Análise metabonômica do extrato etanólico das folhas de pitangueira (Eugenia uniflora L.) em função da sazonalidade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: NASCIMENTO, Chaianne Kaialle da Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Quimica
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
PCA
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67007
Resumo: Plantas vem sendo utilizadas com finalidade medicinal desde os primórdios da sociedade. Uma dessas plantas medicinais é a Eugenia uniflora L. conhecida popularmente como pitangueira. Nesse estudo, o foco está relacionado a influência da sazonalidade na composição química das folhas dessa planta, observando assim, a tendência de separação natural dessas amostras em função dos metabólitos que a compõem. Para isso, foram utilizadas 14 amostras de extrato etanólico 50% de folhas de Eugenia uniflora L. (de diversos meses do ano), as quais foram analisadas por meio da espectroscopia de ressonância magnética nuclear de H1 com o auxílio da sequência de pulso NOESY. Os espectros foram coletados num espectrômetro Bruker Avance, operando a 400 MHz e temperatura de 25°C. Os dados foram pré processados no Mestrenova 12.0 e depois seguiram para o Metaboanalyst 6.0, no qual foram realizadas as análises exploratórias: Análise de componentes principais (PCA), análise hierárquica de cluster (HCA) e Heatmap, por meio dos quais foram construídos os modelos metabonômicos. Os resultados apresentados nos 3 tipos de análise mostraram a tendência de formação de dois grupos, sendo que na PCA, as 25 principais variáveis indicaram que a classe 1 apresentava um maior teor de polifenóis. A HCA corroborou com os dados da PCA. No heatmap foram apresentadas outras 25 variáveis como mais relevantes, as quais apontaram que as amostras pertencentes a outra classe (2) apresentaram um maior teor de terpenos. Assim, os extratos da classe 1 apresentaram maior teor fenólico e menor concentração de terpenos, o que se mostrou contrário para as amostras da classe 2. Esses dados mostraram que as condições as quais a planta é submetida ao decorrer do ano, influenciam diretamente na sua composição metabólica.
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