O sexo devoto : normatização e resistência feminina no Império Português -XVI-XVIII

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Creusa Cordeiro de Almeida, Suely
Orientador(a): Cortez Silva, Sílvia
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7383
Resumo: O fio condutor que subjaz a esta tese é a demonstração de que as mudanças na ordem social, no que respeita às mulheres luso pernambucanas, são perceptíveis nas ações e práticas destas mesmas mulheres no século XVIII e não apenas no século XIX, como é comum se ver expresso na historiografia mais clássica sobre o tema. Para alcançar tal objetivo, buscamos analisar os requerimentos feitos por mulheres e dirigidos ao Conselho Ultramarino e que se relacionavam às necessidades e estratégias de sobrevivência das famílias desamparadas pelos representantes masculinos. Além do que apresentamos instituições chamadas de recolhimento com espaços onde se forma uma nova mulher, através de uma educação direcionada para a formação do cidadão. É uma mulher apresentada como a primeira educadora, portanto responsável pelos destinos da sociedade dos tempos iluminados. Nossa argumentação baseou-se nas teorias da História Cultural, seguindo uma metodologia interpretativa das fontes que foram selecionadas. As novas necessidades vivenciadas na sociedade pernambucana do Setecentos apontam para a formação de uma nova mulher, que vai lentamente ampliando seu espaço de ação, conquistando, assim, um novo lugar. É um movimento que se realiza na lentidão das décadas e que só pode ser percebido na longa duração. Esse processo desenvolvido no longo tempo foi apoiado numa perspectiva de perceberem-se as trocas culturais realizadas entre metrópole e colônia, configurando-se numa verdadeira circularidade à medida que ambas as partes influenciam e são influenciadas. A documentação examinada e analisada permitiu-nos acompanhar, no tempo longo, as mudanças ocorridas, atrelando práticas femininas às instituições sociais que se destinavam às mulheres coloniais
id UFPE_b6e9d897998474841fdd28b6bc4d5ba3
oai_identifier_str oai:repositorio.ufpe.br:123456789/7383
network_acronym_str UFPE
network_name_str Repositório Institucional da UFPE
repository_id_str
spelling Creusa Cordeiro de Almeida, SuelyCortez Silva, Sílvia 2014-06-12T18:31:51Z2014-06-12T18:31:51Z2003Creusa Cordeiro de Almeida, Suely; Cortez Silva, Sílvia. O sexo devoto : normatização e resistência feminina no Império Português -XVI-XVIII. 2003. Tese (Doutorado). Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2003.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7383O fio condutor que subjaz a esta tese é a demonstração de que as mudanças na ordem social, no que respeita às mulheres luso pernambucanas, são perceptíveis nas ações e práticas destas mesmas mulheres no século XVIII e não apenas no século XIX, como é comum se ver expresso na historiografia mais clássica sobre o tema. Para alcançar tal objetivo, buscamos analisar os requerimentos feitos por mulheres e dirigidos ao Conselho Ultramarino e que se relacionavam às necessidades e estratégias de sobrevivência das famílias desamparadas pelos representantes masculinos. Além do que apresentamos instituições chamadas de recolhimento com espaços onde se forma uma nova mulher, através de uma educação direcionada para a formação do cidadão. É uma mulher apresentada como a primeira educadora, portanto responsável pelos destinos da sociedade dos tempos iluminados. Nossa argumentação baseou-se nas teorias da História Cultural, seguindo uma metodologia interpretativa das fontes que foram selecionadas. As novas necessidades vivenciadas na sociedade pernambucana do Setecentos apontam para a formação de uma nova mulher, que vai lentamente ampliando seu espaço de ação, conquistando, assim, um novo lugar. É um movimento que se realiza na lentidão das décadas e que só pode ser percebido na longa duração. Esse processo desenvolvido no longo tempo foi apoiado numa perspectiva de perceberem-se as trocas culturais realizadas entre metrópole e colônia, configurando-se numa verdadeira circularidade à medida que ambas as partes influenciam e são influenciadas. A documentação examinada e analisada permitiu-nos acompanhar, no tempo longo, as mudanças ocorridas, atrelando práticas femininas às instituições sociais que se destinavam às mulheres coloniaisCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorporUniversidade Federal de PernambucoAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessMulherRecolhimentoNormatizaçãoResistênciaO sexo devoto : normatização e resistência feminina no Império Português -XVI-XVIIIinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILarquivo7727_1.pdf.jpgarquivo7727_1.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1214https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/7383/4/arquivo7727_1.pdf.jpg93f79c0956b3e1360f6cddfb6d18bd24MD54ORIGINALarquivo7727_1.pdfapplication/pdf1757739https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/7383/1/arquivo7727_1.pdf2662771d4e2b5d17c92e41ef93e0bdd1MD51LICENSElicense.txttext/plain1748https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/7383/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52TEXTarquivo7727_1.pdf.txtarquivo7727_1.pdf.txtExtracted texttext/plain838195https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/7383/3/arquivo7727_1.pdf.txt9c84050e624d2df2ee7a7a96a8c48314MD53123456789/73832019-10-25 12:13:34.083oai:repositorio.ufpe.br:123456789/7383Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T15:13:34Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv O sexo devoto : normatização e resistência feminina no Império Português -XVI-XVIII
