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Desenvolvimento, caracterização e avaliação de microcápsulas simbióticas utilizando a mucilagem de Cordia africana

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: BARROS, Thayná da Silva
Orientador(a): SOARES, Paulo Antônio Galindo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Bioquimica e Fisiologia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/65794
Resumo: Probióticos são microrganismos que podem ser aplicados em alimentos funcionais e nutracêuticos para melhorar o funcionamento gastrointestinal e promover o bem-estar do organismo. No entanto, sua administração oral apresenta obstáculos, principalmente quanto à manutenção da viabilidade das cepas durante armazenamento e passagem pelo trato gastrointestinal. Diante disso, a encapsulação destaca-se como estratégia promissora no campo alimentício, pois protege e permite a entrega controlada de compostos bioativos, incluindo probióticos, assegurando sua atividade. Polímeros biocompatíveis vêm sendo estudados para formação de microcápsulas, considerando propriedades como gelificação, viscosidade e resistência gastrointestinal. Entre eles, destaca-se a mucilagem (hidrocoloide) de Cordia africana (MUC), rica em polissacarídeos e compostos fenólicos. Esses polímeros resistem à digestão gástrica, permitindo fermentação seletiva por microrganismos benéficos no cólon, o que confere à MUC potencial prebiótico. Além disso, apresenta propriedades estabilizantes, sendo uma matriz promissora para liberação controlada de probióticos. Este estudo teve como objetivo desenvolver microcápsulas utilizando a mucilagem de Cordia africana associada ao alginato, pelo método de extrusão com gelificação iônica e revestimento com quitosana, e avaliar sua eficácia na proteção e liberação das bactérias probióticas Lacticaseibacillus rhamnosus e Bifidobacterium adolescentis durante o armazenamento e a digestão gastrointestinal simulada in vitro. Investigou-se o efeito da adição da MUC na morfologia, propriedades químicas e térmicas, bem como na eficiência de encapsulamento, viabilidade celular e capacidade de proteção sob condições simuladas de armazenamento e digestão, por meio do método INFOGEST. As microcápsulas contendo MUC apresentaram tamanho médio padrão (~671,00 - 680,89 μm). A análise por microscopia eletrônica de varredura (MEV) revelou uma morfologia rugosa, com superfície compacta, reticulada e menos porosa, atribuída à presença do biopolímero, que promove maior adesão entre os componentes da matriz. As bandas de absorção no espectros FT-IR entre 1606 - 1597 cm-1 e 1724 cm-1 confirmaram a presença a reticulação do alginato e da mucilagem, respectivamente. A incorporação da mucilagem vegetal também resultou em estruturas com maior estabilidade e resistência térmica (>250°C), confirmadas por termogravimetria (TGA) e calorimetria exploratória diferencial (DSC). Além disso, as microcápsulas desenvolvidas apresentaram alta eficiência de encapsulamento bacteriano, superior a 92%, atingindo 98% na formulação com 1% de mucilagem, com distribuição uniforme observada por microscopia confocal de fluorescência. Durante o armazenamento refrigerado (4 ± 2 °C por 120 dias), observou-se manutenção da estabilidade física e viabilidade probiótica, evidenciando o potencial de conservação a longo prazo. Além disso, os probióticos microencapsulados demonstraram maior sobrevida (8,56 ± 0,1 log UFC/g de L. rhamnosus/ 8,76 ± 0,03 log UFC/g de B. adolescentis) frente às condições simuladas de digestão gastrointestinal in vitro, em comparação ao probiótico livre (5,69 ± 0,00 log UFC/g de L. rhamnosus / 4,00 ± 0,00 log UFC/g de B. adolescentis), mantendo uma viabilidade acima de 108 UFC/g. Portanto, os achados deste estudo reforçam o grande potencial da mucilagem de Cordia africana como matriz para a produção de microcápsulas simbióticas, uma abordagem inovadora e sustentável que atende às crescentes demandas do mercado por novos alimentos funcionais e produtos nutracêuticos de alta eficácia.
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Diante disso, a encapsulação destaca-se como estratégia promissora no campo alimentício, pois protege e permite a entrega controlada de compostos bioativos, incluindo probióticos, assegurando sua atividade. Polímeros biocompatíveis vêm sendo estudados para formação de microcápsulas, considerando propriedades como gelificação, viscosidade e resistência gastrointestinal. Entre eles, destaca-se a mucilagem (hidrocoloide) de Cordia africana (MUC), rica em polissacarídeos e compostos fenólicos. Esses polímeros resistem à digestão gástrica, permitindo fermentação seletiva por microrganismos benéficos no cólon, o que confere à MUC potencial prebiótico. Além disso, apresenta propriedades estabilizantes, sendo uma matriz promissora para liberação controlada de probióticos. Este estudo teve como objetivo desenvolver microcápsulas utilizando a mucilagem de Cordia africana associada ao alginato, pelo método de extrusão com gelificação iônica e revestimento com quitosana, e avaliar sua eficácia na proteção e liberação das bactérias probióticas Lacticaseibacillus rhamnosus e Bifidobacterium adolescentis durante o armazenamento e a digestão gastrointestinal simulada in vitro. Investigou-se o efeito da adição da MUC na morfologia, propriedades químicas e térmicas, bem como na eficiência de encapsulamento, viabilidade celular e capacidade de proteção sob condições simuladas de armazenamento e digestão, por meio do método INFOGEST. As microcápsulas contendo MUC apresentaram tamanho médio padrão (~671,00 - 680,89 μm). A análise por microscopia eletrônica de varredura (MEV) revelou uma morfologia rugosa, com superfície compacta, reticulada e menos porosa, atribuída à presença do biopolímero, que promove maior adesão entre os componentes da matriz. As bandas de absorção no espectros FT-IR entre 1606 - 1597 cm-1 e 1724 cm-1 confirmaram a presença a reticulação do alginato e da mucilagem, respectivamente. A incorporação da mucilagem vegetal também resultou em estruturas com maior estabilidade e resistência