Educação Matemática Decolonial na perspectiva de professoras/es indígenas Xukuru

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: VERÍSSIMO, Thaís Emanuela de Oliveira
Orientador(a): MONTEIRO, Carlos Eduardo Ferreira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Educacao Matematica e Tecnologica
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/63359
Resumo: Os povos originários das Américas, durante muitos séculos, experienciaram uma Educação segundo suas cosmovisões. Contudo, com as invasões de seus territórios, esses povos sofreram e ainda sofrem os impactos de sistemas colonialistas que objetivavam destruir seus conhecimentos, cultura e suas perspectivas de vida. No Brasil, as escolas implantadas para esses povos desde o início da colonização e durante quase todo século 20 foram usadas como uma ferramenta para a consolidação desse sistema colonial/moderno, por meio da política assimilacionista que objetivava a integração dos povos indígenas. No entanto, a partir de processos de retomada liderados pelos indígenas, foi conquistado o direito à Educação Escolar Indígena (EEI), reconhecida constitucionalmente, a qual visa efetivar processos de interculturalidade que atribuam equidade aos conhecimentos escolares e os conhecimentos dos povos indígenas. Este projeto de pesquisa, portanto, emerge da perspectiva de que a Educação Matemática, enquanto área de conhecimento escolar, necessita de um giro decolonial e, assim, incorporar discussões que questionem a visão de mundo colonial/moderna, que propõe consumir a terra como recursos naturais. Sob a perspectiva decolonial e da cosmovisão indígena, a Educação Matemática poderia atentar para outros modos de vida. O povo Xukuru do Ororubá é uma das maiores etnias do estado de Pernambuco e um dos povos mais articulados politicamente no país. Eles têm mantido e semeado sua cosmovisão, buscando a proteção de seu território/natureza, o que reflete no seu sistema de EEI, que tem, aos poucos, insurgido sobre propostas educacionais eurocêntricas. Este estudo teve por objetivo geral compreender como a Educação Matemática nas Escolas Xukuru tem se constituído a partir da sua cosmovisão indígena. O desenho metodológico teve uma abordagem qualitativa com aspectos etnográficos, que enfatizaram a necessidade de estar atento ao campo da pesquisa. Os principais instrumentos de produção de dados foram as entrevistas e as observações, com registro de áudio, escritos e fotográficos. O método para a análise dos dados foram os Ciclos de Codificação de Saldaña e para auxílio utilizamos o software Atlas.TI de tratamento de dados qualitativos. As principais considerações conclusivas deste estudo consideram que ao passo que políticas contra ou desfavoráveis à EEI Xukuru são impostas, como o Currículo de Pernambuco e o livro didático de Matemática, a Escola Xukuru resiste e ressignifica os processos educacionais, à medida que busca o fortalecimento identitário e a valorização da comunidade, onde espiritualidade, ancestralidade, natureza e território são dimensões que sustentam a formação dos Xukuru. Nesse processo, as professoras de Matemática enfrentam um trabalho duplo, além de planejarem suas aulas, precisam articular os conhecimentos/contextos indígenas com os conhecimentos matemáticos, o que desperta sentimentos de compromisso e orgulho cultural, mas também de frustração visto as limitações do sistema hegemônico, a falta de suporte do estado e a desvalorização do professor indígena. O ensino de Matemática articulado à cosmovisão Xukuru é evidenciado principalmente a partir da Matemática da Roça e das pinturas corporais. Há também espaços outros, como as eletivas e a Horta Pedagógica, que de modo interdisciplinar podem ser espaços potenciais para realizar essas articulações entre Matemática e cosmovisão Xukuru.
