Transtorno do espectro autista : impressões e expectativas para implantação de políticas públicas para assistência em Pernambuco

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: RAMOS, Ana Paula Bagetti
Orientador(a): RAMOS, Francisco de Sousa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Gestao e Economia da Saude
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/63419
Resumo: O transtorno do espectro autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por prejuízos na interação social e comunicação, comportamentos restritos e repetitivos. Está frequentemente associado a comorbidades, como deficiência intelectual, epilepsia, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), depressão, transtornos de ansiedade, transtornos do sono, e outras. A etiologia do TEA ainda não é completamente compreendida. Evidências apontam para influências de fatores pré e perinatais, assim como hereditários. No Brasil, a ausência de dados epidemiológicos dificulta a compreensão de sua prevalência e do seu impacto econômico e social sobre o sistema de saúde e as famílias. O diagnóstico precoce e a rápida implementação de intervenções podem reduzir o impacto dos sintomas. Antes de 1980, o Estado não possuía estratégias para acolhimento de crianças e adolescentes com sofrimento mental, incluindo o autismo, que foi assumido por associações de familiares. Em 2002, na Reforma Psiquiátrica, foram criados os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), sendo os CAPSi referência no atendimento psicossocial de crianças e adolescentes para o TEA. Em 2012, a Lei n. 12.764, instituiu a "Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista", e as pessoas com TEA passaram a ser reconhecidas como "pessoas com deficiência para todos os efeitos legais", garantindo- lhes acesso a benefícios financeiros, inclusão escolar e serviços de saúde especializados, muitas vezes em contradição aos da rede de saúde mental. O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE), em levantamentos realizados no Estado, identificou que a política pública de saúde para o TEA ainda está em fase inicial e não é priorizada pela maioria dos municípios. Apesar da incorporação do autismo no campo das deficiências, os Centros Especializados de Reabilitação (CER) habilitados para esse atendimento são escassos no estado, deixando essa população dependente dos serviços do CAPSi, que são insuficientes. Metodologia: Foi utilizada uma abordagem qualitativa, retrospectiva. Foram avaliados: Leis e decretos, Relatório do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE), Relatórios do Ministério da Saúde e do SUS, Artigos e revisões sobre políticas públicas de saúde relacionadas ao autismo, e estudos sobre prevalência e o impacto econômico, social e de saúde nas famílias e nos sistemas de saúde de outros países. Foram utilizados dados extraídos da Tabela Unificada de Procedimentos da Produção Ambulatorial (Tabwin, DATASUS), e registros de cadastros no CNES. Resultados: Foram encontrados poucos centros especializados habilitados para o atendimento do autismo. Desses, a maior parte dos estabelecimentos ainda são as associações sem fins lucrativos e ONGS que recebem financiamento do SUS. Grande parte encontra-se na Região Metropolitana do Recife. A produção ambulatorial demonstrou números crescentes de atendimentos apesar dos poucos centros. Os resultados condizem com o relatório do TCE (2023). Conclusão: Há necessidade de investimentos governamentais nas construções de centros especializados de múltiplas especialidades para o autismo em todo o estado pernambucano, visando cobrir os vazios territoriais encontrados. Além disso, investir em capacitação profissional e treinamento de pais e cuidadores, nas escolas e professores para educação inclusiva.
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Evidências apontam para influências de fatores pré e perinatais, assim como hereditários. No Brasil, a ausência de dados epidemiológicos dificulta a compreensão de sua prevalência e do seu impacto econômico e social sobre o sistema de saúde e as famílias. O diagnóstico precoce e a rápida implementação de intervenções podem reduzir o impacto dos sintomas. Antes de 1980, o Estado não possuía estratégias para acolhimento de crianças e adolescentes com sofrimento mental, incluindo o autismo, que foi assumido por associações de familiares. Em 2002, na Reforma Psiquiátrica, foram criados os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), sendo os CAPSi referência no atendimento psicossocial de crianças e adolescentes para o TEA. Em 2012, a Lei n. 12.764, instituiu a "Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista", e as pessoas com TEA passaram a ser reconhecidas como "pessoas com deficiência para todos os efeitos legais", garantindo- lhes acesso a benefícios financeiros, inclusão escolar e serviços de saúde especializados, muitas vezes em contradição aos da rede de saúde mental. O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE), em levantamentos realizados no Estado, identificou que a política pública de saúde para o TEA ainda está em fase inicial e não é priorizada pela maioria dos municípios. Apesar da incorporação do autismo no campo das deficiências, os Centros Especializados de Reabilitação (CER) habilitados para esse atendimento são escassos no estado, deixando essa população dependente dos serviços do CAPSi, que são insuficientes. Metodologia: Foi utilizada uma abordagem qualitativa, retrospectiva. Foram avaliados: Leis e decretos, Relatório do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE), Relatórios do Ministério