Perturbações antrópicas e a produtividade primária na caatinga, Pernambuco, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: KULKA, Daniele Duarte
Orientador(a): TABARELLI, Marcelo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Biologia Vegetal
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/49511
Resumo: A produtividade primária líquida busca compreender a dinâmica dos ecossistemas através da produção e decomposição da serapilheira, sendo extremamente importante nas Florestas Tropicais Secas. O processo de decomposição é importante como fonte de nutrientes para comunidades florestais, pois determinam o fluxo de carbono e nutrientes (N, P, K, Ca e Mg) no solo. No entanto, a produção e decomposição da serapilheira são afetadas negativamente em ambientes antropizados com aumento da taxa de decomposição e diminuição do estoque final de nutrientes que retornarão ao solo. Portanto, este trabalho teve como objetivos: i) estimar a produção de serapilheira da Caatinga e estimar os fluxos de carbono e nutrientes relacionando-a com o uso da terra, condição climática e idade de regeneração florestal e ii) investigar como a precipitação e os distúrbios crônicos influenciam na decomposição foliar e alterações químicas da serapilheira através da dinâmica de C, N e P. O estudo foi realizado em 28 parcelas no Parque Nacional do Catimbau, na rede de parcelas permanente do PELD (Projeto de Extensão de Longa Duração), Catimbau, onde 13 parcelas com diferentes idades (10 a 76 anos) de regeneração e histórico de uso agrícola semelhante e 15 parcelas ao longo de um gradiente de precipitação de 510 a 940 mm e sem histórico de uso agrícola e classificadas num índice de perturbação antropogênica que varia de 0 a 100. A deposição de serapilheira foi registrada mensalmente a partir de cinco armadilhas de 0,5 m2 colocadas a 0,5 m acima do solo em cada parcela durante quatro anos. Para a velocidade de decomposição de serapilheira foram utilizadas amostras de folhas senescentes e utilizou-se a técnica litter bags. Foram estimadas para todas as amostras a perda de massa no início e após 360 dias de decomposição (coletas mensais). A média anual de serapilheira foi de 0,193 Mg ha-1 ano-1, variando entre 0,0035 e 0,564 Mg ha-1 ano-1. As diferenças na deposição de serapilheira foram significativas ao longo da cronossequência, mas o valor médio foi semelhante nas florestas maduras. Para a decomposição, os resultados evidenciam que a massa remanescente do experimento em 35,7% das parcelas em florestas maduras foi abaixo de 50% após 150 dias. Por outro lado, 57,1% das parcelas destas florestas maduras apresentaram massa remanescente abaixo de 50% após 210 dias, com padrão semelhante para as florestas em regeneração. Nosso estudo confirmou que a produção de serapilheira na Caatinga foi influenciada pela sazonalidade e pelos estágios sucessionais. Os distúrbios antrópicos afetaram negativamente a concentração de C, N e Mg nas florestas maduras. Já nas florestas em regeneração houve aumento na concentração de N e Ca quanto maior a cronossequência. No entanto, quanto mais avançado o processo de regeneração da floresta, menor a retenção de P na massa remanescente da serapilheira. Assim, este tema merece grande atenção, principalmente o escoamento de nutrientes pelas atividades humanas.
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No entanto, a produção e decomposição da serapilheira são afetadas negativamente em ambientes antropizados com aumento da taxa de decomposição e diminuição do estoque final de nutrientes que retornarão ao solo. Portanto, este trabalho teve como objetivos: i) estimar a produção de serapilheira da Caatinga e estimar os fluxos de carbono e nutrientes relacionando-a com o uso da terra, condição climática e idade de regeneração florestal e ii) investigar como a precipitação e os distúrbios crônicos influenciam na decomposição foliar e alterações químicas da serapilheira através da dinâmica de C, N e P. O estudo foi realizado em 28 parcelas no Parque Nacional do Catimbau, na rede de parcelas permanente do PELD (Projeto de Extensão de Longa Duração), Catimbau, onde 13 parcelas com diferentes idades (10 a 76 anos) de regeneração e histórico de uso agrícola semelhante e 15 parcelas ao longo de um gradiente de precipitação de 510 a 940 mm e sem histórico de uso agrícola e classificadas num índice de perturbação antropogênica que varia de 0 a 100. A deposição de serapilheira foi registrada mensalmente a partir de cinco armadilhas de 0,5 m2 colocadas a 0,5 m acima do solo em cada parcela durante quatro anos. Para a velocidade de decomposição de serapilheira foram utilizadas amostras de folhas senescentes e utilizou-se a técnica litter bags. Foram estimadas para todas as amostras a perda de massa no início e após 360 dias de decomposição (coletas mensais). A média anual de serapilheira foi de 0,193 Mg ha-1 ano-1, variando entre 0,0035 e 0,564 Mg ha-1 ano-1. As diferenças na deposição de serapilheira foram significativas ao longo da cronossequência, mas o valor médio foi semelhante nas florestas maduras. Para a decomposição, os resultados evidenciam que a massa remanescente do experimento em 35,7% das parcelas em florestas maduras foi abaixo de 50% após 150 dias. Por outro lado, 57,1% das parcelas destas florestas maduras apresentaram massa remanescente abaixo de 50% após 210 dias, com padrão semelhante para as florestas em regeneração. Nosso estudo confirmou que a produção de serapilheira na Caatinga foi influenciada pela sazonalidade e pelos estágios sucessionais. Os distúrbios antrópicos afetaram