Diversidade genética, conectividade populacional e a conservação do Mero (Epinephelus itajara; Percifomes Epinephelidae) na costa atlântica da América do Sul

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: BENEVIDES, Emilly Anny
Orientador(a): TORRES, Rodrigo Augusto
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/1083
Resumo: O Mero, Epinephelus itajara, é umas das espécies de peixes marinhos mais ameaçadas no Brasil e em todo planeta e o seu status de conservação é de "Criticamente em Perigo de Extinção" pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Neste estudo, objetivou-se avaliar a diversidade genética da espécie, assim como as relações entre as populações do mero de diversas localidades ao longo da sua distribuição. Para tal, foi acessada, por meio de marcadores moleculares nucleares de DNA do tipo ISSRs e de seqüências do genoma mitocondrial (citocromo b), a variação genética da espécies ao longo de 12 localidades do oceano Atlântico (Belize, Estados Unidos, Guiana Francesa, Pará, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Paraná e Santa Catarina) Nas análises de ISSR, foram analisados 95 exemplares de 10 localidades (Guina Francesa, Pará, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Santa Catarina e Paraná). Oito primers ISSR foram selecionados e amplificaram 94 loci (variando de 250 a 1700bp) sendo 97% polimórficos. A análise de variância molecular (AMOVA) mostrou que 57% da variância total dos dados se encontra dentro das populações e 43% entre as populações. Os indivíduos de Santa Catarina são mais distantes geneticamente das demais localidades. A maior distância genética encontrada foi entre SC e Paraná (0,37) e a menor entre Pará e Guiana Francesa (0,10). A análise de agrupamento Bayesiano revelou um K=2 linhagens genético-evolutivas e as análises de agrupamento por Neighbor-Joinning (NJ) e Máxima Parcimônia (MP) foram similares entre si, confirmando a presença destas duas linhagens de mero ao longo da costa Atlântica da América do Sul. Uma destas linhagens compreende a maior parte da amostragem de SC. A outra é composta pelos exemplares oriundos de todas as outras localidades, incluindo alguns poucos indivíduos de SC. Os resultados obtidos para ISSRs mostram pouca estruturação genético-geográfica para a maioria das localidades amostradas, à exceção do clado monofilético observados com aqueles exemplares de SC. Tal evidência é concordante com os agrupamentos (NJ, MP e agrupamento Bayesiano) e com os valores de distância genética e FST. A alta estruturação genético-evolutiva dos Meros de Santa Catarina (Baía da Babitonga, São Francisco do Sul) pode ser explicada pelo isolamento desta população, possivelmente pela retenção das larvas e/ou fixação reprodutiva de adultos na mesma região, já que parece não existir nenhuma barreira física que pudesse isolá-las geograficamente das outras regiões. Já os dados do genoma mitocondrial, revelam uma forte estruturação genético-evolutiva da população do estuário do rio Potengi (Natal, RN), igualmente sem aparente isolamento geográfico. A união dos dados oriundos das regiões nucleares com aqueles mitocondriais sugere que Epinephelus itajara apresenta um provável comportamento filopátrico em termos reprodutivos nos estuários da baía da Babitonga (SC) e do rio Potengi (RN), dada a estruturação genético-evolutiva observada. Além disso, é possível ainda hipotetizar que na baía da Babitonga (SC) machos e fêmeas são filopátricos, mas que no rio Potengi apenas as fêmeas parecem apresentar tal comportamento demográfico-reprodutivo. Tais hipóteses são sustentadas pelas características dos genomas acessados: ISSRs nucleares de origem biparental e genoma mitocondrial de origem uniparental
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Para tal, foi acessada, por meio de marcadores moleculares nucleares de DNA do tipo ISSRs e de seqüências do genoma mitocondrial (citocromo b), a variação genética da espécies ao longo de 12 localidades do oceano Atlântico (Belize, Estados Unidos, Guiana Francesa, Pará, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Paraná e Santa Catarina) Nas análises de ISSR, foram analisados 95 exemplares de 10 localidades (Guina Francesa, Pará, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Santa Catarina e Paraná). Oito primers ISSR foram selecionados e amplificaram 94 loci (variando de 250 a 1700bp) sendo 97% polimórficos. A análise de variância molecular (AMOVA) mostrou que 57% da variância total dos dados se encontra dentro das populações e 43% entre as populações. Os indivíduos de Santa Catarina são mais distantes geneticamente das demais localidades. 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Tais hipóteses são sustentadas pelas características dos genomas acessados: ISSRs nucleares de origem biparental e genoma mitocondrial de origem uniparentalPetróleo Brasileiro S/AporUniversidade Federal de PernambucoAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessSerranidaeGenética de populaçõesEspécie ameaçadaDiversidade genética, conectividade populacional e a conservação do Mero (Epinephelus itajara; Percifomes Epinephelidae) na costa atlântica da América do Sulinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILarquivo6527_1.pdf.jpgarquivo6527_1.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1202https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/1083/4/arquivo6527_1.pdf.jpga6a35837ee2c463503f5e15b6d1530a3MD54ORIGINALarquivo6527_1.pdfapplication/pdf2175542https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/1083/1/arquivo6527_1.pdfa264d5b0969311161a1b2144b7246125MD51LICENSElicense.txttext/plain1748https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/1083/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52TEXTarquivo6527_1.pdf.txtarquivo6527_1.pdf.txtExtracted texttext/plain156948https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/1083/3/arquivo6527_1.pdf.txt5d700414c49a5db246c5bf1ab2d1b912MD53123456789/10832019-10-25 11:16:20.65oai:repositorio.ufpe.br:123456789/1083Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T14:16:20Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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