da Saúde e do SUS, Artigos e revisões sobre políticas públicas de saúde relacionadas ao autismo, e estudos sobre prevalência e o impacto econômico, social e de saúde nas famílias e nos sistemas de saúde de outros países. Foram utilizados dados extraídos da Tabela Unificada de Procedimentos da Produção Ambulatorial (Tabwin, DATASUS), e registros de cadastros no CNES. Resultados: Foram encontrados poucos centros especializados habilitados para o atendimento do autismo. Desses, a maior parte dos estabelecimentos ainda são as associações sem fins lucrativos e ONGS que recebem financiamento do SUS. Grande parte encontra-se na Região Metropolitana do Recife. A produção ambulatorial demonstrou números crescentes de atendimentos apesar dos poucos centros. Os resultados condizem com o relatório do TCE (2023). Conclusão: Há necessidade de investimentos governamentais nas construções de centros especializados de múltiplas especialidades para o autismo em todo o estado pernambucano, visando cobrir os vazios territoriais encontrados. Além disso, investir em capacitação profissional e treinamento de pais e cuidadores, nas escolas e professores para educação inclusiva.Autism spectrum disorder (ASD) is a neurodevelopmental condition characterized by impaired social interaction and communication, restricted and repetitive behaviors. It is often associated with comorbidities, such as intellectual disability, epilepsy, attention deficit hyperactivity disorder (ADHD), depression, anxiety disorders, sleep disorders, and others. The etiology of ASD is not yet fully understood. Evidence points to influences from pre- and perinatal factors, as well as hereditary ones. In Brazil, the lack of epidemiological data makes it difficult to understand its prevalence and its economic and social impact on the health system and families. Early diagnosis and rapid implementation of interventions can reduce the impact of symptoms. Before 1980, the State did not have strategies for caring for children and adolescents with mental disorders, including autism, which was taken on by family associations. In 2002, during the Psychiatric Reform, the Psychosocial Care Centers (CAPS) were created, with CAPSi serving as a reference in the psychosocial care of children and adolescents with ASD. In 2012, Law No. 12,764 instituted the "National Policy for the Protection of the Rights of People with Autism Spectrum Disorder", and people with ASD began to be recognized as "people with disabilities for all legal purposes", guaranteeing them access to financial benefits, school inclusion and specialized health services, often in contradiction to those of the mental health network. The Court of Auditors of the State of Pernambuco (TCE), in surveys carried out in the state, identified that the public health policy for ASD is still in its initial phase and is not prioritized by most municipalities. Despite the inclusion of autism in the field of disabilities, Specialized Rehabilitation Centers (CER) qualified to provide this type of care are scarce in the state, leaving this population dependent on CAPSi services, which are insufficient. Methodology: A qualitative, retrospective approach was used. The following were evaluated: Laws and decrees, Reports from the Court of Auditors of Pernambuco (TCE), Reports from the Ministry of Health and SUS, Articles and reviews on public health policies related to autism, and studies on prevalence and the economic, social and health impact on families and health systems in other countries. Data extracted from the Unified Table of Outpatient Procedures (Tabwin, DATASUS) and records from the CNES were used. Results: Few specialized centers qualified to provide autism care were found. Of these, most of the establishments are still non-profit associations and NGOs that receive funding from SUS. Most of them are in the Metropolitan Region of Recife. Outpatient production showed increasing numbers of services despite the few centers. The results are consistent with the TCE report (2023). Conclusion: There is a need for government investment in the construction of specialized centers with multiple specialties for autism throughout the state of Pernambuco, aiming to fill the territorial gaps found. In addition, investing in professional training and training of parents and caregivers, in schools and teachers for inclusive education.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Gestao e Economia da SaudeUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessTranstorno do espectro autísticoAutismoPolíticas públicasTranstorno do espectro autista : impressões e expectativas para implantação de políticas públicas para assistência em Pernambucoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestrado profissionalreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETEXTDISSERTAÇÃO Ana Paula Bagetti Ramos.pdf.txtDISSERTAÇÃO Ana Paula Bagetti Ramos.pdf.txtExtracted texttext/plain125718https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63419/6/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Ana%20Paula%20Bagetti%20Ramos.pdf.txt525b974d0ffee253dce727a4945b58a2MD56THUMBNAILDISSERTAÇÃO Ana Paula Bagetti Ramos.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Ana Paula Bagetti Ramos.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1243https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63419/7/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Ana%20Paula%20Bagetti%20Ramos.pdf.jpgbd7ba547e6264f2f47b4c9ee49c9825aMD57CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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