negativamente a concentração de C, N e Mg nas florestas maduras. Já nas florestas em regeneração houve aumento na concentração de N e Ca quanto maior a cronossequência. No entanto, quanto mais avançado o processo de regeneração da floresta, menor a retenção de P na massa remanescente da serapilheira. Assim, este tema merece grande atenção, principalmente o escoamento de nutrientes pelas atividades humanas.CAPESNet primary productivity seeks to understand the dynamics of ecosystems through the production and decomposition of litter, being of utmost importance in the Tropical Dry Forests. The decomposition process is important as a source of nutrients for forest communities, as it determines the flux of carbon and nutrients (N, P, K, Ca and Mg) in the soil. However, the production and decomposition of litter is negatively affected in anthropized environments with an increase in the rate of decomposition and a decrease in the final stock of nutrients that will return to the soil. Therefore, this study had the following objectives: i) to estimate Caatinga litter production by relating it to land use, climatic condition and forest regeneration age and ii) investigate how precipitation and chronic disturbances influence leaf decomposition and chemical changes in litter through C, N, and P dynamics. The study was carried out in a total of 28 forest stands, located in the Catimbau National Park, within the permanent plot network of the LTER (Long-Term Ecological Research Project), Catimbau, using 13 forest stands of different successional ages (10 to 76 years old) with similar agricultural use history as well as 15 plots along a precipitation gradient ranging from 510 to 940 mm, with no agricultural use history and ranked on an anthropogenic disturbance index ranging from 0 to 100. Litter deposition was monthly recorded over four years using five traps of 0,5 m2 placed 0,5 m aboveground in each plot. In order to determine litterfall decomposition rates, senescent leaf samples were used by applying the litter bags technique. Mass loss was estimated in the beginning and after 360 days of decomposition for all samples (through monthly samplings). The mean annual litterfall was 0.193 Mg ha-1 yr-1, varying between 0.0035 and 0.564 Mg ha-1 yr-1. The differences in litter deposition were significant along the chronosequence, but the mean value was similar to the old-growth forest areas. For decomposition, the results show that the remaining mass of the experiment in 35.7% of the stands in mature forests was below 50% after 150 days. On the other hand, 57.1% of the plots in these mature forests showed a remaining mass below 50% after 210 days, with a similar pattern for the regenerating forests. Our study confirmed that litterfall production in Caatinga was influenced by seasonality and successional stages. Anthropogenic disturbances have negatively affected the concentration of C, N, and Mg in mature forests. In the regenerating forests, the longer the chronosequence, the higher the concentration of N and Ca. However, the more advanced the forest regeneration process, the lower the retention of P in the remaining litter mass. Thus, this topic deserves great attention, particularly nutrient drainage by human activities.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Biologia VegetalUFPEBrasilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/embargoedAccessFlorestasVale do CatimbauBrasilPerturbações antrópicas e a produtividade primária na caatinga, Pernambuco, Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPECC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/49511/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/49511/3/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD53ORIGINALTESE Daniele Duarte Kulka.pdfTESE Daniele Duarte Kulka.pdfapplication/pdf3281229https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/49511/1/TESE%20Daniele%20Duarte%20Kulka.pdf03a9861b9d84ad8d022d39dad854670dMD51TEXTTESE Daniele Duarte Kulka.pdf.txtTESE Daniele Duarte Kulka.pdf.txtExtracted texttext/plain171676https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/49511/4/TESE%20Daniele%20Duarte%20Kulka.pdf.txtb69df44b6193d79fd223345875b83309MD54THUMBNAILTESE Daniele Duarte Kulka.pdf.jpgTESE Daniele Duarte Kulka.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1277https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/49511/5/TESE%20Daniele%20Duarte%20Kulka.pdf.jpgb537d5a32c504f72539b3ebef3dc7a82MD55123456789/495112023-03-29 02:16:55.723oai:repositorio.ufpe.br:123456789/49511VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIGEgcGFydGlyIGRhIGRhdGEgZGUgZGVww7NzaXRvLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gUmVzdHJpdG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAgZGUgMTkgZGUgZmV2ZXJlaXJvIGRlIDE5OTgsIGFydC4gMjksIGluY2lzbyBJSUksIGF1dG9yaXpvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVybmFtYnVjbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGdyYXR1aXRhbWVudGUsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcGFyYSBmaW5zIGRlIGxlaXR1cmEsIGltcHJlc3PDo28gZS9vdSBkb3dubG9hZCAoYXF1aXNpw6fDo28pIGF0cmF2w6lzIGRvIHNpdGUgZG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBubyBlbmRlcmXDp28gaHR0cDovL3d3dy5yZXBvc2l0b3Jpby51ZnBlLmJyLCBxdWFuZG8gZmluZGFyIG8gcGVyw61vZG8gZGUgZW1iYXJnbyBjb25kaXplbnRlIGFvIHRpcG8gZGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb25mb3JtZSBpbmRpY2FkbyBubyBjYW1wbyBEYXRhIGRlIEVtYmFyZ28uCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212023-03-29T05:16:55Repositório Institucional da UFPE - 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