title O sexo devoto : normatização e resistência feminina no Império Português -XVI-XVIII
spellingShingle O sexo devoto : normatização e resistência feminina no Império Português -XVI-XVIII
Creusa Cordeiro de Almeida, Suely
Mulher
Recolhimento
Normatização
Resistência
title_short O sexo devoto : normatização e resistência feminina no Império Português -XVI-XVIII
title_full O sexo devoto : normatização e resistência feminina no Império Português -XVI-XVIII
title_fullStr O sexo devoto : normatização e resistência feminina no Império Português -XVI-XVIII
title_full_unstemmed O sexo devoto : normatização e resistência feminina no Império Português -XVI-XVIII
title_sort O sexo devoto : normatização e resistência feminina no Império Português -XVI-XVIII
author Creusa Cordeiro de Almeida, Suely
author_facet Creusa Cordeiro de Almeida, Suely
author_role author
dc.contributor.author.fl_str_mv Creusa Cordeiro de Almeida, Suely
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Cortez Silva, Sílvia
contributor_str_mv Cortez Silva, Sílvia
dc.subject.por.fl_str_mv Mulher
Recolhimento
Normatização
Resistência
topic Mulher
Recolhimento
Normatização
Resistência
description O fio condutor que subjaz a esta tese é a demonstração de que as mudanças na ordem social, no que respeita às mulheres luso pernambucanas, são perceptíveis nas ações e práticas destas mesmas mulheres no século XVIII e não apenas no século XIX, como é comum se ver expresso na historiografia mais clássica sobre o tema. Para alcançar tal objetivo, buscamos analisar os requerimentos feitos por mulheres e dirigidos ao Conselho Ultramarino e que se relacionavam às necessidades e estratégias de sobrevivência das famílias desamparadas pelos representantes masculinos. Além do que apresentamos instituições chamadas de recolhimento com espaços onde se forma uma nova mulher, através de uma educação direcionada para a formação do cidadão. É uma mulher apresentada como a primeira educadora, portanto responsável pelos destinos da sociedade dos tempos iluminados. Nossa argumentação baseou-se nas teorias da História Cultural, seguindo uma metodologia interpretativa das fontes que foram selecionadas. As novas necessidades vivenciadas na sociedade pernambucana do Setecentos apontam para a formação de uma nova mulher, que vai lentamente ampliando seu espaço de ação, conquistando, assim, um novo lugar. É um movimento que se realiza na lentidão das décadas e que só pode ser percebido na longa duração. Esse processo desenvolvido no longo tempo foi apoiado numa perspectiva de perceberem-se as trocas culturais realizadas entre metrópole e colônia, configurando-se numa verdadeira circularidade à medida que ambas as partes influenciam e são influenciadas. A documentação examinada e analisada permitiu-nos acompanhar, no tempo longo, as mudanças ocorridas, atrelando práticas femininas às instituições sociais que se destinavam às mulheres coloniais
publishDate 2003
dc.date.issued.fl_str_mv 2003
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2014-06-12T18:31:51Z
dc.date.available.fl_str_mv 2014-06-12T18:31:51Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv Creusa Cordeiro de Almeida, Suely; Cortez Silva, Sílvia. O sexo devoto : normatização e resistência feminina no Império Português -XVI-XVIII. 2003. Tese (Doutorado). Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2003.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7383
identifier_str_mv Creusa Cordeiro de Almeida, Suely; Cortez Silva, Sílvia. O sexo devoto : normatização e resistência feminina no Império Português -XVI-XVIII. 2003. Tese (Doutorado). Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2003.
url https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7383
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPE
instname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron:UFPE
instname_str Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron_str UFPE
institution UFPE
reponame_str Repositório Institucional da UFPE
collection Repositório Institucional da UFPE
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/7383/4/arquivo7727_1.pdf.jpg
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/7383/1/arquivo7727_1.pdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/7383/2/license.txt
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/7383/3/arquivo7727_1.pdf.txt
bitstream.checksum.fl_str_mv 93f79c0956b3e1360f6cddfb6d18bd24
2662771d4e2b5d17c92e41ef93e0bdd1
8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33
9c84050e624d2df2ee7a7a96a8c48314
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
repository.mail.fl_str_mv attena@ufpe.br
_version_ 1862741611852595200