Ultraestrutura de nervos no diabete experimental em ratos: comparação entre um nervo espinal (nervo isquiático) e um nervo craniano (nervo vestíbulo-coclear)
| Ano de defesa: | 2010 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8034 |
Resumo: | O nervo isquiático (nervo espinal) é constituído por fibras mielínicas aferentes somáticas e eferentes somáticas e autonômicas. Distribui-se extensamente aos membros inferiores e é comumente afetado pelas neuropatias, principalmente a diabética. O nervo vestíbulo-coclear (VIII nervo craniano) é um nervo aferente puramente sensitivo, constituído por prolongamentos de neurônios bipolares localizados no gânglio espiral (de Corti). Muito tem sido descrito na literatura a respeito das alterações morfológicas e morfométricas nos nervos espinais, tanto em pacientes diabéticos quanto em modelos experimentais da doença. Entretanto, uma comparação entre essas alterações e as eventuais lesões observadas em nervos cranianos ainda não foi realizada. Mais ainda, é amplamente descrito na literatura que pacientes diabéticos apresentam distúrbios da audição. Apesar das alterações histológicas das estruturas da orelha interna de pacientes e em modelos experimentais, uma avaliação histológica do nervo vestíbulo-coclear ainda não foi descrita. No presente estudo, foram descritas alterações ultraestruturais na comparação entre um nervo espinal e um craniano, em ratos com diabete crônico induzido experimentalmente. Foram utilizados ratos machos da linhagem Wistar (n=12), mantidos com dieta padrão do biotério, ao longo do experimento. Animais com 42 dias de idade (n=6), em jejum por 24 horas, foram injetados 60 mg/kg de STZ em dose única, via i.p. Animais controles (n=6) receberam igual volume da solução tampão citrato, pH de 4.5. Após 10 semanas da inoculação da droga os animais adultos foram perfundidos sistemicamente com solução Karnowisky. Em seguida, os nervos isquiáticos e vestíbulo-cocleares de ambos os lados foram retirados, processados com técnicas histológicas de rotina para inclusão em resina epóxi e observados ao microscópio eletrônico de transmissão. Nossos resultados mostraram a presença de fibras mielínicas grandes com sinais de atrofia e degeneração axonal tanto no nervo isquiático quanto no nervo vestíbulo-coclear. Algumas fibras mielínicas de pequeno diâmetro dos nervos isquiáticos mostraram sinais de degeneração da bainha de mielina, caracterizando, para esse nervo, uma neuropatia tipo mista. Em ambos os nervos, células de Schwann com citoplasma edemaciado estavam presentes. Nossos achados sugerem que o diabete crônico induzido pela STZ em ratos, provocou alterações das fibras mielínicas e das células de Schwann, compatíveis com os sinais e sintomas clássicos da neuropatia diabética. As alterações observadas no nervo espinal são comparáveis às observadas no nervo craniano. Alterações morfológicas ultraestruturais do nervo vestíbulo-coclear no diabete experimental em ratos estão sendo descritas pela primeira vez na literatura e podem corroborar para o melhor entendimento das alterações da audição encontradas em pacientes diabéticos |
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Ultraestrutura de nervos no diabete experimental em ratos: comparação entre um nervo espinal (nervo isquiático) e um nervo craniano (nervo vestíbulo-coclear)Neuropatia diabéticaMorfologia de nervos periféricosNervo craniano e espinalNervo vestíbulo-coclearNervo isquiáticoRatosO nervo isquiático (nervo espinal) é constituído por fibras mielínicas aferentes somáticas e eferentes somáticas e autonômicas. Distribui-se extensamente aos membros inferiores e é comumente afetado pelas neuropatias, principalmente a diabética. O nervo vestíbulo-coclear (VIII nervo craniano) é um nervo aferente puramente sensitivo, constituído por prolongamentos de neurônios bipolares localizados no gânglio espiral (de Corti). Muito tem sido descrito na literatura a respeito das alterações morfológicas e morfométricas nos nervos espinais, tanto em pacientes diabéticos quanto em modelos experimentais da doença. Entretanto, uma comparação entre essas alterações e as eventuais lesões observadas em nervos cranianos ainda não foi realizada. Mais ainda, é amplamente descrito na literatura que pacientes diabéticos apresentam distúrbios da audição. Apesar das alterações histológicas das estruturas da orelha interna de pacientes e em modelos experimentais, uma avaliação histológica do nervo vestíbulo-coclear ainda não foi descrita. No presente estudo, foram descritas alterações ultraestruturais na comparação entre um nervo espinal e um craniano, em ratos com diabete crônico induzido experimentalmente. Foram utilizados ratos machos da linhagem Wistar (n=12), mantidos com dieta padrão do biotério, ao longo do experimento. Animais com 42 dias de idade (n=6), em jejum por 24 horas, foram injetados 60 mg/kg de STZ em dose única, via i.p. Animais controles (n=6) receberam igual volume da solução tampão citrato, pH de 4.5. Após 10 semanas da inoculação da droga os animais adultos foram perfundidos sistemicamente com solução Karnowisky. Em seguida, os nervos isquiáticos e vestíbulo-cocleares de ambos os lados foram retirados, processados com técnicas histológicas de rotina para inclusão em resina epóxi e observados ao microscópio eletrônico de transmissão. Nossos resultados mostraram a presença de fibras mielínicas grandes com sinais de atrofia e degeneração axonal tanto no nervo isquiático quanto no nervo vestíbulo-coclear. Algumas fibras mielínicas de pequeno diâmetro dos nervos isquiáticos mostraram sinais de degeneração da bainha de mielina, caracterizando, para esse nervo, uma neuropatia tipo mista. Em ambos os nervos, células de Schwann com citoplasma edemaciado estavam presentes. Nossos achados sugerem que o diabete crônico induzido pela STZ em ratos, provocou alterações das fibras mielínicas e das células de Schwann, compatíveis com os sinais e sintomas clássicos da neuropatia diabética. As alterações observadas no nervo espinal são comparáveis às observadas no nervo craniano. Alterações morfológicas ultraestruturais do nervo vestíbulo-coclear no diabete experimental em ratos estão sendo descritas pela primeira vez na literatura e podem corroborar para o melhor entendimento das alterações da audição encontradas em pacientes diabéticosCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorUniversidade Federal de PernambucoVALENÇA, Marcelo MoraesVASCONCELOS, Carlos Augusto Carvalho de2014-06-12T22:56:38Z2014-06-12T22:56:38Z2010-01-31info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfAugusto Carvalho de Vasconcelos, Carlos; Moraes Valença, Marcelo. Ultraestrutura de nervos no diabete experimental em ratos: comparação entre um nervo espinal (nervo isquiático) e um nervo craniano (nervo vestíbulo-coclear). 2010. Tese (Doutorado). Programa de Pós-Graduação em Neuropsiquiatria e Ciência do Comportamento, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2010.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8034porAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2019-10-25T05:26:52Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/8034Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T05:26:52Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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