id UFPE_7e9777c702cb271043cd565ad7ca962f
oai_identifier_str oai:repositorio.ufpe.br:123456789/63359
network_acronym_str UFPE
network_name_str Repositório Institucional da UFPE
repository_id_str
spelling VERÍSSIMO, Thaís Emanuela de Oliveirahttp://lattes.cnpq.br/1932349483784470http://lattes.cnpq.br/8396243868031773http://lattes.cnpq.br/8817258970099014MONTEIRO, Carlos Eduardo FerreiraROCHA, Cristiane de Arimatéa2025-05-26T14:18:36Z2025-05-26T14:18:36Z2025-01-31VERÍSSIMO, Thaís Emanuela de Oliveira. Educação Matemática Decolonial na perspectiva de professoras/es indígenas Xukuru. 2025. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática e Tecnológica) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/63359Os povos originários das Américas, durante muitos séculos, experienciaram uma Educação segundo suas cosmovisões. Contudo, com as invasões de seus territórios, esses povos sofreram e ainda sofrem os impactos de sistemas colonialistas que objetivavam destruir seus conhecimentos, cultura e suas perspectivas de vida. No Brasil, as escolas implantadas para esses povos desde o início da colonização e durante quase todo século 20 foram usadas como uma ferramenta para a consolidação desse sistema colonial/moderno, por meio da política assimilacionista que objetivava a integração dos povos indígenas. No entanto, a partir de processos de retomada liderados pelos indígenas, foi conquistado o direito à Educação Escolar Indígena (EEI), reconhecida constitucionalmente, a qual visa efetivar processos de interculturalidade que atribuam equidade aos conhecimentos escolares e os conhecimentos dos povos indígenas. Este projeto de pesquisa, portanto, emerge da perspectiva de que a Educação Matemática, enquanto área de conhecimento escolar, necessita de um giro decolonial e, assim, incorporar discussões que questionem a visão de mundo colonial/moderna, que propõe consumir a terra como recursos naturais. Sob a perspectiva decolonial e da cosmovisão indígena, a Educação Matemática poderia atentar para outros modos de vida. O povo Xukuru do Ororubá é uma das maiores etnias do estado de Pernambuco e um dos povos mais articulados politicamente no país. Eles têm mantido e semeado sua cosmovisão, buscando a proteção de seu território/natureza, o que reflete no seu sistema de EEI, que tem, aos poucos, insurgido sobre propostas educacionais eurocêntricas. Este estudo teve por objetivo geral compreender como a Educação Matemática nas Escolas Xukuru tem se constituído a partir da sua cosmovisão indígena. O desenho metodológico teve uma abordagem qualitativa com aspectos etnográficos, que enfatizaram a necessidade de estar atento ao campo da pesquisa. Os principais instrumentos de produção de dados foram as entrevistas e as observações, com registro de áudio, escritos e fotográficos. O método para a análise dos dados foram os Ciclos de Codificação de Saldaña e para auxílio utilizamos o software Atlas.TI de tratamento de dados qualitativos. As principais considerações conclusivas deste estudo consideram que ao passo que políticas contra ou desfavoráveis à EEI Xukuru são impostas, como o Currículo de Pernambuco e o livro didático de Matemática, a Escola Xukuru resiste e ressignifica os processos educacionais, à medida que busca o fortalecimento identitário e a valorização da comunidade, onde espiritualidade, ancestralidade, natureza e território são dimensões que sustentam a formação dos Xukuru. Nesse processo, as professoras de Matemática enfrentam um trabalho duplo, além de planejarem suas aulas, precisam articular os conhecimentos/contextos indígenas com os conhecimentos matemáticos, o que desperta sentimentos de compromisso e orgulho cultural, mas também de frustração visto as limitações do sistema hegemônico, a falta de suporte do estado e a desvalorização do professor indígena. O ensino de Matemática articulado à cosmovisão Xukuru é evidenciado principalmente a partir da Matemática da Roça e das pinturas corporais. Há também espaços outros, como as eletivas e a Horta Pedagógica, que de modo interdisciplinar podem ser espaços potenciais para realizar essas articulações entre Matemática e cosmovisão Xukuru.The Indigenous peoples of the Americas have experienced education according to their cosmovision for many centuries. However, with the invasions of their territories, these peoples have suffered—and continue to suffer—the impacts of colonial systems aimed at destroying