A influência das concentrações da polpa e da pectina do maracujá da Caatinga (Passiflora cincinnata Mast.) na sobrevivência de Lacticaseibacillus rhamnosus ATCC 7469 em bebidas simbióticas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: SANTOS, Maryana Rogéria dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Biotecnologia Industrial
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67766
Resumo: A junção de probióticos e prebióticos configura um simbiótico. A elaboração de bebidas simbióticas com matrizes alimentares não lácteas enfrenta desafios quanto à eficácia do produto e tempo de prateleira. Isso ocorre devido à viabilidade ser dependente de alguns fatores, como a composição do meio de cultura e o tipo de linhagem utilizado. Logo, o objetivo deste trabalho foi verificar a influência das concentrações da polpa e da pectina do maracujá da Caatinga BRS sertão forte (Passiflora cincinnata Mast.) na produção de bebidas fermentadas por Lacticaseibacillus rhamnosus ATCC 7469. A extração da pectina da farinha da casca do maracujá da Caatinga foi realizada com ácido cítrico (0,75 M) em incubadora rotativa (50 °C e 150 rpm). Posteriormente foram produzidas as bebidas simbióticas, de acordo com um planejamento fatorial, variando as concentrações da polpa do maracujá (20, 35 e 50% v/v) e da pectina (5, 12,5 e 20 g/L). A viabilidade, o pH, as concentrações de frutose, glicose, ácido lático, compostos fenólicos e açúcares redutores totais (ART) foram determinadas tanto após as fermentações, quanto com 28 dias de estoque refrigerado. A sobrevivência às condições gastrointestinais simuladas também foi determinada. O rendimento da pectina extraída foi de 70%, sendo a casca do maracujá um potencial fonte para produção de pectina comercial. As bebidas formuladas com 20% v/v de polpa apresentaram maior crescimento celular, alcançando uma viabilidade de 8,7 Log (UFC/mL), maior concentração de ácido lático (9,22 g/L) e pH menor que 4,5. As maiores concentrações (35 e 50% v/v) apresentaram um crescimento reduzido, porém ainda assim maior que 7 Log (UFC/mL), podendo estar relacionado à maior concentração de substâncias fenólicas (24,1 e 28,3 mg GAE/100g, respectivamente). Todavia, a condição central (35% v/v) apresentou valores de ácido lático e pH de 6,42 g/L e 4,8, respectivamente, constituindo um bom veículo. Durante o estoque refrigerado, a viabilidade e o pH mantiveram-se constantes em todas as condições, sendo observado que as concentrações de polpa e de pectina não apresentaram efeito significativo na sobrevivência. Em resposta ao planejamento fatorial, o consumo de ART durante o estoque foi afetado pelas concentrações de polpa e de pectina, sendo a condição com maior consumo a com 50% (v/v) de polpa e 20 g/L de pectina. Com relação à simulação gastrointestinal, a bebida com 35% (v/v) de polpa apresentou maior sobrevivência de L. rhamnosus ATCC 7469 (43,45%), e revelou ser a condição ideal para inserção dos probióticos. Esses resultados trazem um respaldo científico para otimizar as preparações de bebidas simbióticas não lácteas.
