Heterossexualidade compulsória e educação : narrativas de professoras lésbicas e as tensões no contexto escolar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: AMANDO, Marília Rocha
Orientador(a): MIRANDA, Marcelo Henrique Gonçalves de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Educacao Contemporanea / CAA
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/63689
Resumo: Professoras lésbicas passam por várias adversidades no meio escolar, tais como questionamentos, constrangimentos e, até mesmo, demissão lesbofóbica. Entendendo que a sociedade exerce um poder dominante sobre as mulheres, em que a opressão feminina ocorre por meio das relações de poder. Assim, o presente estudo de natureza analítico-descritiva, com abordagem qualitativa, fez uso de entrevistas narrativas com o objetivo de compreender como professoras lésbicas das cidades de Petrolina/PE e Juazeiro/BA, que atuam na educação básica, lidam com as relações/tensões presentes no ambiente normativo da escola. Dentre as referências que embasam essa reflexão, destacam-se a Teoria da Performatividade e as denúncias relacionadas aos problemas relacionados ao gênero; as epistemologias dos armários; e os conhecimentos epedagogias, engendrados a partir das vivências lésbicas. Todos esses aspectos se vinculam ao Paradigma Pós-Estruturalista que denuncia a relação entre práticas escolares, corpos, gêneros e sexualidade equivocadamente dicotômicas e essencialistas. Desse modo, evidenciou-se que as professoras tinham suas competências profissionais e sua “moral” questionadas quando são identificadas como mulheres lésbicas pelos pais, as fazendo passar por uma excessiva vigilância externa e interna, reafirmando que a professora lésbica é vista como um corpo político estigmatizado, por meio da normatividade, pela sociedade da heterossexualidade compulsória e/ou heteronrmativa. Devido a essa normatividade e por atuarem em um campo que reforça fortemente a hererossexualidade compulsória, o uso do armário aconteceu, geralmente, de forma cíclica. As professoras recorrem a ele quando passam por olhares e questionamentos constrangedores e desnecessários, lançados por pais e mães das/dos estudantes. Em contrapartida, as professoras também encontraram acolhimento e reconhecimento por parte das/dos alunas/os e algumas/alguns colegas. Elas usaram da estratégia afetiva para fazer seus enfrentamentos de acordo com a arena de luta política e, mesmo com medo das consequências que a revelação da orientação sexual pudesse trazer, as professoras desse estudo seguiam buscando diferentes formas para construir uma visibilidade lésbica nas escolas em que atuavam e, através de diálogos e enfrentamentos, buscaram edificar um ambiente seguro para elas mesmas, visando fortalecer estratégias e intervenções de combate a lesbofobia e promoção de um caráter plurla e democrático na instituiçao escolar.
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Assim, o presente estudo de natureza analítico-descritiva, com abordagem qualitativa, fez uso de entrevistas narrativas com o objetivo de compreender como professoras lésbicas das cidades de Petrolina/PE e Juazeiro/BA, que atuam na educação básica, lidam com as relações/tensões presentes no ambiente normativo da escola. Dentre as referências que embasam essa reflexão, destacam-se a Teoria da Performatividade e as denúncias relacionadas aos problemas relacionados ao gênero; as epistemologias dos armários; e os conhecimentos epedagogias, engendrados a partir das vivências lésbicas. Todos esses aspectos se vinculam ao Paradigma Pós-Estruturalista que denuncia a relação entre práticas escolares, corpos, gêneros e sexualidade equivocadamente dicotômicas e essencialistas. Desse modo, evidenciou-se que as professoras tinham suas competências profissionais e sua “moral” questionadas quando são identificadas como mulheres lésbicas pelos pais, as fazendo passar por uma excessiva vigilância externa e interna, reafirmando que a professora lésbica é vista como um corpo político estigmatizado, por meio da normatividade, pela sociedade da heterossexualidade compulsória e/ou heteronrmativa. Devido a essa normatividade e por atuarem em um campo que reforça fortemente a hererossexualidade compulsória, o uso do armário aconteceu, geralmente, de forma cíclica. As professoras recorrem a ele quando passam por olhares e questionamentos constrangedores e desnecessários, lançados por pais e mães das/dos estudantes. Em contrapartida, as professoras também encontraram acolhimento e reconhecimento por parte das/dos alunas/os e algumas/alguns colegas. 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Thus, this study of an analytical-descriptive nature, with a qualitative approach, used narrative interviews with the objective of understanding how lesbian teachers from the cities of Petrolina/PE and Juazeiro/BA, who work in basic education, deal with the relationships/tensions present in the normative environment of the school. Among the references that support this reflection, the Theory of Performativity and the complaints related to gender-related problems stand out; the epistemologies of closets; and the knowledge and pedagogies, engendered from lesbian experiences. All of these aspects are linked to the Post-Structuralist Paradigm, which denounces the relationship between school practices, bodies, genders, and sexuality as erroneously dichotomous and essentialist. Thus, it became clear that teachers had their professional competences and their “morals” questioned when they were identified as lesbian women by their parents, making them subject to excessive external and internal surveillance, reaffirming that the lesbian teacher is seen as a stigmatized political body, through normativity, by the society of compulsory heterosexuality and/or heteronormative. Due to this normativity and because they work in a field that strongly reinforces compulsory heterosexuality, the use of the closet generally occurred in a cyclical manner. Teachers resort to it when they are faced with embarrassing and unnecessary looks and questions, launched by the parents of the students. In return, the teachers also found acceptance and recognition by the students and some colleagues. They used the affective strategy to confront their issues according to the political arena and, even though they were afraid of the consequences that revealing their sexual orientation could bring, the teachers in this study continued to seek different ways to build lesbian visibility in the schools where they worked and, through dialogue and confrontation, they sought to build a safe environment for themselves, aiming to strengthen strategies and interventions to combat lesbophobia and promote a plural and democratic character in the school institution.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Educacao Contemporanea / CAAUFPEBrasil-1https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessProfessoras lésbicasGêneroSexualidadeHeteronormatividadeEscolaHeterossexualidade compulsória e educação : narrativas de professoras lésbicas e as tensões no contexto escolarinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALTESE Marília Rocha Amando.pdfTESE Marília Rocha Amando.pdfapplication/pdf1654468https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63689/1/TESE%20Mar%c3%adlia%20Rocha%20Amando.pdf7b6e404bb0575f8dfccc3b90cf7f4e78MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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