Caracterização da rede de atenção psicossocial do recife e sua interface com a regulação em saúde

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: SILVA, Alexciane Priscila Da
Orientador(a): MORAIS, Heloisa Maria Mendonça de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Saude Coletiva
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17838
Resumo: Introdução – O redirecionamento da atenção às pessoas em sofrimento psíquico, da lógica hospitalocêntrica para o cuidado em rede, convive com a fragmentação do cuidado e a insuficiência de serviços extra-hospitalares. Diante disto, em 2011 o Ministério da Saúde instituiu a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) com objetivo de ampliar o acesso à atenção psicossocial e garantir a articulação e integração entre os serviços. Nesse contexto de integração e articulação, a regulação em saúde desponta como mecanismo capaz de organizar fluxos assistenciais que promovam o acesso equânime e o cuidado integral. Objetivo: analisar a organização da RAPS na cidade do Recife e o processo de regulação que incide sob a mesma. Metodologia: trata-se de um estudo qualitativo realizado em Recife – PE. Foram entrevistados 10 sujeitos vinculados à Gerência de Saúde Mental e à Secretaria Executiva de Regulação em Saúde. Para análise das entrevistas, utilizou-se a análise de conteúdo, a partir da técnica de condensação de significado. Documentos oficiais da gestão e dados extraídos dos sistemas de informações em saúde de base nacional complementaram a análise. Resultados: A RAPS Recife para adultos em sofrimento psíquico encontra-se em reorganização. Avançou na expansão de serviços, como a implantação dos leitos integrais de saúde mental em hospitais gerais e o aumento no número dos serviços residenciais terapêuticos e se adequa à formatação ministerial. Mas, a ausência de emergência psiquiátrica municipal e o insuficiente número de CAPS III são seus principais pontos de estrangulamento. A respeito da interface da regulação com a saúde mental, três aspectos se destacam, o processo de regulação que prevê a transformação do CAPS em uma unidade solicitante, com autonomia para marcação de consultas e exames; o processo de regulação dos fluxos de acesso às consultas psiquiátricas e psicológicas; e a supervisão nos serviços de saúde mental. Conclusão: A RAPS Recife encontra-se incompleta e insuficiente e apresenta lacunas que se expressam ora na ausência de pontos de atenção, como é o caso da emergência psiquiátrica municipal ou inexistência de centros de convivência, ora através da fragilidade de alguns de seus componentes, a exemplo a atenção psicossocial estratégica na qual o quantitativo de CAPS III apresenta-se insuficiente. Observa-se também que o estreitamento da relação entre a saúde mental e a regulação consiste em ganho ímpar para o funcionamento da RAPS, para a desconstrução do modelo de medicalização arraigado à prática ambulatorial e para a qualificação dos serviços através da supervisão.
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spelling SILVA, Alexciane Priscila Dahttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/busca.dohttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/busca.doMORAIS, Heloisa Maria Mendonça de2016-09-14T19:08:00Z2016-09-14T19:08:00Z2015-08-31https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17838Introdução – O redirecionamento da atenção às pessoas em sofrimento psíquico, da lógica hospitalocêntrica para o cuidado em rede, convive com a fragmentação do cuidado e a insuficiência de serviços extra-hospitalares. Diante disto, em 2011 o Ministério da Saúde instituiu a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) com objetivo de ampliar o acesso à atenção psicossocial e garantir a articulação e integração entre os serviços. Nesse contexto de integração e articulação, a regulação em saúde desponta como mecanismo capaz de organizar fluxos assistenciais que promovam o acesso equânime e o cuidado integral. Objetivo: analisar a organização da RAPS na cidade do Recife e o processo de regulação que incide sob a mesma. Metodologia: trata-se de um estudo qualitativo realizado em Recife – PE. Foram entrevistados 10 sujeitos vinculados à Gerência de Saúde Mental e à Secretaria Executiva de Regulação em Saúde. Para análise das entrevistas, utilizou-se a análise de conteúdo, a partir da técnica de condensação de significado. Documentos oficiais da gestão e dados extraídos dos sistemas de informações em saúde de base nacional complementaram a análise. Resultados: A RAPS Recife para adultos em sofrimento psíquico encontra-se em reorganização. Avançou na expansão de serviços, como a implantação dos leitos integrais de saúde mental em hospitais gerais e o aumento no número dos serviços residenciais terapêuticos e se adequa à formatação ministerial. Mas, a