their knowledge, culture, and ways of life. In Brazil, schools established for these peoples since the beginning of colonization and throughout most of the 20th century were used as tools for consolidating this colonial/modern system through assimilationist policies designed to integrate Indigenous peoples. Nevertheless, through Indigenous-led resistance movements, the right to Indigenous School Education (EEI) was constitutionally recognized, aiming to establish intercultural processes that ensure equity between school knowledge and Indigenous knowledge. This research project emerges from the perspective that Mathematics Education, as a school subject, requires a decolonial shift by incorporating discussions that challenge the colonial/modern worldview, which regards the land as source of natural resources. From a decolonial and Indigenous cosmovision perspective, Mathematics Education could embrace alternative ways of life. The Xukuru people of Ororubá, one of the largest Indigenous groups in the state of Pernambuco and among the most politically engaged in the country, have preserved and cultivated their cosmovision, seeking to protect their territory and natural environment. This commitment is reflected in their Indigenous School Education system, which has gradually challenged Eurocentric educational models. The general objective of this study was to understand how Mathematics Education in Xukuru schools is shaped by their Indigenous cosmovision. The methodological approach was qualitative with ethnographic aspects, emphasizing the importance of attentiveness to the research field. The main data collection instruments were interviews and observations, documented through audio recordings, written notes, and photographs. Data analysis was conducted using Saldaña’s Coding Cycles, supported by the qualitative data analysis software Atlas.TI. The key findings of this study indicate that, while policies unfavorable to Xukuru EEI—such as the Pernambuco Curriculum and conventional Mathematics textbooks—are imposed, Xukuru schools resist and reinterpret educational processes by fostering identity strengthening and community valorization. In this context, spirituality, ancestry, nature, and territory are fundamental dimensions in the education of the Xukuru people. Mathematics teachers face a dual challenge: in addition to lesson planning, they must integrate Indigenous knowledge and contexts with mathematical concepts. This work generates feelings of commitment and cultural pride but also frustration due to the limitations of the hegemonic system, lack of state support, and the undervaluation of Indigenous teachers. The articulation of Mathematics Education with the Xukuru cosmovision is primarily evident in agricultural mathematics and body painting practices. Additionally, interdisciplinary spaces such as elective courses and the Pedagogical Garden serve as potential areas for linking Mathematics with the Xukuru cosmovision.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Educacao Matematica e TecnologicaUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessPovo Xukuru do OrorubáCosmovisão indígenaDecolonialidadeEducação MatemáticaEducação Escolar IndígenaEducação Matemática Decolonial na perspectiva de professoras/es indígenas Xukuruinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Thais Emanuela de Oliveira Verissimo.pdfDISSERTAÇÃO Thais Emanuela de Oliveira Verissimo.pdfapplication/pdf4879552https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63359/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Thais%20Emanuela%20de%20Oliveira%20Verissimo.pdfc2b357fb6bad7b1588ee447aaf2064f9MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63359/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63359/3/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD53TEXTDISSERTAÇÃO Thais Emanuela de Oliveira Verissimo.pdf.txtDISSERTAÇÃO Thais Emanuela de Oliveira Verissimo.pdf.txtExtracted texttext/plain386935https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63359/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Thais%20Emanuela%20de%20Oliveira%20Verissimo.pdf.txtc5055ed85a361138427cd7d3d14222a1MD54THUMBNAILDISSERTAÇÃO Thais Emanuela de Oliveira Verissimo.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Thais Emanuela de Oliveira Verissimo.