Tecnologia de obtenção de solução oral e cápsulas moles a base de Ritonavir

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: de Souza Alencar, Juliana
Orientador(a): José Rolim Neto, Pedro
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3443
Resumo: O ritonavir, aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration agência americana que regulamenta drogas e alimentos) em março de 1996 nas formas farmacêuticas solução oral 80 mg/mL e cápsula mole 100 mg, é um inibidor da protease (IP) do vírus da imunodeficiência humana (HIV), voltado exclusivamente para o tratamento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Em meados de 1998, muitos lotes do produto final do laboratório de referência, Abbott, apresentaram falha no teste de dissolução, observando a presença de cristais não solubilizados para a forma farmacêutica cápsula mole. Portanto, foram realizadas investigações que resultaram na descoberta das formas cristalinas para a molécula do ritonavir. O presente trabalho teve como objetivo introduzir no mercado um produto estável nas suas duas apresentações, seguindo procedimentos e normas preconizadas no desenvolvimento da indústria farmacêutica. Foram efetivadas avaliações físico químicas das matérias primas obtidas de cinco fornecedores. Nesta fase de caracterização, cada amostra foi submetida aos métodos analíticos gerais descritos nas Farmacopéias Brasileira (F. Bras. IV ed.) e Americana (USP 25) ou desenvolvidos e validados pelo laboratório de pesquisa LTM (Laboratório de Tecnologia dos Medicamentos). Nos resultados encontrados observouse que a molécula de ritonavir apresentava se sob três formas cristalinas. A forma I (barra), a forma II (agulha) e sem forma definida, onde esta última apresenta comportamento semelhante à forma II (agulha). Outro objetivo do estudo foi o desenvolvimento e a validação da metodologia analítica para quantificação da matéria prima e produto acabado, por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE), utilizando coluna C18, fase móvel acetonitrila: água (70:30), fluxo de 1,0 mL/min, detector 239 nm, seguindo os parâmetros descritos na Resolução 899 da ANVISA. Como continuidade do trabalho, foi realizado um estudo de pré-formulação tomando como ponto de partida o produto de referência. A formulação proposta para as duas formas farmacêuticas está sendo analisada e comparada com os resultados do produto de referência, acompanhado pelo estudo de estabilidade acelerada e de longa duração. No que se refere ao estudo de viabilidade econômica, o LAFEPE em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco tem como objetivo final fornecer o ritonavir nas suas duas formas farmacêuticas com qualidade e baixo custo para o Ministério da Saúde
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Portanto, foram realizadas investigações que resultaram na descoberta das formas cristalinas para a molécula do ritonavir. O presente trabalho teve como objetivo introduzir no mercado um produto estável nas suas duas apresentações, seguindo procedimentos e normas preconizadas no desenvolvimento da indústria farmacêutica. Foram efetivadas avaliações físico químicas das matérias primas obtidas de cinco fornecedores. Nesta fase de caracterização, cada amostra foi submetida aos métodos analíticos gerais descritos nas Farmacopéias Brasileira (F. Bras. IV ed.) e Americana (USP 25) ou desenvolvidos e validados pelo laboratório de pesquisa LTM (Laboratório de Tecnologia dos Medicamentos). Nos resultados encontrados observouse que a molécula de ritonavir apresentava se sob três formas cristalinas. A forma I (barra), a forma II (agulha) e sem forma definida, onde esta última apresenta comportamento semelhante à forma II (agulha). Outro objetivo do estudo foi o desenvolvimento e a validação da metodologia analítica para quantificação da matéria prima e produto acabado, por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE), utilizando coluna C18, fase móvel acetonitrila: água (70:30), fluxo de 1,0 mL/min, detector 239 nm, seguindo os parâmetros descritos na Resolução 899 da ANVISA. Como continuidade do trabalho, foi realizado um estudo de pré-formulação tomando como ponto de partida o produto de referência. A formulação proposta para as duas formas farmacêuticas está sendo analisada e comparada com os resultados do produto de referência, acompanhado pelo estudo de estabilidade acelerada e de longa duração. 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