ausência de emergência psiquiátrica municipal e o insuficiente número de CAPS III são seus principais pontos de estrangulamento. A respeito da interface da regulação com a saúde mental, três aspectos se destacam, o processo de regulação que prevê a transformação do CAPS em uma unidade solicitante, com autonomia para marcação de consultas e exames; o processo de regulação dos fluxos de acesso às consultas psiquiátricas e psicológicas; e a supervisão nos serviços de saúde mental. Conclusão: A RAPS Recife encontra-se incompleta e insuficiente e apresenta lacunas que se expressam ora na ausência de pontos de atenção, como é o caso da emergência psiquiátrica municipal ou inexistência de centros de convivência, ora através da fragilidade de alguns de seus componentes, a exemplo a atenção psicossocial estratégica na qual o quantitativo de CAPS III apresenta-se insuficiente. Observa-se também que o estreitamento da relação entre a saúde mental e a regulação consiste em ganho ímpar para o funcionamento da RAPS, para a desconstrução do modelo de medicalização arraigado à prática ambulatorial e para a qualificação dos serviços através da supervisão.Introduction - The redirection of attention to people in psychological distress, the hospitalcentered logic for network care, live with the fragmentation of care and lack of outpatient services. In 2011, the Ministry of Health established the RAPS in order to expand access to psychosocial care and ensure the coordination and integration between services. In this context of integration and coordination, health regulation emerges as a mechanism capable of organizing assistance flows that promote equitable access and comprehensive care. Objective: To analyze the organization of RAPS in Recife and the regulation process that focuses on the same. Methodology: This is a qualitative study conducted in Recife - PE. They interviewed 10 subjects linked to Mental Health Management and the Executive Secretariat of Health regulation. For analysis of the interviews, we used the content analysis, from the meaning of condensation technique. Official documents management and data extracted from information systems in national primary health complemented the analysis. Results: The RAPS Recife for adults in psychological distress is in reorganization. Made progress in expanding services such as implementation of the whole mental health beds in general hospitals and the increase in the number of residential care and to suit ministerial formatting. But the absence of municipal psychiatric emergency and the insufficient number of CAPS III are its main bottlenecks. Regarding the regulation interface with mental health, three aspects stand out, the process of regulation which provides for the transformation of CAPS in a requesting unit, with autonomy for appointments and tests; the process of regulation of flows access to psychiatric and psychological consultations; and supervision in mental health services. Conclusion: RAPS Recife is incomplete and inadequate and has gaps that now express themselves in the absence of points of attention, such as the municipal psychiatric emergency or lack of community centers, sometimes through the fragility of some of its components, example strategic psychosocial care in which the amount of CAPS III presents insufficient. It also notes that the strengthening of the relationship between mental health and regulation consists of odd gain for the operation of the RAPS, to the deconstruction of the medicalization model rooted in clinical practice and for the qualification of services over the supervision.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Saude ColetivaUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessRedes de Atenção à Saúde. Rede de Atenção Psicossocial. Regulação em Saúde.Health Care Networks. Psychosocial Care Network. Health regulation.Caracterização da rede de atenção psicossocial do recife e sua interface com a regulação em saúdeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILAlexcianePrisciladaSilva_MestradoIntegradoemSaúdeColetiva_2015.pdf.jpgAlexcianePrisciladaSilva_MestradoIntegradoemSaúdeColetiva_2015.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1201https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/17838/6/AlexcianePrisciladaSilva_MestradoIntegradoemSa%c3%badeColetiva_2015.pdf.jpg1a1ebbf3e50e36428b93ce9cc9ae7b12MD56ORIGINALAlexcianePrisciladaSilva_MestradoIntegradoemSaúdeColetiva_2015.pdfAlexcianePrisciladaSilva_MestradoIntegradoemSaúdeColetiva_2015.pdfapplication/pdf3399629https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/17838/2/AlexcianePrisciladaSilva_MestradoIntegradoemSa%c3%badeColetiva_2015.pdf414d46d802901292ede4f3078b0102f9MD52CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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