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1236https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63359/5/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Thais%20Emanuela%20de%20Oliveira%20Verissimo.pdf.jpg53caaccecafda1ea60440ca538dbcf1aMD55123456789/633592025-05-27 02:32:22.091oai:repositorio.ufpe.br:123456789/63359VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIGEgcGFydGlyIGRhIGRhdGEgZGUgZGVww7NzaXRvLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gUmVzdHJpdG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAgZGUgMTkgZGUgZmV2ZXJlaXJvIGRlIDE5OTgsIGFydC4gMjksIGluY2lzbyBJSUksIGF1dG9yaXpvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVybmFtYnVjbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGdyYXR1aXRhbWVudGUsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcGFyYSBmaW5zIGRlIGxlaXR1cmEsIGltcHJlc3PDo28gZS9vdSBkb3dubG9hZCAoYXF1aXNpw6fDo28pIGF0cmF2w6lzIGRvIHNpdGUgZG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBubyBlbmRlcmXDp28gaHR0cDovL3d3dy5yZXBvc2l0b3Jpby51ZnBlLmJyLCBxdWFuZG8gZmluZGFyIG8gcGVyw61vZG8gZGUgZW1iYXJnbyBjb25kaXplbnRlIGFvIHRpcG8gZGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb25mb3JtZSBpbmRpY2FkbyBubyBjYW1wbyBEYXRhIGRlIEVtYmFyZ28uCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-05-27T05:32:22Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Educação Matemática Decolonial na perspectiva de professoras/es indígenas Xukuru
title Educação Matemática Decolonial na perspectiva de professoras/es indígenas Xukuru
spellingShingle Educação Matemática Decolonial na perspectiva de professoras/es indígenas Xukuru
VERÍSSIMO, Thaís Emanuela de Oliveira
Povo Xukuru do Ororubá
Cosmovisão indígena
Decolonialidade
Educação Matemática
Educação Escolar Indígena
title_short Educação Matemática Decolonial na perspectiva de professoras/es indígenas Xukuru
title_full Educação Matemática Decolonial na perspectiva de professoras/es indígenas Xukuru
title_fullStr Educação Matemática Decolonial na perspectiva de professoras/es indígenas Xukuru
title_full_unstemmed Educação Matemática Decolonial na perspectiva de professoras/es indígenas Xukuru
title_sort Educação Matemática Decolonial na perspectiva de professoras/es indígenas Xukuru
author VERÍSSIMO, Thaís Emanuela de Oliveira
author_facet VERÍSSIMO, Thaís Emanuela de Oliveira
author_role author
dc.contributor.authorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/1932349483784470
dc.contributor.advisorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/8396243868031773
dc.contributor.advisor-coLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/8817258970099014
dc.contributor.author.fl_str_mv VERÍSSIMO, Thaís Emanuela de Oliveira
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv MONTEIRO, Carlos Eduardo Ferreira
dc.contributor.advisor-co1.fl_str_mv ROCHA, Cristiane de Arimatéa
contributor_str_mv MONTEIRO, Carlos Eduardo Ferreira
ROCHA, Cristiane de Arimatéa
dc.subject.por.fl_str_mv Povo Xukuru do Ororubá
Cosmovisão indígena
Decolonialidade
Educação Matemática
Educação Escolar Indígena
topic Povo Xukuru do Ororubá
Cosmovisão indígena
Decolonialidade
Educação Matemática
Educação Escolar Indígena
description Os povos originários das Américas, durante muitos séculos, experienciaram uma Educação segundo suas cosmovisões. Contudo, com as invasões de seus territórios, esses povos sofreram e ainda sofrem os impactos de sistemas colonialistas que objetivavam destruir seus conhecimentos, cultura e suas perspectivas de vida. No Brasil, as escolas implantadas para esses povos desde o início da colonização e durante quase todo século 20 foram usadas como uma ferramenta para a consolidação desse sistema colonial/moderno, por meio da política assimilacionista que objetivava a integração dos povos indígenas. No entanto, a partir de processos de retomada liderados pelos indígenas, foi conquistado o direito à Educação Escolar Indígena (EEI), reconhecida constitucionalmente, a qual visa efetivar processos de interculturalidade que atribuam equidade aos conhecimentos escolares e os conhecimentos dos povos indígenas. Este projeto de pesquisa, portanto, emerge da perspectiva de que a Educação Matemática, enquanto área de conhecimento escolar, necessita de um giro decolonial e, assim, incorporar discussões que questionem a visão de mundo colonial/moderna, que propõe consumir a terra como recursos naturais. Sob a perspectiva decolonial e da cosmovisão indígena, a Educação Matemática poderia atentar para outros modos de vida. O povo Xukuru do