Anotações em língua inglesa: o estudo do gênero para a autorregulação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Cavalcanti, Larissa de Pinho
Orientador(a): Pinto, Abuêndia Padilha Peixoto
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11618
Resumo: As anotações são práticas de escrita recorrentes em sala de aula, por isso se pode pensá-las como gêneros textuais inseridos na esfera escolar. Porém, contrário a outros gêneros da mesma esfera, as anotações não passam por um processo de didatização, isto é, os alunos aprendem a anotar a partir de sua própria experiência (MORAES, 2005; SOARES, 2007). Com o avançar da idade e do nível escolar, tais alunos desenvolvem paulatinamente técnicas próprias de anotação. Para os mesmos, as anotações têm funções bastante claras: concentrar a atenção na aula e servir como registro a ser consultado mediante a necessidade para um teste ou prova (DI VESTA E GRAY, 1972; KIEWRA, 1991). Para alunos de língua estrangeira, todavia, anotar é uma atividade que exige um empenho cognitivo a mais (FARACO et al, 2002), o que não parece desencorajar sua prática. Desta forma, percebe-se a intenção do uso das anotações enquanto estratégias de aprendizagem. As estratégias de aprendizagem são recursos que promovem a tomada de controle e direcionamento do aprendizado por parte do aluno, oferecendo como resultado melhor desempenho. Neste contexto, a autorregulação se faz presente a partir da manipulação de variáveis sociais, ambientais e pessoais (ZIMMERMAN, 1990). Tal processo se dá a partir do ciclo de planejamento, execução e avaliação das situações de aprendizagem em função do uso de estratégias específicas. O objetivo do nosso trabalho foi, portanto, investigar as anotações realizadas por alunos iniciantes no estudo de inglês como língua estrangeira. Mais especificamente, nos voltamos para as particularidades das anotações de tais alunos; para o modo como os mesmos empregam as anotações como estratégias de aprendizado e; por fim, para a operacionalização do ciclo de autorregulação da aprendizagem em função do uso de anotações. Elegemos para nosso local de pesquisa o Núcleo de Línguas e Culturas, projeto de extensão da Universidade Federal de Pernambuco o qual oferece aulas em diversos idiomas para alunos e funcionários de instituições federais. Contamos com a colaboração de três Turmas de Básico 1, totalizando dezesseis alunos e três professores – um dos quais a própria pesquisadora. Os resultados revelam que o ciclo de autorregulação dos alunos é frágil, principalmente no que diz respeito às fases de planejamento e avaliação do próprio desempenho. As anotações produzidas por alunos iniciantes de língua inglesa tendem a se basear no conteúdo registrado pelo professor na lousa, embora ocasionalmente informações transmitidas oralmente sejam, também, registradas. O uso de símbolos, abreviaturas, bem como da língua materna, também foi recorrente nas anotações. O estudo conclui, por fim, ser possível adaptar o uso das anotações feitas em aulas de inglês ao ciclo de autorregulação, com foco para a adoção de métodos não-lineares e, mais importante, do planejamento de situações de aprendizagem.
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