeling indicated that Indigo® has an affinity for key Ae. aegypti proteins, such as dopamine N-acetyltransferase (DAT), juvenile hormone- binding protein (JHBP), and kainate receptor, suggesting interference with neurotransmission and hormonal regulation processes. Microscopic analyses (optical and transmission) revealed cellular disorganization, rupture of microvilli, and disruption of mitochondrial cristae, with significant disorganization in the midgut epithelium of larvae exposed to Indigo®, including loss of the striated border and the peritrophic membrane, as well as dark pigmentation in epithelial cells. In the control group, the intestinal epithelium was preserved, with intact cuboidal epithelial cells and mitochondria exhibiting organized cristae. These structural changes were associated with the significant reduction in fecundity and fertility observed in the biological tests. In oviposition assays, females preferred containers treated with higher concentrations of Indigo®, with an oviposition activity index (OAI) of +0.58 at 200 μg/mL. Results from a simulated field trial showed that containers treated with 400 μg/mL of Indigo® collected 70% of the eggs, suggesting that the compound could be an effective tool in integrated vector control. Thus, Indigo® appears to be a promising alternative for the population control of Ae. aegypti and, consequently, for reducing the transmission of arboviral diseases.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Ciencias BiologicasUFPEBrasilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/embargoedAccessÍndigo®FecundidadeFertilidadeControle de vetoresArbovirosesEfeito do índigo® no desenvolvimento larval e biologia reprodutiva de Aedes aegypti (Diptera: Culicidae)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPECC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/62428/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52ORIGINALTESE Tainá Maria Santos da Silva.pdfTESE Tainá Maria Santos da Silva.pdfapplication/pdf2228952https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/62428/1/TESE%20Tain%c3%a1%20Maria%20Santos%20da%20Silva.pdf0c57b73d03aa9b22302fc91d9e4596f7MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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