Narradores do sensível: um estudo sobre o imaginário e a cegueira na cidade do Recife (versão para quem enxerga)
| Ano de defesa: | 2011 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Departamento: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/551 |
Resumo: | Esta tese teve como objetivo estudar a relação entre o imaginário e a cegueira, a partir da prática cotidiana dos cegos, na cidade do Recife, de maneira que se possa compreender como estes sujeitos percorrem o trajeto antropológico. A ideia de realizar um estudo desta natureza partiu da reflexão sobre a teoria do imaginário de Gilbert Durand, que o concebe, como o conjunto de imagens que compõem o capital pensado do Homo sapiens, e constitui a essência do espírito, como um esforço do ser humano em contrapor-se ao mundo objetivo da morte. Segundo o autor, na dinâmica do imaginário a essência do espírito impulsiona a capacidade humana de significar, as imagens são elementos organizadores da cultura e por meio delas o homem percorre o trajeto antropológico. Muitas vezes, quando se fala em imagens o pensamento logo conduz para algo que é percebido pelo sentido da visão. De forma muito apressada poderíamos pensar que alguém que não pode enxergar não teria capacidade de compor imagens, nem de compreender os símbolos de sua cultura. Os cegos, principalmente os que são portadores da cegueira congênita, desenvolvem a capacidade de apreender e se relacionar no contexto de sua cultura de maneira diversa do normovisual e de um modo particular percorre o trajeto antropológico. Para esta descoberta, foi utilizado como instrumental de coleta de dados, a observação direta do comportamento, a frequência ao curso de tiflologia, entrevistas semiestruturadas e a realização de uma oficina de fotografia direcionada para pessoas cegas. Os dados colhidos foram analisados por meio da mitocrítica, tendo como referencial teórico o que Gilbert Durand considera ser o entre saberes; a superação da oposição entre: natureza/cultura, cegueira/visão, etc. A partir da pesquisa foi possível observar que nas relações do cotidiano, dessa cidade, as pessoas cegas ainda são excluídas, e para viver nesse lugar criam táticas, subvertem os obstáculos e se organizam em instituições para reivindicarem melhorias na qualidade de vida. Atualmente a resistência das lutas em prol dessas melhorias, vem provocando, lentamente, modificações na cidade do Recife, criando pequenos oásis de acessibilidade, embora as mudanças ainda não contemplem todas as prerrogativas da legislação vigente destinada a pessoas com deficiência |
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ARAÚJO, Sandra Simone Moraes deNOGUEIRA, Maria Aparecida Lopes2014-06-12T15:03:35Z2014-06-12T15:03:35Z2011-01-31Simone Moraes de Araújo, Sandra; Aparecida Lopes Nogueira, Maria. Narradores do sensível: um estudo sobre o imaginário e a cegueira na cidade do Recife (versão para quem enxerga). 2011. Tese (Doutorado). Programa de Pós-Graduação em Antropologia, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2011.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/551Esta tese teve como objetivo estudar a relação entre o imaginário e a cegueira, a partir da prática cotidiana dos cegos, na cidade do Recife, de maneira que se possa compreender como estes sujeitos percorrem o trajeto antropológico. A ideia de realizar um estudo desta natureza partiu da reflexão sobre a teoria do imaginário de Gilbert Durand, que o concebe, como o conjunto de imagens que compõem o capital pensado do Homo sapiens, e constitui a essência do espírito, como um esforço do ser humano em contrapor-se ao mundo objetivo da morte. Segundo o autor, na dinâmica do imaginário a essência do espírito impulsiona a capacidade humana de significar, as imagens são elementos organizadores da cultura e por meio delas o homem percorre o trajeto antropológico. Muitas vezes, quando se fala em imagens o pensamento logo conduz para algo que é percebido pelo sentido da visão. De forma muito apressada poderíamos pensar que alguém que não pode enxergar não teria capacidade de compor imagens, nem de compreender os símbolos de sua cultura. Os cegos, principalmente os que são portadores da cegueira congênita, desenvolvem a capacidade de apreender e se relacionar no contexto de sua cultura de maneira diversa do normovisual e de um modo particular percorre o trajeto antropológico. Para esta descoberta, foi utilizado como instrumental de coleta de dados, a observação direta do comportamento, a frequência ao curso de