Avaliação da patogenicidade e do mecanismo de resistência à meticilina em amostras de Staphylococcus spp

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: OLIVEIRA, Wagner Luis Mendes de
Orientador(a): ALMEIDA, Alzira Maria Paiva de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/64986/0013000005c1q
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/13416
Resumo: Os estafilococos fazem parte da microflora da pele e mucosa humana e podem se comportam como patógenos oportunistas. Staphylococcus aureus é a espécie responsável por grande número de infecções principalmente em ambiente hospitalar devido à diversidade de fatores de virulência que abriga. Staphylococcus Coagulase Negativo (SCN) vem se destacando como patógeno principalmente associado a colonização de biomateriais utilizados em procedimentos médicos. Como agravante essas bactérias têm capacidade de adquirir mecanismos de resistência aos antimicrobianos. Neste trabalho analisamos mecanismos de patogenicidade (produção de biofilme e presença de genes toxigênicos) e resistência à meticilina (classificação do cassete SCCmec e produção de PBP2a) em Staphylococcus spp. de infecções nosocomiais de um hospital universitário da cidade de Recife, Pernambuco, Brasil. A maioria das amostras de S. aureus e SCN revelaram-se icaAD positivas e produtoras de biofilme no meio Agar Vermelho Congo-AVC. O loco hlgCB que codifica a γ-toxina foi encontrado em 42/45 (93,9%) S. aureus e 24/49 (49%) SCN; lukSF que codifica a leucocidina de Panton-Valentine-PVL, em 13/45 (28,9%) S. aureus e 06/49 (12%) SCN; e tst que codifica a toxina da síndrome do choque tóxico-TSST-1, foi encontrada em três das 45 amostras de S. aureus e uma das 49 amostras de SCN analisadas. Sessenta e oito dos 84 isolados analisados foram classificados nos seguintes tipos de SCCmec: SCCmec tipo II (17%), SCCmec tipo III (26%), SCCmec tipo IV (34,5%) e SCCmec tipo V (3,5%); em 19% dos isolados o tipo do SCCmec não foi determinado e nomeados como SCCmec Não Definido (ND). 61% da população estudada revelou-se resistente à oxacilina e 39% sensível nos testes de Concentração Inibitória Mínima (CIM) e MHA suplementado com oxacilina e a presença da PBP2a foi detectada por Western blot com antissoro anti-PBP2a em 76% dos isolados. Em conclusão foram encontrados os genes da γ-toxina e da leucocidina de Panton-Valentine e do gene do choque tóxico em SCN. A presença de genes toxigênicos e genes associados epidemiologicamente com cepas da comunidade, em cepas nosocomiais de SCN, sugere transferência horizontal de genes e representa um importante incremento do potencial patogênico dos SCN no ambiente hospitalar. Foi demonstrado que a presença dos genes icaAD não está diretamente associada a formação de biofilme em testes fenotípicos (AVC e PCT), embora o meio AVC seja mais eficaz nessa determinação que o teste em PCT, principalmente se otimizado pela substituição de componentes na sua formulação (meios básicos e fonte de açúcar) e no inóculo (suplementação com glicose e NaCl). A diversidade de elementos SCCmec e a ocorrência de linhagens clonais associadas epidemiologicamente com a comunidade em ambiente hospitalar sugere que isolados de SCN podem atuar como reservatórios de elementos SCCmec contribuindo para emergência de novos clones meticilina resistentes e corrobora com a dissolução da classificação de cepas comunitárias e nosocomiais.
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