Utilização do biopolímero de cana-de-açúcar como novo material para sling pubo vaginal: análise estereológica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Gonçalves de Lucena, Roberto
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3159
Resumo: Introdução e Objetivos: O entendimento universal que os slings sub-uretrais representam o padrão-ouro no tratamento da incontinência urinária feminina, leva a busca de um material heterólogo adequado para esta finalidade. Um polissacarídeo extracelular obtido por síntese a partir do melaço de cana-de-açúcar produzido no Laboratório de Microbiologia Experimental da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Depois de purificado, é um produto transformado em uma película estável, sendo utilizado em diversos protocolos desenvolvidos pelos grupos de pesquisa, os quais estão servindo de base para diversas aplicações clínicas. O objetivo deste estudo é analisar os resultados da interação do biopolímero com o hospedeiro, analisando a reação inflamatória causada pelo novo material, utilizando a ferramenta da estereologia para sua quantificação e comparando com material sintético de comportamento já conhecido. Materiais e Métodos: Foram utilizadas 40 (quarenta) ratas, variando de 200 a 300 gramas, que foram anestesiadas conforme protocolo do núcleo de cirurgia experimental do Departamento de Cirurgia. Nos grupos A e B, foi utilizado o sling de biopolímero e, nos grupos C e D, tela de prolene. O sacrifício foi realizado após 30 e 90 dias. Após o sacrifício, a bexiga e uretra eram retiradas em bloco, junto com a parede abdominal anterior, para que, após a fixação com formol 10% tamponado, fossem realizadas secções com zona de interesse na região sub-uretral e inserção do sling na parede abdominal. As lâminas foram coradas com hematoxilina eosina e picro sirius. Resultados e conclusões: O material implantado mostrou-se absolutamente inerte e preservado na região implantada. Não observamos alteração morfológica ao nível da membrana de celulose, porém nas suas adjacências, vimos discretas reação tipo corpo estranho, que foram encontradas eventualmente. Em algumas áreas, observou-se processo de neovascularização, quando avaliado quantitativamente, e verificou-se presença de maior quantidade de fibras colágenas na região sub uretral no grupo que utilizou o sling de polímero. Na região sub aponeurótica, foi observada presença de colágeno semelhante entre os grupos sem significância estatística. A membrana de biopolímero mostrou-se no presente estudo, ser material estável, de fácil manipulação, com reação tissular mínima, com boa incorporação ao hospedeiro. Ocorre maior reação inflamatório na região sub uretral, porém sem causar erosão
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