térmica (>250°C), confirmadas por termogravimetria (TGA) e calorimetria exploratória diferencial (DSC). Além disso, as microcápsulas desenvolvidas apresentaram alta eficiência de encapsulamento bacteriano, superior a 92%, atingindo 98% na formulação com 1% de mucilagem, com distribuição uniforme observada por microscopia confocal de fluorescência. Durante o armazenamento refrigerado (4 ± 2 °C por 120 dias), observou-se manutenção da estabilidade física e viabilidade probiótica, evidenciando o potencial de conservação a longo prazo. Além disso, os probióticos microencapsulados demonstraram maior sobrevida (8,56 ± 0,1 log UFC/g de L. rhamnosus/ 8,76 ± 0,03 log UFC/g de B. adolescentis) frente às condições simuladas de digestão gastrointestinal in vitro, em comparação ao probiótico livre (5,69 ± 0,00 log UFC/g de L. rhamnosus / 4,00 ± 0,00 log UFC/g de B. adolescentis), mantendo uma viabilidade acima de 108 UFC/g. Portanto, os achados deste estudo reforçam o grande potencial da mucilagem de Cordia africana como matriz para a produção de microcápsulas simbióticas, uma abordagem inovadora e sustentável que atende às crescentes demandas do mercado por novos alimentos funcionais e produtos nutracêuticos de alta eficácia.Probiotics are microorganisms that can be added to functional foods and nutraceuticals to improve gastrointestinal function and promote well-being. Their oral administration presents challenges, mainly regarding the maintenance of strain viability during storage and passage through the gastrointestinal tract. In this context, encapsulation stands out as a promising strategy in the food field, as it protects and allows for the controlled delivery of bioactive compounds, including probiotics, ensuring their activity. Biocompatible polymers have been studied for the formation of microcapsules, considering properties such as gelation, viscosity, and gastrointestinal resistance. Cordia africana mucilage (hydrocolloid) (MUC) stands out for its composition, rich in complex polysaccharides conjugated to phenolic compounds. These polymers resist gastric digestion, allowing selective fermentation by beneficial microorganisms in the colon, which gives MUC prebiotic potential. In addition, it has stabilizing properties, making it a promising matrix for controlled release of probiotics. This study aimed to develop microcapsules using Cordia africana mucilage associated with alginate, by the method of extrusion with ionic gelation and coating with chitosan, to evaluate their effectiveness in protecting and releasing the probiotic bacteria Lacticaseibacillus rhamnosus and Bifidobacterium adolescentis during simulated storage and in vitro digestion. The effect of adding MUC on morphology, chemical and thermal properties, as well as encapsulation efficiency, cell viability, and protective capacity under simulated storage and digestion conditions was investigated using the INFOGEST method. The microcapsules containing MUC had a standard average size (~671.00 - 680.89 μm). Scanning electron microscopy (SEM) analysis revealed a rough morphology, with a compact, reticulated and less porous surface, attributed to the presence of the biopolymer, which promotes greater adhesion between the matrix components. The absorption bands in the FT-IR spectra between 1606 - 1597 cm-1 and 1724 cm-1 confirmed the presence of alginate and mucilage cross-linking, respectively. The incorporation of plant mucilage also resulted in structures with greater stability and thermal resistance (>250°C), confirmed by thermogravimetry (TGA) and differential scanning calorimetry (DSC). In addition, the microcapsules developed showed high bacterial encapsulation efficiency, greater than 92%, reaching 98% in the formulation with 1% mucilage, with uniform distribution observed by confocal fluorescence microscopy. During refrigerated storage (4 ± 2°C for 120 days), physical stability and probiotic viability were maintained, demonstrating the potential for long-term conservation. In addition, microencapsulated probiotics showed greater survival (8.56 ± 0.1 log CFU/g of L. rhamnosus/ 8.76 ± 0.03 log CFU/g of B. adolescentis) under simulated in vitro gastrointestinal digestion conditions, compared to free probiotics (5.69 ± 0.00 log CFU/g of L. rhamnosus / 4.00 ± 0.00 log CFU/g of B. adolescentis), maintaining a viability above 108 CFU/g. Therefore, the findings of this study reinforce the great potential of Cordia africana mucilage as a matrix for the production of symbiotic microcapsules, an innovative and sustainable approach that meets the growing market demands for new functional foods and highly effective nutraceutical products.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Bioquimica e FisiologiaUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/embargoedAccessHidrocoloideMicroencapsulação de probióticosNutracêuticoPolissacarídeosPrebióticoDesenvolvimento, caracterização e avaliação de microcápsulas simbióticas utilizando a mucilagem de Cordia africanainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Thayna Da Silva Barros.pdfDISSERTAÇÃO Thayna Da Silva Barros.pdfapplication/pdf9373740https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65794/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Thayna%20Da%20Silva%20Barros.pdf657c3a7fb3cb6341d8af832c910a316aMD51TEXTDISSERTAÇÃO Thayna Da Silva Barros.pdf.txtDISSERTAÇÃO Thayna Da Silva Barros.pdf.txtExtracted texttext/plain242862https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65794/3/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Thayna%20Da%20Silva%20Barros.pdf.txt404d7a0d6b695dfd490035b69516ee57MD53THUMBNAILDISSERTAÇÃO Thayna Da Silva Barros.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Thayna Da Silva Barros.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1302https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65794/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Thayna%20Da%20Silva%20Barros.pdf.jpg410755bbce4c6f1ccb62494b6517367fMD54LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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