Escrita conventual: raízes da literatura de autoria feminina na América Hispânica
| Ano de defesa: | 2014 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/13289 |
Resumo: | O presente estudo tem como foco os escritos de freiras místicas hispano-americanas do período colonial. Escolhemos para compor o corpus da pesquisa quatro autoras que viveram entre os séculos XVII e XVIII: Josefa del Castillo, Úrsula Suárez, Gertrudes de San Idelfonso e María de San José. Estas freiras, que iniciam a genealogia de mulheres escritoras no Novo Mundo, compoem registros autobiográficos em que são descritas suas vocações religiosas, suas manifestações de elevação mística e seus vínculos com o divino. Estas memórias, cujos antecedentes podem ser encontrados em textos medievais como os de Hildegarda de Bingen, das beguinas como Margarita Porete e Catalina de Siena, constituem um subgênero da autobiografia. Não se trata, porém, de autobiografias definidas pela busca do autoconhecimento, tal como seria a característica do gênero a partir do século XVIII. O que estes textos revelam são as imposiçoes de uma figura onipresente que lê, censura e autoriza: o confessor. Marcada pela hierarquia, esta relação entre autora e confessor caracteriza o conjunto de escritos abordado nesta tese. Enclausuradas em suas celas, estas mulheres produzem obras que trazem à tona os modos em que o gênero se articula com o discurso místico, com as concepções de corpo e com os graus da experiência sagrada. Para analisar estes aspectos, neste estudo utilizamos um referencial teórico relativo à filosofia da religião, à história colonial, à história da igreja hispânica e aos estudos de gênero. Desta forma pretendemos contribuir para o resgate destas autoras que permaneceram durante muito tempo invisibilizadas e que hoje, a partir de novas perspectivas, permitem refletir sobre as singularidades da experiência feminina e sua relação com as letras e com o mundo. |
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Escrita conventual: raízes da literatura de autoria feminina na América HispânicaAutobiografiaLiteratura hispano-americanaMísticaO presente estudo tem como foco os escritos de freiras místicas hispano-americanas do período colonial. Escolhemos para compor o corpus da pesquisa quatro autoras que viveram entre os séculos XVII e XVIII: Josefa del Castillo, Úrsula Suárez, Gertrudes de San Idelfonso e María de San José. Estas freiras, que iniciam a genealogia de mulheres escritoras no Novo Mundo, compoem registros autobiográficos em que são descritas suas vocações religiosas, suas manifestações de elevação mística e seus vínculos com o divino. Estas memórias, cujos antecedentes podem ser encontrados em textos medievais como os de Hildegarda de Bingen, das beguinas como Margarita Porete e Catalina de Siena, constituem um subgênero da autobiografia. Não se trata, porém, de autobiografias definidas pela busca do autoconhecimento, tal como seria a característica do gênero a partir do século XVIII. O que estes textos revelam são as imposiçoes de uma figura onipresente que lê, censura e autoriza: o confessor. Marcada pela hierarquia, esta relação entre autora e confessor caracteriza o conjunto de escritos abordado nesta tese. Enclausuradas em suas celas, estas mulheres produzem obras que trazem à tona os modos em que o gênero se articula com o discurso místico, com as concepções de corpo e com os graus da experiência sagrada. Para analisar estes aspectos, neste estudo utilizamos um referencial teórico relativo à filosofia da religião, à história colonial, à história da igreja hispânica e aos estudos de gênero. Desta forma pretendemos contribuir para o resgate destas autoras que permaneceram durante muito tempo invisibilizadas e que hoje, a partir de novas perspectivas, permitem refletir sobre as singularidades da experiência feminina e sua relação com as letras e com o mundo.Universidade Federal de PernambucoCordiviola, Alfredo Adolfo Oliveira, Karine da Rocha2015-04-17T12:58:37Z2015-04-17T12:58:37Z2014-02-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/13289porAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2019-10-25T21:01:46Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/13289Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T21:01:46Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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