Ororubá é uma das maiores etnias do estado de Pernambuco e um dos povos mais articulados politicamente no país. Eles têm mantido e semeado sua cosmovisão, buscando a proteção de seu território/natureza, o que reflete no seu sistema de EEI, que tem, aos poucos, insurgido sobre propostas educacionais eurocêntricas. Este estudo teve por objetivo geral compreender como a Educação Matemática nas Escolas Xukuru tem se constituído a partir da sua cosmovisão indígena. O desenho metodológico teve uma abordagem qualitativa com aspectos etnográficos, que enfatizaram a necessidade de estar atento ao campo da pesquisa. Os principais instrumentos de produção de dados foram as entrevistas e as observações, com registro de áudio, escritos e fotográficos. O método para a análise dos dados foram os Ciclos de Codificação de Saldaña e para auxílio utilizamos o software Atlas.TI de tratamento de dados qualitativos. As principais considerações conclusivas deste estudo consideram que ao passo que políticas contra ou desfavoráveis à EEI Xukuru são impostas, como o Currículo de Pernambuco e o livro didático de Matemática, a Escola Xukuru resiste e ressignifica os processos educacionais, à medida que busca o fortalecimento identitário e a valorização da comunidade, onde espiritualidade, ancestralidade, natureza e território são dimensões que sustentam a formação dos Xukuru. Nesse processo, as professoras de Matemática enfrentam um trabalho duplo, além de planejarem suas aulas, precisam articular os conhecimentos/contextos indígenas com os conhecimentos matemáticos, o que desperta sentimentos de compromisso e orgulho cultural, mas também de frustração visto as limitações do sistema hegemônico, a falta de suporte do estado e a desvalorização do professor indígena. O ensino de Matemática articulado à cosmovisão Xukuru é evidenciado principalmente a partir da Matemática da Roça e das pinturas corporais. Há também espaços outros, como as eletivas e a Horta Pedagógica, que de modo interdisciplinar podem ser espaços potenciais para realizar essas articulações entre Matemática e cosmovisão Xukuru.
publishDate 2025
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2025-05-26T14:18:36Z
dc.date.available.fl_str_mv 2025-05-26T14:18:36Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2025-01-31
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv VERÍSSIMO, Thaís Emanuela de Oliveira. Educação Matemática Decolonial na perspectiva de professoras/es indígenas Xukuru. 2025. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática e Tecnológica) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/63359
identifier_str_mv VERÍSSIMO, Thaís Emanuela de Oliveira. Educação Matemática Decolonial na perspectiva de professoras/es indígenas Xukuru. 2025. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática e Tecnológica) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
url https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/63359
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pos Graduacao em Educacao Matematica e Tecnologica
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFPE
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPE
instname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron:UFPE
instname_str Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron_str UFPE
institution UFPE
reponame_str Repositório Institucional da UFPE
collection Repositório Institucional da UFPE
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63359/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Thais%20Emanuela%20de%20Oliveira%20Verissimo.pdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63359/2/license_rdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63359/3/license.txt
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63359/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Thais%20Emanuela%20de%20Oliveira%20Verissimo.pdf.txt
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63359/5/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Thais%20Emanuela%20de%20Oliveira%20Verissimo.pdf.jpg
bitstream.checksum.fl_str_mv c2b357fb6bad7b1588ee447aaf2064f9
e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34
5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973
c5055ed85a361138427cd7d3d14222a1
53caaccecafda1ea60440ca538dbcf1a
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
repository.mail.fl_str_mv attena@ufpe.br
_version_ 1862741816825085952