tiflologia, entrevistas semiestruturadas e a realização de uma oficina de fotografia direcionada para pessoas cegas. Os dados colhidos foram analisados por meio da mitocrítica, tendo como referencial teórico o que Gilbert Durand considera ser o entre saberes; a superação da oposição entre: natureza/cultura, cegueira/visão, etc. A partir da pesquisa foi possível observar que nas relações do cotidiano, dessa cidade, as pessoas cegas ainda são excluídas, e para viver nesse lugar criam táticas, subvertem os obstáculos e se organizam em instituições para reivindicarem melhorias na qualidade de vida. Atualmente a resistência das lutas em prol dessas melhorias, vem provocando, lentamente, modificações na cidade do Recife, criando pequenos oásis de acessibilidade, embora as mudanças ainda não contemplem todas as prerrogativas da legislação vigente destinada a pessoas com deficiênciaPrefeitura da Cidade do RecifeporUniversidade Federal de PernambucoAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessRecifeCidadeCegosImaginárioNarradores do sensível: um estudo sobre o imaginário e a cegueira na cidade do Recife (versão para quem enxerga)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILarquivo1399_1.pdf.jpgarquivo1399_1.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1187https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/551/4/arquivo1399_1.pdf.jpg45ffa839707fc6027dc839989fd58c4cMD54ORIGINALarquivo1399_1.pdfapplication/pdf9733781https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/551/1/arquivo1399_1.pdf76ef9a31e3359c5c47e888df0c4696b7MD51LICENSElicense.txttext/plain1748https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/551/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52TEXTarquivo1399_1.pdf.txtarquivo1399_1.pdf.txtExtracted texttext/plain319023https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/551/3/arquivo1399_1.pdf.txt184085c9de15947e7e5c55d4958246f7MD53123456789/5512019-10-25 12:27:03.271oai:repositorio.ufpe.br:123456789/551Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T15:27:03Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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Esta tese teve como objetivo estudar a relação entre o imaginário e a cegueira, a partir da prática cotidiana dos cegos, na cidade do Recife, de maneira que se possa compreender como estes sujeitos percorrem o trajeto antropológico. A ideia de realizar um estudo desta natureza partiu da reflexão sobre a teoria do imaginário de Gilbert Durand, que o concebe, como o conjunto de imagens que compõem o capital pensado do Homo sapiens, e constitui a essência do espírito, como um esforço do ser humano em contrapor-se ao mundo objetivo da morte. Segundo o autor, na dinâmica do imaginário a essência do espírito impulsiona a capacidade humana de significar, as imagens são elementos organizadores da cultura e por meio delas o homem percorre o trajeto antropológico. Muitas vezes, quando se fala em imagens o pensamento logo conduz para algo que é percebido pelo sentido da visão. De forma muito apressada poderíamos pensar que alguém que não pode enxergar não teria capacidade de compor imagens, nem de compreender os símbolos de sua cultura. Os cegos, principalmente os que são portadores da cegueira congênita, desenvolvem a capacidade de apreender e se relacionar no contexto de sua cultura de maneira diversa do normovisual e de um modo particular percorre o trajeto antropológico. Para esta descoberta, foi utilizado como instrumental de coleta de dados, a observação direta do comportamento, a frequência ao curso de tiflologia, entrevistas semiestruturadas e a realização de uma oficina de fotografia direcionada para pessoas cegas. Os dados colhidos foram analisados por meio da mitocrítica, tendo como referencial teórico o que Gilbert Durand considera ser o entre saberes; a superação da oposição entre: natureza/cultura, cegueira/visão, etc. A partir da pesquisa foi possível observar que nas relações do cotidiano, dessa cidade, as pessoas cegas ainda são excluídas, e para viver nesse lugar criam táticas, subvertem os obstáculos e se organizam em instituições para reivindicarem melhorias na qualidade de vida. Atualmente a resistência das lutas em prol dessas melhorias, vem provocando, lentamente, modificações na cidade do Recife, criando pequenos oásis de acessibilidade, embora as mudanças ainda não contemplem todas as prerrogativas da legislação vigente destinada a pessoas com deficiência |
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