Remoção do corante Azo Direct Black 22 em sistemas de cultivo fechado de microalgas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: FERREIRA, Jucélia Tavares
Orientador(a): GAVAZZA, Sávia
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Engenharia Civil
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64813
Resumo: O tratamento biológico de efluentes têxteis tem despontado no cenário mundial em razão das suas vantagens em relação aos métodos químicos convencionais, como custo- benefício, sustentabilidade e baixa geração de lodo. O uso de microalgas para remoção de corantes é recente e tem como atrativo o potencial que as microalgas tem de utilizar os referidos efluentes como fonte de energia e nutrientes para seu crescimento e reprodução, por exemplo, transformando o nitrogênio inorgânico em orgânico, incorporando em seus processos metabólicos. Além disso, podem remover os contaminantes dos efluentes por biodegradação e/ou adsorção. No entanto, há algumas lacunas no processo de remoção de contaminante têxteis via microalgas, como o entendimento do papel da fotodegradação e da adsorção no processo. A remoção do corante tetra-azo Direct Black 22 (DB22) utilizando as microalgas Chlorella vulgaris, Arthrospira platensis, Dunaliella tertiolecta e Tetradesmus obliquus foi avaliada no presente estudo, para elucidar a contribuição dos processos de biodegradação, fotodegradação e adsorção na remoção do composto. Com o objetivo de medir a contribuição dos diferentes processos, as condições experimentais envolveram: o cultivo da microalga ativa na ausência do corante (crescimento), controle sem a microalga conduzidos na presença do corante com luz (fotodegradação), cultivo da microalga ativa na presença do corante (biodegradação), microalga inativa na presença do corante com luz (fotodegradação + adsorção na biomassa), controle sem microalgas conduzidos sem luz (adsorção no vidro) e controle com microalga inativa na presença do corante sem luz (adsorção na biomassa). Todos os testes foram realizados em triplicata. O crescimento e as características morfológicas das quatro microalgas não sofreram interferência da presença do corante no meio reacional. A eficiência de remoção do corante para C. vulgaris foi de 62,6 ± 1,46%, sendo, 47,7% atribuídos à fotodegradação, 13,2 ± 6,5 % associados à contribuição da microalga, por via enzimática e 1,7 ± 1,3 %relacionados ao processo de adsorção. Para T. obliquus a maior eficiência foi de 67,2± 2,1%, indicando que a combinação de biomassa, meio e a luz foi determinante para a remoção do corante, como também a ação ativa da biomassa, além de processos abióticos. A microalga A. platensis representou uma remoção de 66,2 ± 4,3% do corante em meio a biomassa ativa e destaca o papel da adsorção com 76,0 ± 1,8%, além dos processos de fotodegradação. A D. tertiolecta representou remoção de 56,0 ± 1,0 %, entretanto a parte da remoção que foi atribuída à combinação dos processos de fotodegradação (remoção devido a reação química da luz) e adsorção, que foi de 80,2 ± 0,3 %. A biodegradação foi confirmada por verificação da ação enzimática e por testes de espectroscopia no infravermelho (FTIR), que confirmaram a presença de enzimas nas células das microalgas nos experimentos com a C. vulgaris e T. obliquus. Todas as espécies se desenvolveram na presença do corante, o que foi visto como positivo, pois grande parte desses compostos não são facilmente biodegradáveis, o que aponta para as microalgas como uma alternativa viável na redução dos impactos ambientais negativos causados por essas substâncias no meio ambiente.
