Estágios de regeneração da Caatinga e diversidade de fungos micorrízicos arbusculares

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: VERAS, Joana Suassuna da Nóbrega
Orientador(a): MAIA, Leonor Costa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Biologia de Fungos
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/35703
Resumo: Os fungos micorrízicos arbusculares (FMA) são importante componentes do sistema solo-planta e formam associação simbiótica com as raízes da maioria das espécies vegetais. A associação micorrízica arbuscular é fundamental para manutenção de ecossistemas naturais, principalmente em ambientes semiáridos, sujeitos a perturbações antrópicas e sazonalidade. As espécies de FMA possuem estratégias de vida variadas, referentes à translocação de P, armazenamento de carbono, investimento relativo em biomassa extrarradicular ou intrarradicular, e outras, resultam em consequências ecológicas que podem ser previstas de acordo com a presença ou ausência dos diferentes grupos funcionais de FMA no ambiente. Este trabalho teve como objetivo avaliar a composição e distribuição de assembleias de FMA em áreas naturais (vegetação natural) e em processo de regeneração espontânea na Caatinga, e verificar como as mudanças nas propriedades do solo e na comunidade vegetal ao longo do tempo afetam a composição e a distribuição desses fungos. Amostras de solo foram coletadas em julho/2016, em três estágios de regeneração (inicial, intermediária e tardia) e uma área com vegetação natural. No total foram identificados 52 táxons de FMA que representam 46% das espécies conhecidas para a Caatinga (113). Acaulospora e Glomus foram os gêneros mais representativos, sugerindo que suas espécies suportam melhor as condições ambientais do PARNA do Catimbau. Acaulospora lacunosa é indicadora de áreas de vegetação natural na Caatinga. No PARNA do Catimbau, as assembleias de FMA e a comunidade vegetal não diferiram quanto à distribuição e composição de espécies entre as áreas estudadas. As assembleias de FMA também não diferiram quanto à riqueza, os índices de diversidade (de Margalef e de Shannon) e de dominância (de Simpson). Entretanto, o índice de equitabilidade (de Pielou) foi maior para o estágio de regeneração tardia (0,81) e menor para a área de regeneração intermediária (0,66). A partição da variância demonstrou que os estágios de regeneração não estão influenciando a ocorrência dos FMA e, embora não tenha ficado bem definido, o fator que se mostra mais determinante da composição das assembleias de FMA é o substrato, sendo as propriedades físicas do solo (areia fina, areia grossa e argila) os principais moduladores da distribuição desses fungos nas áreas estudadas.
id UFPE_85cab0f690641d4da201f3b21ba2d9f5
oai_identifier_str oai:repositorio.ufpe.br:123456789/35703
network_acronym_str UFPE
network_name_str Repositório Institucional da UFPE
repository_id_str
spelling VERAS, Joana Suassuna da Nóbregahttp://lattes.cnpq.br/8585201396062340http://lattes.cnpq.br/6736575837409659http://lattes.cnpq.br/2338653158582153MAIA, Leonor CostaESCOBAR, Indra Elena Costa2019-12-12T13:01:29Z2019-12-12T13:01:29Z2018-03-28VERAS, Joana Suassuna da Nóbrega. Estágios de regeneração da Caatinga e diversidade de fungos micorrízicos arbusculares. 2018. Dissertação (Mestrado em Biologia de Fungos) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2018.