Biointegração do gel celulósico produzido pela zoologleasp a partir do melaço da cana-de-açúcar em olhos eviscerados de coelhos
| Ano de defesa: | 2016 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
UFPE Brasil Programa de Pos Graduacao em Biologia Aplicada a Saude |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/22397 |
Resumo: | Investigar características do processo de integração e biocompatibilidade de um implante de gel celulósico nas cavidades anoftálmicas de coelhos. Analisar a proliferação celular em geral, a angiogênese, a proliferação de células multinucleadas gigantes e a fibrogênese, por técnicas de histomorfométria e imunohistoquímica. Estudo experimental de intervenção empregando 18 coelhos divididos em 6 grupos. O olho direito de todos os animais foi eviscerado e os esquedo não sofreu nenhum tipo de intervenção. Após a evisceração a bolsa escleral foi suturada e preenchida com gel celulósico gel. Diariamente, todos os animais foram examinados clinicamente, sob biomicroscopia, até o 7º dia do implante e uma vez por semana até o dia da eutanásia. Os animais foram submetidos a eutanásia e enucleações dos olhos no 7º, 30º, 60º, 90º, 120º e 240º dia após o implante. Os olhos, inclusive os esquerdos, foram avaliados macroscopicamente e processados para análises histopatológica, histomorfométricas, imunohistoquímicas e imunofluorescência. Clinicamente, todos os animais, não exibiram sinais de alergias, intoxicação, extrusão e infecção. Em todos os grupos ao exame macroscópico, histopatológico e histomordo olho esquerdo, não revelou alterações anatômicas. No entanto, nesta análise, olho direito exibiu redução de 8% no volume do bulbo. O corte do saco escleral mostrou um conteúdo sólido, compacto, elástico, resistente à tração, com superfície lisa e brancacenta.Não foram observados sinais de necrose, ou liquefação. O tecido epiescleral estava algo hipertrofiado. As preparações histológicas estudadas, nas diversas colorações, revelaram uma infiltração linfomonomorfonuclear inicial, substituída posteriormente por uma proliferação fibrocitária e histiocitária com formação de células multinucleadas gigantes. Foram também encontrados poucos polimorfonucleares neutrófilos e eosinófilos. A partir do 30o dia houve proliferação vascular e deposição de colágeno em todos os espécimes estudados, embora, no 240º dia do experimento, a resposta inflamatória crônica, a neovascularização e a deposição do colágeno não tinham ainda atingido o centro do implante. Neste modelo, o gel da celulose produzido pela Zoogleia sp, mostrou-se biocompatível e integrado às órbitas. Fica, portanto, comprovado que o gel celulósico, utilizadoneste experimento, além de biocompatível, se integrou às órbitas dos coelhos. |
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Biointegração do gel celulósico produzido pela zoologleasp a partir do melaço da cana-de-açúcar em olhos eviscerados de coelhosPrótesesOlhoBiocompatibilidadeEnucleação ocularEvisceração do olhoBiopróteseOlho artificialBiomaterialGel celulósicoImplantes orbitáriosBiopolímeroshistomorfometriaImunohistoquímica histomorfometriaInvestigar características do processo de integração e biocompatibilidade de um implante de gel celulósico nas cavidades anoftálmicas de coelhos. Analisar a proliferação celular em geral, a angiogênese, a proliferação de células multinucleadas gigantes e a fibrogênese, por técnicas de histomorfométria e imunohistoquímica. Estudo experimental de intervenção empregando 18 coelhos divididos em 6 grupos. O olho direito de todos os animais foi eviscerado e os esquedo não sofreu nenhum tipo de intervenção. Após a evisceração a bolsa escleral foi suturada e preenchida com gel celulósico gel. Diariamente, todos os animais foram examinados clinicamente, sob biomicroscopia, até o 7º dia do implante e uma vez por semana até o dia da eutanásia. Os animais foram submetidos a eutanásia e enucleações dos olhos no 7º, 30º, 60º, 90º, 120º e 240º dia após o implante. Os olhos, inclusive os esquerdos, foram avaliados macroscopicamente e processados para análises histopatológica, histomorfométricas, imunohistoquímicas e imunofluorescência. Clinicamente, todos os animais, não exibiram sinais de alergias, intoxicação, extrusão e infecção. Em todos os grupos ao exame macroscópico, histopatológico e histomordo olho esquerdo, não revelou alterações anatômicas. No entanto, nesta análise, olho direito exibiu redução de 8% no volume do bulbo. O corte do saco escleral mostrou um conteúdo sólido, compacto, elástico, resistente à tração, com superfície lisa e brancacenta.Não foram observados sinais de necrose, ou liquefação. O tecido epiescleral estava algo hipertrofiado. As preparações histológicas estudadas, nas diversas colorações, revelaram uma infiltração linfomonomorfonuclear inicial, substituída posteriormente por uma proliferação fibrocitária e histiocitária com formação de células multinucleadas gigantes. Foram também encontrados poucos polimorfonucleares neutrófilos e eosinófilos. A partir do 30o dia houve proliferação vascular e deposição de colágeno em todos os espécimes estudados, embora, no 240º dia do experimento, a resposta inflamatória crônica, a neovascularização e a deposição do colágeno não tinham ainda atingido o centro do implante. Neste modelo, o gel da celulose produzido pela Zoogleia sp, mostrou-se biocompatível e integrado às órbitas. Fica, portanto, comprovado que o gel celulósico, utilizadoneste experimento, além de biocompatível, se integrou às órbitas dos coelhos.To evaluate histologically the integration process of cellulose gel produced by Zoogloea sp when implanted into rabbits’ eviscerated eyes. This experimental study employed 36 eyes of 18 rabbits subjected toEvisceration of their right eyes. The sclerocorneal bag was sutured and filled withbiopolymer from sugar cane in the gel state. All animals were clinically examinedby biomicroscopy until the day of their sacrifice which occurred on the 7º, 30º, 60º, 90º, 120º, or 240º day. The eyeballs obtained, including the left eyes considered controls were sent for histopathological study by optical macroscopyand microscopy. Tissue staining techniques used included hematoxylin-eosin, Masson trichrome (with aniline), Gomori trichrome, Van Gienson, Picrosirius red and periodic acid-Schiff (PAS). No clinical signs of infection, allergy, toxicity, or extrusion were observed throughout the experiment. The corneas were relatively preserved. Macroscopic examination revealed a decrease of ~ 8% in the volume of the bulbs implanted with the biopolymer. After cutting, the sclerocorneal bag was solid, compact, elastic, and resistant to traction, with a smooth and whitish surface, and showed no signs of necrosis or liquefaction. The episcleral tissues were somewhat hypertrophied. The histological preparations studied in different colors revealed an initial lymphoplasmacytic infiltration, replaced by a fibroblastic response and proliferation of histiocytes, along with formation of giant cells. Few polymorphonuclearneutrophils and eosinophils were also found. Neovascularization and collagen deposition were present in all animals starting from day 30; although on the 240º day of the experiment the chronic inflammatory response, neovascularization and collagen deposition had not yet reached the center of the implant. In this model, the cellulose gel produced by Zoogloea sp proved to be biocompatible and integrated into the orbits.Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pos Graduacao em Biologia Aplicada a SaudeCORDEIRO-BARBOSA, Francisco de Assishttp://lattes.cnpq.br/9981785956634750http://lattes.cnpq.br/4613893354259288ARAÚJO, Sidcley Bernardino de2017-11-27T15:54:28Z2017-11-27T15:54:28Z2016-09-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/22397porAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2019-10-26T01:17:31Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/22397Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-26T01:17:31Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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