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O uso de microalgas para remoção de corantes é recente e tem como atrativo o potencial que as microalgas tem de utilizar os referidos efluentes como fonte de energia e nutrientes para seu crescimento e reprodução, por exemplo, transformando o nitrogênio inorgânico em orgânico, incorporando em seus processos metabólicos. Além disso, podem remover os contaminantes dos efluentes por biodegradação e/ou adsorção. No entanto, há algumas lacunas no processo de remoção de contaminante têxteis via microalgas, como o entendimento do papel da fotodegradação e da adsorção no processo. A remoção do corante tetra-azo Direct Black 22 (DB22) utilizando as microalgas Chlorella vulgaris, Arthrospira platensis, Dunaliella tertiolecta e Tetradesmus obliquus foi avaliada no presente estudo, para elucidar a contribuição dos processos de biodegradação, fotodegradação e adsorção na remoção do composto. 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Para T. obliquus a maior eficiência foi de 67,2± 2,1%, indicando que a combinação de biomassa, meio e a luz foi determinante para a remoção do corante, como também a ação ativa da biomassa, além de processos abióticos. A microalga A. platensis representou uma remoção de 66,2 ± 4,3% do corante em meio a biomassa ativa e destaca o papel da adsorção com 76,0 ± 1,8%, além dos processos de fotodegradação. A D. tertiolecta representou remoção de 56,0 ± 1,0 %, entretanto a parte da remoção que foi atribuída à combinação dos processos de fotodegradação (remoção devido a reação química da luz) e adsorção, que foi de 80,2 ± 0,3 %. A biodegradação foi confirmada por verificação da ação enzimática e por testes de espectroscopia no infravermelho (FTIR), que confirmaram a presença de enzimas nas células das microalgas nos experimentos com a C. vulgaris e T. obliquus. Todas as espécies se desenvolveram na presença do corante, o que foi visto como positivo, pois grande parte desses compostos não são facilmente biodegradáveis, o que aponta para as microalgas como uma alternativa viável na redução dos impactos ambientais negativos causados por essas substâncias no meio ambiente.The biological treatment of textile effluents has emerged on the world stage due to its advantages over conventional chemical methods, such as cost-effectiveness, sustainability and low sludge generation. The use of microalgae to remove dyes is recent and has as its attraction the potential that microalgae have to use these effluents as a source of energy and nutrients for their growth and reproduction, for example, transforming inorganic nitrogen into organic, incorporating it into their metabolic processes. In addition, they can remove contaminants from effluents by biodegradation and/or adsorption. However, there are knowledge gaps from the process of removing textile contaminants via microalgae, such as understanding the role of photodegradation and adsorption. The removal of the tetra-azo dye Direct Black 22 (DB22) using the microalgae Chlorella vulgaris, Arthrospira platensis, Dunaliella tertiolecta and Tetradesmus obliquus was evaluated in the present study to elucidate the contribution of the processes of biodegradation, photodegradation and adsorption in the removal of the compound. In order to measure the contribution of the different processes involved in the dye removal, the experimental conditions involved: cultivation of the active microalgae in the absence of the dye (growth), control without the microalgae conducted in the presence of the dye with light (photodegradation), cultivation of the active microalgae in the presence of the dye (biodegradation), inactive microalgae in the presence of the dye with light (photodegradation + adsorption on biomass), control without microalgae conducted without light (adsorption on glass) and control with inactive microalgae in the presence of the dye without light (adsorption on biomass). All tests were carried out in triplicate. The growth and morphological characteristics of the four microalgae were not affected by the presence of the dye in the growth medium. The dye removal efficiency for C. vulgaris was 62.6 ± 1.46%, of which 47.7% was attributed to photodegradation, 13.2 ± 6.5% to the enzymatic contribution of the microalgae and 1.7 ± 1.3% to the adsorption process. For T. obliquus, the highest efficiency was 67.2 ± 2.1%, indicating that the combination of biomass, medium and light was decisive for the removal of the dye, as well as the active action of the biomass and abiotic processes. The microalgae A. platensis represented a removal of 66.2 ± 4.3% of the dye in active biomass and highlights the role of adsorption with 76.0 ± 1.8%, in addition to photodegradation processes. D. tertiolecta accounted for 56.0 ± 1.0 % of the removal, although the part of the removal that was attributed to the combination of the photodegradation and adsorption processes was 80.2 ± 0.3 %. Biodegradation was confirmed by checking for enzymatic action and by infrared spectroscopy (FTIR) tests, which confirmed the presence of enzymes in the microalgae cells in the experiments with C. vulgaris and T. obliquus. All species grew in the presence of the dye, which was seen as positive, as most of these compounds are not easily biodegradable, highlighting the microalgae as a viable alternative for reducing the negative environmental impacts caused by these substances in the environment.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Engenharia CivilUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessmicroalgasC. vulgarisD. tertiolectaA. platensisT. obliquustratamento biológicoefluente têxtilcorante azoalgasbiotecnologiaRemoção do corante Azo Direct Black 22 em sistemas de cultivo fechado de microalgasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETEXTTESE Jucélia Tavares Ferreira.pdf.txtTESE Jucélia Tavares Ferreira.pdf.txtExtracted texttext/plain159479https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/64813/3/TESE%20Juc%c3%a9lia%20Tavares%20Ferreira.pdf.txt87a295e3398402b4e88efbee4f02a5d2MD53THUMBNAILTESE Jucélia Tavares Ferreira.pdf.jpgTESE Jucélia Tavares Ferreira.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1266https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/64813/4/TESE%20Juc%c3%a9lia%20Tavares%20Ferreira.pdf.jpgaa01a76ecc08e0eb5b8a7bad64d910a2MD54ORIGINALTESE Jucélia Tavares Ferreira.pdfTESE Jucélia Tavares Ferreira.pdfapplication/pdf3025738https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/64813/1/TESE%20Juc%c3%a9lia%20Tavares%20Ferreira.pdfef655b60b108268dea7aa120b244f5e6MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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