Redes de coordenação: novos sistemas carreadores de fármacos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: CUNHA, Denise Paula da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/1340
Resumo: O câncer é uma das doenças que mais atinge a população mundial. Seu tratamento geralmente é invasivo, oneroso e extremamente tóxico ao paciente. A liberação de agentes terapêuticos no tumor é um grande problema no tratamento da doença por causa da estrutura da massa tumoral. Uma das propostas atuais é melhorar as propriedades dos fármacos já existentes, como carreadores de fármacos, com o objetivo de melhorar a eficácia do tratamento e diminuir a alta toxicidade aos tecidos sadios causada por esse tipo de tratamento. Vários materiais têm sido pesquisados para este fim. A proposta deste trabalho é a utilização de metal-organic frameworks (MOFs), uma nova classe de material poroso, como um carreador de fármaco, permitindo a incorporação de um agente terapêutico em suas cavidades com uma taxa de liberação suficientemente lenta para que o mesmo permaneça em concentrações ótimas na corrente sanguínea. Neste trabalho foi sintetizada e caracterizada uma MOF, [Zn(BDC)(H2O)2], por espectroscopia na região do infravermelho, análise elementar, análise termogravimétrica, difração de raios- X, microscopia eletrônica de varredura e espectroscopia de energia dispersiva, Primeiramente foram realizados ensaios de toxicidade aguda a fim de observar alguma toxicidade da MOF em cobaias e foi visto que a mesma apresenta tal toxicidade. A esta MOF foi incorporado um fármaco antitumoral (6- mercaptopurina) em diferentes proporções e foram avaliados como sistemas carreadores de fármacos através de ensaios de perfil de liberação, mostrando que a MOF se mostra eficiente para este fim. Os sistemas em diferentes proporções foram testados em ensaios antitumorais in vitro e in vivo onde apresentaram atividade de inibição do crescimento tumoral. A avaliação histológica dos órgãos dos animais que passaram por esses experimentos mostraram que a MOF quando incorporada ao fármaco não apresenta alterações histológicas graves
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