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/35703Os fungos micorrízicos arbusculares (FMA) são importante componentes do sistema solo-planta e formam associação simbiótica com as raízes da maioria das espécies vegetais. A associação micorrízica arbuscular é fundamental para manutenção de ecossistemas naturais, principalmente em ambientes semiáridos, sujeitos a perturbações antrópicas e sazonalidade. As espécies de FMA possuem estratégias de vida variadas, referentes à translocação de P, armazenamento de carbono, investimento relativo em biomassa extrarradicular ou intrarradicular, e outras, resultam em consequências ecológicas que podem ser previstas de acordo com a presença ou ausência dos diferentes grupos funcionais de FMA no ambiente. Este trabalho teve como objetivo avaliar a composição e distribuição de assembleias de FMA em áreas naturais (vegetação natural) e em processo de regeneração espontânea na Caatinga, e verificar como as mudanças nas propriedades do solo e na comunidade vegetal ao longo do tempo afetam a composição e a distribuição desses fungos. Amostras de solo foram coletadas em julho/2016, em três estágios de regeneração (inicial, intermediária e tardia) e uma área com vegetação natural. No total foram identificados 52 táxons de FMA que representam 46% das espécies conhecidas para a Caatinga (113). Acaulospora e Glomus foram os gêneros mais representativos, sugerindo que suas espécies suportam melhor as condições ambientais do PARNA do Catimbau. Acaulospora lacunosa é indicadora de áreas de vegetação natural na Caatinga. No PARNA do Catimbau, as assembleias de FMA e a comunidade vegetal não diferiram quanto à distribuição e composição de espécies entre as áreas estudadas. As assembleias de FMA também não diferiram quanto à riqueza, os índices de diversidade (de Margalef e de Shannon) e de dominância (de Simpson). Entretanto, o índice de equitabilidade (de Pielou) foi maior para o estágio de regeneração tardia (0,81) e menor para a área de regeneração intermediária (0,66). A partição da variância demonstrou que os estágios de regeneração não estão influenciando a ocorrência dos FMA e, embora não tenha ficado bem definido, o fator que se mostra mais determinante da composição das assembleias de FMA é o substrato, sendo as propriedades físicas do solo (areia fina, areia grossa e argila) os principais moduladores da distribuição desses fungos nas áreas estudadas.CNPqArbuscular mycorrhizal fungi (AMF) are important components of the soil-plant system and form a symbiotic association with the roots of most plant species. The arbuscular mycorrhizal association is fundamental for the maintenance of natural ecosystems, mainly in semi-arid environments, subject to anthropic disturbances and seasonality. AMF species have varied life strategies related to P translocation, carbon storage, relative investment in extrarradicular or intraradicular biomass, and others, resulting in ecological consequences that can be predicted according to the presence or absence of the different functional groups of AMF in the environment. In order to evaluate the composition and distribution of AMF assemblages in natural areas (natural vegetation) and spontaneous regeneration process in the Caatinga, and how changes in soil and plant community properties over time affect the composition and distribution of these fungi. Soil samples were collected in july/2016, in three stages of regeneration (initial, intermediate and late) and an area with natural vegetation. In total, 52 taxa of AMF represent 46% of the known Caatinga species (113). Acaulospora and Glomus were the most representative genera and their species better support the environmental conditions of the Catimbau PARNA. Acaulospora lacunosa is indicative of areas of natural vegetation in the Caatinga. In the PARNA of Catimbau, the assemblies of AMF and the plant community did not differ regarding the distribution and composition of species among the studied areas. The AMF assemblies also did not differ in terms of wealth, diversity (Margalef and Shannon) and dominance (Simpson). However, the equitability index (Pielou) was higher for the late regeneration stage (0.81) and lower for the intermediate regeneration area (0.66). The partitioning of the variance showed that the regeneration stages are not influencing the occurrence of AMF and, although it has not been well defined, the most important factor determining the composition of AMF assemblies is the substrate (fine sand, coarse sand and clay) the main modulators of the distribution of these fungi in the studied areas.