O poder na relação consultor - cliente : um estudo sobre a teoria de French e Raven e as peculiaridades das empresas familiares
| Ano de defesa: | 2009 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Administracao
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/35494 |
Resumo: | Esta dissertação inicia-se com uma reflexão sobre consultoria organizacional, poder e empresas familiares, contemplando as relações de poder entre consultor e cliente e refletindo sobre possíveis variações destas em função das empresas-cliente serem familiares ou não-familiares. Em particular, foi considerada a perspectiva teórica das bases do poder social desenvolvida por French e Raven (1959) a partir de seus estudos iniciados no Research Center for Group Dynamics, sendo os objetivos de pesquisa do presente trabalho a realização de uma investigação empírica capaz de confirmar ou não as expectativas desse modelo no que concerne à classificação das diversas formas de poder em cinco grandes grupos (Coerção, Legitimidade, Referência, Recompensa e Expertise), além de estudar os condicionantes e o grau de uso das diversas modalidades de poder entre os consultores e estimar o impacto dessas relações no resultado da consultoria. Para tanto, foi desenvolvido um questionário online com 49 perguntas objetivas acerca da sociodemografia, uso de tecnologia, práticas de trabalho e situação profissional de consultores organizacionais, o qual foi divulgado via e-mail para um universo de cerca de 1.000 profissionais da área, dos quais 157 produziram respostas completas. Análises estatísticas utilizando técnicas descritivas, inferenciais e multivariadas produziram achados que deixaram claro que o uso de várias estratégias de poder é amplamente disseminado entre os consultores na sua relação com seus clientes e que existem impactos positivos e negativos mensuráveis de tal uso no desempenho profissional dos consultores, além de confirmar as expectativas de French e Raven (1959) acerca da existência de cinco tipos de poder e determinadas associações entre eles. Também foi evidenciado que o grau e tipo de estratégias de poder usadas pelos consultores dependiam muito pouco ou nada de suas características individuais específicas, sendo mais relevantes nesse sentido elementos contextuais e culturais mais amplos. A natureza familiar ou não-familiar das empresas-clientes não apresentou qualquer relação relevante com o uso do poder. Conclui-se que o uso de estratégias de poder representam a regra na relação de consultores com os seus clientes, que as modalidades de poder do modelo proposto por French e Raven (1959) são consistentes com as observações empíricas observadas, que o uso do poder pode produzir resultados benéficos ou prejudiciais para a atividade de consultoria dependendo das estratégias específicas utilizadas e que características individuais de consultores ou clientes não são tão importantes para o uso do poder o quanto o são elementos culturais mais gerais. |
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MOTA, Joane Espínolahttp://lattes.cnpq.br/1461459250915260http://lattes.cnpq.br/4871710017456971SOUZA, Bruno Campello de2019-12-05T19:36:25Z2019-12-05T19:36:25Z2009-02-27MOTA, Joane Espínola. O poder na relação consultor - cliente: um estudo sobre a teoria de French e Raven e as peculiaridades das empresas familiares. 2009. Dissertação (Mestrado em Administração) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2009.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/35494Esta dissertação inicia-se com uma reflexão sobre consultoria organizacional, poder e empresas familiares, contemplando as relações de poder entre consultor e cliente e refletindo sobre possíveis variações destas em função das empresas-cliente serem familiares ou não-familiares. Em particular, foi considerada a perspectiva teórica das bases do poder social desenvolvida por French e Raven (1959) a partir de seus estudos iniciados no Research Center for Group Dynamics, sendo os objetivos de pesquisa do presente trabalho a realização de uma investigação empírica capaz de confirmar ou não as expectativas desse modelo no que concerne à classificação das diversas formas de poder em cinco grandes grupos (Coerção, Legitimidade, Referência, Recompensa e Expertise), além de estudar os condicionantes e o grau de uso das diversas modalidades de poder entre os consultores e estimar o impacto dessas relações no resultado da consultoria. Para tanto, foi desenvolvido um questionário online com 49 perguntas objetivas acerca da sociodemografia, uso de tecnologia, práticas de trabalho e situação profissional de consultores organizacionais, o qual foi divulgado via e-mail para um universo de cerca de 1.000 profissionais da área, dos quais 157 produziram respostas completas. 