Representações sociais de usuários do TikTok sobre a neurodiversidade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: SOUZA, Matheus Landim de
Orientador(a): ALÉSSIO, Renata Lira dos Santos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Psicologia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64826
Resumo: Interessado nos debates em torno do tópico da neurodiversidade e propulsionado pelo aporte da Teoria das Representações Sociais (TRS), o presente trabalho teve como objetivo investigar as representações sociais de usuários do TikTok sobre a neurodiversidade. O modelo da neurodiversidade apoiou-se historicamente no modelo social da deficiência para estabelecer um contraponto teórico e político ao modelo médico hegemônico e embasar as propostas de um movimento social investido em mudanças relacionadas ao autismo e outras condições. O TikTok é a quinta maior rede social digital do globo, contando com cerca de 1.5 bilhão de usuários ativos, dos quais aproximadamente 90 milhões estão no Brasil, seu 3.o maior mercado. Esses usuários estão engajados na propagação instantânea de mídia em vídeo cujo conteúdo pode ser classificado a partir do emprego de etiquetas (hashtags). A metodologia da pesquisa consistiu na análise de vídeos brasileiros etiquetados com a hashtag #neurodiversidade. Estes foram baixados, transcritos e tiveram seu conteúdo classificado tematicamente segundo os pressupostos da Análise Temática de Braun e Clarke (2006). Os dados foram então discutidos a partir do apoio teórico proporcionado pela Teoria das Representações Sociais (Moscovici, 1961/2012). Os resultados indicam que os usuários brasileiros do TikTok associam a neurodiversidade a diferenças de múltiplas ordens. Essas diferenças estão ancoradas em referenciais do saber científico organizado por disciplinas das Ciências Naturais, como a Biologia, a Anatomia e a Fisiologia, e conceitos das Ciências Sociais, como cultura, norma social e preconceito. O saber empírico advindo da experiência pessoal de usuários em condições relacionadas à neurodiversidade também participa ativamente desse processo de representação, bem como o dos envolvidos no cuidado dessas pessoas. Esses referenciais acabam por se constituir como partes em tensão. As múltiplas definições da neurodiversidade apresentadas pela literatura são fragmentadas e reposicionadas conforme os usuários se apropriam de referências médicas e sociológicas e também se apoiam no saber experiencial para representá-la.
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O TikTok é a quinta maior rede social digital do globo, contando com cerca de 1.5 bilhão de usuários ativos, dos quais aproximadamente 90 milhões estão no Brasil, seu 3.o maior mercado. Esses usuários estão engajados na propagação instantânea de mídia em vídeo cujo conteúdo pode ser classificado a partir do emprego de etiquetas (hashtags). A metodologia da pesquisa consistiu na análise de vídeos brasileiros etiquetados com a hashtag #neurodiversidade. Estes foram baixados, transcritos e tiveram seu conteúdo classificado tematicamente segundo os pressupostos da Análise Temática de Braun e Clarke (2006). Os dados foram então discutidos a partir do apoio teórico proporcionado pela Teoria das Representações Sociais (Moscovici, 1961/2012). Os resultados indicam que os usuários brasileiros do TikTok associam a neurodiversidade a diferenças de múltiplas ordens. Essas diferenças estão ancoradas em referenciais do saber científico organizado por disciplinas das Ciências Naturais, como a Biologia, a Anatomia e a Fisiologia, e conceitos das Ciências Sociais, como cultura, norma social e preconceito. O saber empírico advindo da experiência pessoal de usuários em condições relacionadas à neurodiversidade também participa ativamente desse processo de representação, bem como o dos envolvidos no cuidado dessas pessoas. Esses referenciais acabam por se constituir como partes em tensão. As múltiplas definições da neurodiversidade apresentadas pela literatura são fragmentadas e reposicionadas conforme os usuários se apropriam de referências médicas e sociológicas e também se apoiam no saber experiencial para representá-la.Interested in the debates surrounding the topic of neurodiversity and driven by the contributions of Social Representations Theory (SRT), this study aimed to investigate the Social Representations of TikTok users regarding neurodiversity. The neurodiversity model historically drew upon the social model of disability to establish a theoretical and political counterpoint to the hegemonic medical model and to support the proposals of a social movement advocating for changes related to autism and other conditions. TikTok is the fifth-largest digital social network globally, with approximately 1.5 billion active users, around 90 million of whom are in Brazil, its third-largest market. These users engage in the instant spread of video media, the content of which can be categorized via tags (hashtags). The research methodology consisted in analyzing Brazilian videos tagged with the hashtag #neurodiversidade. These videos were downloaded, transcribed, and their content thematically classified according to the principles of Braun and Clarke's Thematic Analysis (2006). The data were then discussed with the support of the Social Representations Theory (Moscovici, 1961/2012). The results indicate that Brazilian TikTok users associate neurodiversity with differences of multiple kinds. These differences are anchored in frameworks of organized scientific knowledge from Natural Sciences disciplines such as Biology, Anatomy, and Physiology, as well as concepts from the Social Sciences, such as culture, social norms, and prejudice. Empirical knowledge derived from the personal experience of users diagnosed with neurodiversity-related conditions, as well as caretakers’, also actively participate in this representational process. These references wind up as parts in tension. The multiple definitions of neurodiversity found in the literature become fragmented and are repositioned as users appropriate medical and sociological references while also relying on experiential knowledge to represent it.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em PsicologiaUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessNeurodiversidadeRepresentações sociaisTikTokRepresentações sociais de usuários do TikTok sobre a neurodiversidadeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILDISSERTAÇÃO Matheus Landim de Souza.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Matheus Landim de Souza.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1160https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/64826/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Matheus%20Landim%20de%20Souza.pdf.jpg9c3d9b4c89887497e8bf70a309e9c79aMD54ORIGINALDISSERTAÇÃO Matheus Landim de Souza.pdfDISSERTAÇÃO Matheus Landim de Souza.pdfapplication/pdf4132793https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/64826/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Matheus%20Landim%20de%20Souza.pdf90dde3122976f86ebb2b1a457a68e37cMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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