Repercussões histológicas da esquistossomose mansônica em fêmur de camundongos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Vasconcelos Mesquita, Gerardo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3142
Resumo: A esquistossomose mansônica continua um problema mundial, sendo preocupante o número de portadores da forma hepatoesplênica, que apresenta como fator principal de morbidade a hipertensão porta. A densitometria tem sido usada como forma de avaliar a presença de comprometimento ósseo concomitante. Foram constatados hipodesenvolvimento, déficit de conteúdo mineral ósseo (BMD) e alterações da reserva funcional hepática interferindo no metabolismo dos íons cálcio e magnésio; sendo possível que tais alterações sejam também encontradas na estrutura do osso. O objetivo desta pesquisa foi avaliar histomorfometricamente as repercussões da esquistossomose mansônica no s fêmures de camundongos infectados. Foi realizada análise microscópica, descrevendo-se o as alterações histológicas, levando-se em consideração as alterações das áreas de osso e das trabéculas, antes e decorridos 120 dias da infestação. As áreas foram medidas por aerofotogrametria e planimetria. Utilizou- se o teste t de Student para avaliação de diferenças entre médias. As médias das áreas trabecular e óssea foram mais elevadas no grupo infectado, todavia, a diferença foi significante apenas para a área óssea (p < 0,05). Pode- se concluir que as médias das áreas ósseas e trabecular dos cortes dos fêmures dos camundongos infectados foram maiores, quando comparada à do gr upo controle. A provável explicação para este achado é a evidente reorganização na arquitetura óssea das lâminas estudadas; caracterizada pela presença de atividade osteoblástica com redirecionamento celular ao redor das trabéculas ósseas visualizada em todas as lâminas dos animais infectados. Isto sugere uma tentativa de reparação óssea na área medular. A ausência de osteoclastos nas preparações de lâminas dos animais infectados demonstrou que o mecanismo de desmineralização, que se percebe, não é induzido pela osteoporose clássica. Fica indefinido o mecanismo que aciona o processo de remodelação óssea, uma vez que o mecanismo conhecido está diretamente relacionado com a presença de osteoclastos na área afetada
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