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Conclui-se que o uso de estratégias de poder representam a regra na relação de consultores com os seus clientes, que as modalidades de poder do modelo proposto por French e Raven (1959) são consistentes com as observações empíricas observadas, que o uso do poder pode produzir resultados benéficos ou prejudiciais para a atividade de consultoria dependendo das estratégias específicas utilizadas e que características individuais de consultores ou clientes não são tão importantes para o uso do poder o quanto o são elementos culturais mais gerais.The current dissertation begins with a reflexion about organizational consulting, power, and family-owned enterprises, contemplating the power relationship between consultant and clients, and reflecting upon the possible variations in such relationships as a function of the client-companies being family-owned or not. In particular, there was consideration of French & Raven's theoretical perspective of the basis of social power (French & Raven, 1959) based on their studies initiated at the Research Center for Group Dynamics, with the research goals of the present work being the undertaking of an empirical investigation capable of confirming or not the expectations of that model with regards to the classification of the modalities of power into five major groups (Coertion, Legitimacy, Reference, Reward, and Expertise), besides studying the conditioning factors and degree of use the various modalities of power among the consultants, and estimating the impact of these relationships in the results of the consulting project. For that purpose, an online form with 49 objective questions regarding sociodemographics, use of technology, work habits, and professional life of consultants was developed and divulged to roughly 1,000 consultants in the field, out of which 157 responded in full. Statistical analysis using descriptive, inferential, and multivariate techniques produced findings that clearly showed that the use of several strategies of power is widely used among the consultants in their relationships with their clients, and that there are measureable positive and negative impacts of such use in the consultant's professional performance, besides confirming French & Raven's (French & Raven, 1959) expectations as to the existence of five types of power and of certain associations between them. It was also evidenced that the degree and type of power strategy used by the consultants depended very little or not at all on their specific individual traits, with more encompassing contextual and cultural elements being more relevant in that regard. The clients being a family-owned business or not did not present any relevant association with the use of power. It is concluded that the use of power strategies is the rule and not the exception in the consultant's relationships with their clients, that the modalities of power proposed by French & Raven (1959) are consistent with the empirical observations that were done, that the use of power may produce harmful or benefitial results for the consulting project depending on the specific strategies that are used, and that the individual traits of consultants or their clients are not as relevant for the use of power as are more general and cultural elements.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em AdministracaoUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessRelações de poderRelação consultor - clienteEmpresas familiaresO poder na relação consultor - cliente : um estudo sobre a teoria de French e Raven e as peculiaridades das empresas familiaresinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPECC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/35494/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52ORIGINALDISSERTAÇÃO Joane Espínola Mota.pdfDISSERTAÇÃO Joane Espínola Mota.pdfapplication/pdf1191743https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/35494/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Joane%20Esp%c3%adnola%20Mota.pdf2f05fe2257b8ef00c2da78b6dd539c5cMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/35494/3/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD53TEXTDISSERTAÇÃO Joane Espínola Mota.pdf.txtDISSERTAÇÃO Joane Espínola Mota.pdf.txtExtracted texttext/plain210303https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/35494/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Joane%20Esp%c3%adnola%20Mota.pdf.txtcb811094c30d29128e63790cf13d21dfMD54THUMBNAILDISSERTAÇÃO Joane Espínola Mota.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Joane Espínola Mota.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1189https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/35494/5/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Joane%20Esp%c3%adnola%20Mota.pdf.jpg0dfb40b2f9a1bdef86b504efd15e5357MD55123456789/354942019-12-06 02:12:05.823oai:repositorio.ufpe.br:123456789/35494Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-12-06T05:12:05Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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