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Posteriormente foram produzidas as bebidas simbióticas, de acordo com um planejamento fatorial, variando as concentrações da polpa do maracujá (20, 35 e 50% v/v) e da pectina (5, 12,5 e 20 g/L). A viabilidade, o pH, as concentrações de frutose, glicose, ácido lático, compostos fenólicos e açúcares redutores totais (ART) foram determinadas tanto após as fermentações, quanto com 28 dias de estoque refrigerado. A sobrevivência às condições gastrointestinais simuladas também foi determinada. O rendimento da pectina extraída foi de 70%, sendo a casca do maracujá um potencial fonte para produção de pectina comercial. As bebidas formuladas com 20% v/v de polpa apresentaram maior crescimento celular, alcançando uma viabilidade de 8,7 Log (UFC/mL), maior concentração de ácido lático (9,22 g/L) e pH menor que 4,5. As maiores concentrações (35 e 50% v/v) apresentaram um crescimento reduzido, porém ainda assim maior que 7 Log (UFC/mL), podendo estar relacionado à maior concentração de substâncias fenólicas (24,1 e 28,3 mg GAE/100g, respectivamente). Todavia, a condição central (35% v/v) apresentou valores de ácido lático e pH de 6,42 g/L e 4,8, respectivamente, constituindo um bom veículo. Durante o estoque refrigerado, a viabilidade e o pH mantiveram-se constantes em todas as condições, sendo observado que as concentrações de polpa e de pectina não apresentaram efeito significativo na sobrevivência. Em resposta ao planejamento fatorial, o consumo de ART durante o estoque foi afetado pelas concentrações de polpa e de pectina, sendo a condição com maior consumo a com 50% (v/v) de polpa e 20 g/L de pectina. Com relação à simulação gastrointestinal, a bebida com 35% (v/v) de polpa apresentou maior sobrevivência de L. rhamnosus ATCC 7469 (43,45%), e revelou ser a condição ideal para inserção dos probióticos. Esses resultados trazem um respaldo científico para otimizar as preparações de bebidas simbióticas não lácteas.The combination of probiotics and prebiotics sets up a symbiotic. The development of symbiotic beverages with non-dairy food matrices faces challenges in terms of product effectiveness and shelf life. This is due to the viability being dependent on some factors, such as the composition of the culture medium and the type of strain used. Therefore, this work aimed to verify the influence of pulp and pectin concentrations from passion fruit from Caatinga BRS sertão forte (Passiflora cincinnata Mast.) on the production of fermented beverages by Lacticaseibacillus rhamnosus ATCC 7469. passion fruit from the Caatinga was performed with citric acid (0.75 M) in a rotating incubator (50 °C and 150 rpm). Subsequently, the symbiotic drinks were produced, according to a factorial design, varying the concentrations of passion fruit pulp (20, 35 and 50% v/v) and pectin (5, 12.5 and 20 g/L). Viability, pH, fructose, glucose, lactic acid, phenolic compounds and total reducing sugars (ART) concentrations were determined both after fermentations and after 28 days of refrigerated storage. Survival to simulated gastrointestinal conditions was also determined. The yield of pectin extracted was 70%, with passion fruit peel being a potential source for commercial pectin production. Beverages formulated with 20% v/v pulp showed higher cell growth, reaching a viability of 8.7 Log (CFU/mL), higher concentration of lactic acid (9.22 g/L) and pH lower than 4.5 . The highest concentrations (35 and 50% v/v) showed a reduced growth, but still greater than 7 Log (CFU/mL), which may be related to the higher concentration of phenolic substances (24.1 and 28.3 mg GAE/ 100g, respectively). However, the central condition (35% v/v) presented lactic acid and pH values of 6.42 g/L and 4.8, respectively, constituting a good vehicle. During refrigerated storage, viability and pH remained constant under all conditions, and it was observed that pulp and pectin concentrations had no significant effect on survival. In response to factorial design, ART consumption during storage was affected by pulp and pectin concentrations, with the highest consumption condition being with 50% (v/v) pulp and 20 g/L pectin. Regarding the gastrointestinal simulation, the beverage with 35% (v/v) of pulp showed higher survival of L. rhamnosus ATCC 7469 (43.45%), and proved to be the ideal condition for the insertion of probiotics. These results provide scientific support for optimizing non-dairy symbiotic beverage preparations.Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pos Graduacao em Biotecnologia IndustrialANDRADE, Ester Ribeiro dehttp://lattes.cnpq.br/1574722750395188http://lattes.cnpq.br/6291196494488690https://orcid.org/0000-0001-9332-3922SANTOS, Maryana Rogéria dos2026-01-21T14:39:39Z2026-01-21T14:39:39Z2022-08-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSANTOS, Maryana Rogéria dos. A influência das concentrações da polpa e da pectina do maracujá da Caatinga (Passiflora cincinnata Mast.) na sobrevivência de Lacticaseibacillus rhamnosus ATCC 7469 em bebidas simbióticas. 2022. Dissertação (Mestrado em Biotecnologia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2022.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67766porhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2026-01-25T19:53:08Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/67766Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212026-01-25T19:53:08Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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