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Biologia de FungosUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessFungos micorrízicos arbuscularesEcossistema semiárido moduladorVegetaçãoEstágios de regeneração da Caatinga e diversidade de fungos micorrízicos arbuscularesinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETEXTDISSERTAÇÃO Joana Suassuna da Nóbrega Veras.pdf.txtDISSERTAÇÃO Joana Suassuna da Nóbrega Veras.pdf.txtExtracted texttext/plain145773https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/35703/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Joana%20Suassuna%20da%20N%c3%b3brega%20Veras.pdf.txt6c4ae488e7d927e8658cc49d0a8686b3MD54THUMBNAILDISSERTAÇÃO Joana Suassuna da Nóbrega Veras.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Joana Suassuna da Nóbrega Veras.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1331https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/35703/5/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Joana%20Suassuna%20da%20N%c3%b3brega%20Veras.pdf.jpgae6db0375e5a6f23f32816a02224b65eMD55ORIGINALDISSERTAÇÃO Joana Suassuna da Nóbrega Veras.pdfDISSERTAÇÃO Joana Suassuna da Nóbrega Veras.pdfapplication/pdf1319763https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/35703/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Joana%20Suassuna%20da%20N%c3%b3brega%20Veras.pdf8ab633e281a8e55271906827b663007bMD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/35703/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82310https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/35703/3/license.txtbd573a5ca8288eb7272482765f819534MD53123456789/357032019-12-13 02:16:33.442oai:repositorio.ufpe.br:123456789/35703TGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKClRvZG8gZGVwb3NpdGFudGUgZGUgbWF0ZXJpYWwgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgKFJJKSBkZXZlIGNvbmNlZGVyLCDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIChVRlBFKSwgdW1hIExpY2Vuw6dhIGRlIERpc3RyaWJ1acOnw6NvIE7Do28gRXhjbHVzaXZhIHBhcmEgbWFudGVyIGUgdG9ybmFyIGFjZXNzw612ZWlzIG9zIHNldXMgZG9jdW1lbnRvcywgZW0gZm9ybWF0byBkaWdpdGFsLCBuZXN0ZSByZXBvc2l0w7NyaW8uCgpDb20gYSBjb25jZXNzw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhIG7Do28gZXhjbHVzaXZhLCBvIGRlcG9zaXRhbnRlIG1hbnTDqW0gdG9kb3Mgb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IuCl9fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fXwoKTGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKCkFvIGNvbmNvcmRhciBjb20gZXN0YSBsaWNlbsOnYSBlIGFjZWl0w6EtbGEsIHZvY8OqIChhdXRvciBvdSBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMpOgoKYSkgRGVjbGFyYSBxdWUgY29uaGVjZSBhIHBvbMOtdGljYSBkZSBjb3B5cmlnaHQgZGEgZWRpdG9yYSBkbyBzZXUgZG9jdW1lbnRvOwpiKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBjb25oZWNlIGUgYWNlaXRhIGFzIERpcmV0cml6ZXMgcGFyYSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVGUEU7CmMpIENvbmNlZGUgw6AgVUZQRSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZGUgYXJxdWl2YXIsIHJlcHJvZHV6aXIsIGNvbnZlcnRlciAoY29tbyBkZWZpbmlkbyBhIHNlZ3VpciksIGNvbXVuaWNhciBlL291IGRpc3RyaWJ1aXIsIG5vIFJJLCBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vL2Fic3RyYWN0KSBlbSBmb3JtYXRvIGRpZ2l0YWwgb3UgcG9yIG91dHJvIG1laW87CmQpIERlY2xhcmEgcXVlIGF1dG9yaXphIGEgVUZQRSBhIGFycXVpdmFyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZXN0ZSBkb2N1bWVudG8gZSBjb252ZXJ0w6otbG8sIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gc2V1IGNvbnRlw7pkbywgcGFyYSBxdWFscXVlciBmb3JtYXRvIGRlIGZpY2hlaXJvLCBtZWlvIG91IHN1cG9ydGUsIHBhcmEgZWZlaXRvcyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBwcmVzZXJ2YcOnw6NvIChiYWNrdXApIGUgYWNlc3NvOwplKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRvY3VtZW50byBzdWJtZXRpZG8gw6kgbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBhIHRlcmNlaXJvcyBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2Ugb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgb3V0cmEgcGVzc29hIG91IGVudGlkYWRlOwpmKSBEZWNsYXJhIHF1ZSwgbm8gY2FzbyBkbyBkb2N1bWVudG8gc3VibWV0aWRvIGNvbnRlciBtYXRlcmlhbCBkbyBxdWFsIG7Do28gZGV0w6ltIG9zIGRpcmVpdG9zIGRlCmF1dG9yLCBvYnRldmUgYSBhdXRvcml6YcOnw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gcmVzcGVjdGl2byBkZXRlbnRvciBkZXNzZXMgZGlyZWl0b3MgcGFyYSBjZWRlciDDoApVRlBFIG9zIGRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgTGljZW7Dp2EgZSBhdXRvcml6YXIgYSB1bml2ZXJzaWRhZGUgYSB1dGlsaXrDoS1sb3MgbGVnYWxtZW50ZS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGN1am9zIGRpcmVpdG9zIHPDo28gZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3UgY29udGXDumRvIGRvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZTsKZykgU2UgbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgw6kgYmFzZWFkbyBlbSB0cmFiYWxobyBmaW5hbmNpYWRvIG91IGFwb2lhZG8gcG9yIG91dHJhIGluc3RpdHVpw6fDo28gcXVlIG7Do28gYSBVRlBFLCBkZWNsYXJhIHF1ZSBjdW1wcml1IHF1YWlzcXVlciBvYnJpZ2HDp8O1ZXMgZXhpZ2lkYXMgcGVsbyByZXNwZWN0aXZvIGNvbnRyYXRvIG91IGFjb3Jkby4KCkEgVUZQRSBpZGVudGlmaWNhcsOhIGNsYXJhbWVudGUgbyhzKSBub21lKHMpIGRvKHMpIGF1dG9yIChlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIHBhcmEgYWzDqW0gZG8gcHJldmlzdG8gbmEgYWzDrW5lYSBjKS4KRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-12-13T05:16:33Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Estágios de regeneração da Caatinga e diversidade de fungos micorrízicos arbusculares
title Estágios de regeneração da Caatinga e diversidade de fungos micorrízicos arbusculares
spellingShingle Estágios de regeneração da Caatinga e diversidade de fungos micorrízicos arbusculares
VERAS, Joana Suassuna da Nóbrega
Fungos micorrízicos arbusculares
Ecossistema semiárido modulador
Vegetação
title_short Estágios de regeneração da Caatinga e diversidade de fungos micorrízicos arbusculares
title_full Estágios de regeneração da Caatinga e diversidade de fungos micorrízicos arbusculares
title_fullStr Estágios de regeneração da Caatinga e diversidade de fungos micorrízicos arbusculares
title_full_unstemmed Estágios de regeneração da Caatinga e diversidade de fungos micorrízicos arbusculares
title_sort Estágios de regeneração da Caatinga e diversidade de fungos micorrízicos arbusculares
author VERAS, Joana Suassuna da Nóbrega
author_facet VERAS, Joana Suassuna da Nóbrega
author_role author
dc.contributor.authorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/8585201396062340
dc.contributor.advisorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/6736575837409659
dc.contributor.advisor-coLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/2338653158582153
dc.contributor.author.fl_str_mv VERAS, Joana Suassuna da Nóbrega
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv MAIA, Leonor Costa
dc.contributor.advisor-co1.fl_str_mv ESCOBAR, Indra Elena Costa
contributor_str_mv MAIA, Leonor Costa
ESCOBAR, Indra Elena Costa
dc.subject.por.fl_str_mv Fungos micorrízicos arbusculares
Ecossistema semiárido modulador
Vegetação
topic Fungos micorrízicos arbusculares
Ecossistema semiárido modulador
Vegetação
description Os fungos micorrízicos arbusculares (FMA) são importante componentes do sistema solo-planta e formam associação simbiótica com as raízes da maioria das espécies vegetais. A associação micorrízica arbuscular é fundamental para manutenção de ecossistemas naturais, principalmente em ambientes semiáridos, sujeitos a perturbações antrópicas e sazonalidade. As espécies de FMA possuem estratégias de vida variadas, referentes à translocação de P, armazenamento de carbono, investimento relativo em biomassa extrarradicular ou intrarradicular, e outras, resultam em consequências ecológicas que podem ser previstas de acordo com a presença ou ausência dos diferentes grupos funcionais de FMA no ambiente. Este trabalho teve como objetivo avaliar a