Do cárcere ao tombamento: uma nova simbolização através da cultura

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: MARANHÃO, Ana Paula Barradas
Orientador(a): GARRABÉ, Laure Marie-Louise Clémence
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Antropologia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/29802
Resumo: O objetivo principal deste trabalho é analisar o processo de patrimonialização de antigas casas de detenção e compreender o que implica sua transformação em equipamentos culturais e turísticos, no que diz respeito aos processos memorial e de identificação coletiva engajados na sua ressimbolização. Observei três antigos presídios, dentre os quais, dois deles foram tombados no âmbito Federal pelo IPHAN: a antiga Cadeia Eclesiástica (Aljube) localizada em Olinda/PE (atual Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco) e a Casa de Câmara e Cadeia em Pirenópolis/GO (atual Museu do Divino Espírito Santo). A Casa de Detenção do Recife (atual Casa da Cultura de Pernambuco) foi tombada, ela, no âmbito Estadual pela FUNDARPE. Apresento primeiro uma breve historiografia do sistema prisional e seus múltiplos desdobramentos conceituais (casa de detenção, presídio, cárcere, casa de câmara e cadeia e penitenciária) e o levantamento da lista de bens tombados no Brasil, destacando seus usos atuais e processos de tombamento em andamento pelo IPHAN. Segundo, examino a dinâmica simbólica que envolve a patrimonialização, desde o ponto de vista institucional de um lado, e desde um diálogo entre memória e identificação de outro. Terceiro, analiso as novas utilizações destes espaços carcerários, focando seus usos turísticos. A metodologia do trabalho constitui-se por trabalho de campo, utilizando-se de métodos como entrevistas semiestruturadas com os diversos atores implicados (gestores, visitantes/turistas, lojistas/comerciantes e moradores); a observação participante; e o levantamento de documentos oficiais e midiáticos, discutidos através de uma antropologia do patrimônio e do turismo. Com um intuito comparativo, reinscrevo o trabalho no âmbito global, destacando fenômenos similares em outras sociedades. A análise desses três processos me leva a constatar pouca reflexividade memorial e cultural por parte dos atores em jogo. Os resultados iniciais apontam que grande parte dos antigos cárceres tombados, sobrevivem pela sustentabilidade turística garantindo sua manutenção, porém num âmbito mais econômico do que memorial. Ou seja, as ressimbolizaçoes pretendidas pelas instituições não parecem (re)apropriadas pelas comunidades às quais eram prometidas.
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spelling MARANHÃO, Ana Paula Barradashttp://lattes.cnpq.br/1089228403986743http://lattes.cnpq.br/5974645781230294GARRABÉ, Laure Marie-Louise Clémence2019-03-20T19:17:14Z2019-03-20T19:17:14Z2017-08-30https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/29802O objetivo principal deste trabalho é analisar o processo de patrimonialização de antigas casas de detenção e compreender o que implica sua transformação em equipamentos culturais e turísticos, no que diz respeito aos processos memorial e de identificação coletiva engajados na sua ressimbolização. Observei três antigos presídios, dentre os quais, dois deles foram tombados no âmbito Federal pelo IPHAN: a antiga Cadeia Eclesiástica (Aljube) localizada em Olinda/PE (atual Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco) e a Casa de Câmara e Cadeia em Pirenópolis/GO (atual Museu do Divino Espírito Santo). A Casa de Detenção do Recife (atual Casa da Cultura de Pernambuco) foi tombada, ela, no âmbito Estadual pela FUNDARPE. Apresento primeiro uma breve historiografia do sistema prisional e seus múltiplos desdobramentos conceituais (casa de detenção, presídio, cárcere, casa de câmara e cadeia e penitenciária) e o levantamento da lista de bens tombados no Brasil, destacando seus usos atuais e processos de tombamento em andamento pelo IPHAN. Segundo, examino a dinâmica simbólica que envolve a patrimonialização, desde o ponto de vista institucional de um lado, e desde um diálogo entre memória e identificação de outro. Terceiro, analiso as novas utilizações destes espaços carcerários, focando seus usos turísticos. A metodologia do trabalho constitui-se por trabalho de campo, utilizando-se de métodos como entrevistas semiestruturadas com os diversos atores implicados (gestores, visitantes/turistas, lojistas/comerciantes e moradores); a observação participante; e o levantamento de documentos oficiais e midiáticos, discutidos através de uma antropologia do patrimônio e do turismo. Com um intuito comparativo, reinscrevo o trabalho no âmbito global, destacando fenômenos similares em outras sociedades. A análise desses três processos me leva a constatar pouca reflexividade memorial e cultural por parte dos atores em jogo. Os resultados iniciais apontam que grande parte dos antigos cárceres tombados, sobrevivem pela sustentabilidade turística garantindo sua manutenção, porém num âmbito mais econômico do que memorial. Ou seja, as ressimbolizaçoes pretendidas pelas instituições não parecem (re)apropriadas pelas comunidades às quais eram prometidas.CAPESThe principal objective of this work is to analyze the process of cultural heritage policies of former detention houses and understand what their transformation in cultural and touristic equipments involve, regarding, in that re-symbolization, their particular collective identification and memorial processes. I observed three former prisons, two among them registered in a Federal scale by the IPHAN: the Cadeia Eclesiástica (Aljube) in Olinda/PE (actual Museum of Contemporary Arts) and the Casa de Câmara e Cadeia in Pirenópolis /GO (actual Museum of the Divino). The Casa de Detenção do Recife (now Pernambuco House of Culture) was listed in a state scale by the FUNDARPE. I first present a brief historiography of the prison system and its various conceptual unfolding (casa de detenção, presídio, cárcere, casa de câmara e cadeia and penitenciária), and a list of the registered monuments in Brazil, enlightening their actual uses and the IPHAN heritagization processesin course. Secondly, I examine the symbolic dynamics involved in this heritagization from an institutional point of view and from a dialogic between memory and identification. Third, I discuss the new uses of these three spaces focusing their touristic dynamics. The methodology of this work is based on fieldwork using semi-structured interviews with the various agents of this research (managers and administrators, visitors and tourists, merchants and storekeepers, and neighboring residents); participant observation; collection datafrom official and mass-media documents, discussed within anthropology of heritage and of tourism. Finally, in a comparative goal, I brought back the work in a global scale observing similar phenomenon in other societies. The analysis of these three Heritage processes seem to show that few work of memorial and cultural reflexivity is finally enactedamong the agents involved. Initial results point that those former detention houses survive by their touristic sustainability, granted by an economic maintenance rather than memorial. Meaning, the re-symbolizations pretended by the institutiondo not seem appropriated by the communities to which it was promised.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em AntropologiaUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessAntropologiaMuseus históricosPrisõesPatrimônio cultural – ProteçãoTurismo culturalMemória coletivaSistema prisionalPatrimonializaçãoDo cárcere ao tombamento: uma nova simbolização através da culturainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILDISSERTAÇÃO Ana Paula Barradas Maranhão.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Ana Paula Barradas Maranhão.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1165https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/29802/5/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Ana%20Paula%20Barradas%20Maranh%c3%a3o.pdf.jpg762329774cfe8123a0f71deadb32fc85MD55ORIGINALDISSERTAÇÃO Ana Paula Barradas Maranhão.pdfDISSERTAÇÃO Ana Paula Barradas Maranhão.pdfapplication/pdf3918349https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/29802/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Ana%20Paula%20Barradas%20Maranh%c3%a3o.pdf1aa4402dad2f45163829902efd701de7MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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MARANHÃO, Ana Paula Barradas
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