Geologia, geoquímica e avaliação econômica do migmatito "Rosa Imperial", domínio meridional da Província Borborema, nordeste brasileiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2002
Autor(a) principal: Christian de Montreuil Carmona, Luis
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6710
Resumo: As unidades litológicas constituintes do migmatito Rosa Imperial são representantes de complexos metamórficos de alto grau de possível idade Mesoproterozóica no Maciço/Terreno Pernambuco-Alagoas, Domínio Meridional da Província Borborema. Identificou-se a ocorrência de dois domínios, um supracrustal ou paraderivado, geologicamente pertencente ao Complexo Cabrobó constituído por duas unidades, ocupando 45% da área. O outro domínio é metaplutônico ou ortoderivado, inserido no Complexo Belém de São Francisco, onde foram descritas três unidades, ocupando 55% da área estudada. Quimicamente o mesossoma e o leucossoma do migmatito Rosa Imperial são subalcalinos, sendo que o leucossoma tem caráter peraluminoso e o mesossoma metaluminoso. O leucossoma é empobrecido em CaO, P2O5, TiO2, Fe2O3(t), Sr, Nb e Ta em relação ao mesossoma, sugerindo que plagioclásio, apatita e biotita foram fases residuais durante o processo de fusão parcial. Quanto aos aspectos estruturais, ambos domínios estão distribuídos geograficamente em faixas sub-paralelas, alternadas e dobradas, com orientação predominantemente leste-oeste, mostrando a presença de, no mínimo, duas fases de deformação (D2 e D3), caracterizadas por estruturas dúcteis e rúpteis, de escala regional. As estruturas dúcteis são observadas com direção ENE-WSW provavelmente de idade Mesoproterozóica (D2). As estruturas rúpteis são representadas por um sistema de fraturamento regional, datadas possivelmente do Neoproterozóico (Ciclo Brasiliano), com direções preferenciais NE-SW e ENW-WSE e distribuídas regularmente na área mapeada. A fase D3 está aparentemente acompanhada por fraturas de alívio preenchidas por diques pegmatíticos e aplíticos (direção NE-SW principal e NW-SE secundária). Na área de estudo, as rochas de maior índice de atratividade com fins ornamentais são representadas pelo ortognaisse/migmatito Rosa Imperial (diatexitos do Complexo Belém do São Francisco), pertencente à categoria de rochas movimentadas, as quais foram priorizadas como alvo da investigação. Em total foram pontuadas 31 ocorrências de rochas para fins ornamentais. Os afloramentos com valores maiores que 60 de IAEG (Índice de Atratividade Econômica-Geológica), representam ocorrências do migmatito Rosa Imperial , encontrando-se 15 ocorrências com valores nesta categoria. Estes valores são obtidos com base na soma dos seguintes fatores predominantes: cores da rocha, dureza relativa, texturas e estruturas, densidade de fraturamento/xenólitos, modo de ocorrência, relevo, infra-estrutura disponível e localização. Os maiores valores obtidos estão localizados na região central da faixa de diatexitos, entre os povoados de São Pedro e Volta do Rio, relacionados geológica e estruturalmente a stocks de granodiorito/tonalito/quartzo-diorito. O migmatito Rosa Imperial apresenta aspecto estético-decorativo muito agradável e de alta cotação e procura no mercado internacional. Este alvo de pesquisa, nos poderá levar à descoberta de novos jazimentos e sua caracterização tecnológica
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