composição e distribuição de assembleias de FMA em áreas naturais (vegetação natural) e em processo de regeneração espontânea na Caatinga, e verificar como as mudanças nas propriedades do solo e na comunidade vegetal ao longo do tempo afetam a composição e a distribuição desses fungos. Amostras de solo foram coletadas em julho/2016, em três estágios de regeneração (inicial, intermediária e tardia) e uma área com vegetação natural. No total foram identificados 52 táxons de FMA que representam 46% das espécies conhecidas para a Caatinga (113). Acaulospora e Glomus foram os gêneros mais representativos, sugerindo que suas espécies suportam melhor as condições ambientais do PARNA do Catimbau. Acaulospora lacunosa é indicadora de áreas de vegetação natural na Caatinga. No PARNA do Catimbau, as assembleias de FMA e a comunidade vegetal não diferiram quanto à distribuição e composição de espécies entre as áreas estudadas. As assembleias de FMA também não diferiram quanto à riqueza, os índices de diversidade (de Margalef e de Shannon) e de dominância (de Simpson). Entretanto, o índice de equitabilidade (de Pielou) foi maior para o estágio de regeneração tardia (0,81) e menor para a área de regeneração intermediária (0,66). A partição da variância demonstrou que os estágios de regeneração não estão influenciando a ocorrência dos FMA e, embora não tenha ficado bem definido, o fator que se mostra mais determinante da composição das assembleias de FMA é o substrato, sendo as propriedades físicas do solo (areia fina, areia grossa e argila) os principais moduladores da distribuição desses fungos nas áreas estudadas.
publishDate 2018
dc.date.issued.fl_str_mv 2018-03-28
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2019-12-12T13:01:29Z
dc.date.available.fl_str_mv 2019-12-12T13:01:29Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv VERAS, Joana Suassuna da Nóbrega. Estágios de regeneração da Caatinga e diversidade de fungos micorrízicos arbusculares. 2018. Dissertação (Mestrado em Biologia de Fungos) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2018.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/35703
identifier_str_mv VERAS, Joana Suassuna da Nóbrega. Estágios de regeneração da Caatinga e diversidade de fungos micorrízicos arbusculares. 2018. Dissertação (Mestrado em Biologia de Fungos) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2018.
url https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/35703
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pos Graduacao em Biologia de Fungos
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFPE
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPE
instname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron:UFPE
instname_str Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron_str UFPE
institution UFPE
reponame_str Repositório Institucional da UFPE
collection Repositório Institucional da UFPE
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/35703/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Joana%20Suassuna%20da%20N%c3%b3brega%20Veras.pdf.txt
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/35703/5/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Joana%20Suassuna%20da%20N%c3%b3brega%20Veras.pdf.jpg
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/35703/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Joana%20Suassuna%20da%20N%c3%b3brega%20Veras.pdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/35703/2/license_rdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/35703/3/license.txt
bitstream.checksum.fl_str_mv 6c4ae488e7d927e8658cc49d0a8686b3
ae6db0375e5a6f23f32816a02224b65e
8ab633e281a8e55271906827b663007b
e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34
bd573a5ca8288eb7272482765f819534
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
repository.mail.fl_str_mv attena@ufpe.br
_version_ 1862741808848568320